Lava Jato não pode investigar e vazar dados com interesses políticos, diz Toffoli

Presidente do STF diz que, em alguns casos, integrantes da operação aguardam políticos tomarem posse para divulgar informações que os prejudiquem

Dias Toffoli, ministro do STF. Foto: Reprodução

Jornal GGN – A operação Lava Jato escolhe a quem investigar e deixa as apurações guardadas para vazá-las com interesse político. A afirmação é do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli.

“O que não se pode ter é abuso, o que não se pode ter é escolher quem você vai investigar e deixar investigações na gaveta que deveriam sair ou então deixar investigações na gaveta para que, conforme a pessoa alce um cargo, ela seja vazada para imprensa”, disse, segundo o jornal Folha de São Paulo.

Segundo Toffoli, a operação só pode ser realizada graças ao Supremo, mas ressaltou que existem momentos em que a Corte toma decisões que contrariam os investigadores como forma de proteger a Constituição e as garantias individuais.

Toffoli também ressaltou a importância da imprensa, e que os jornalistas cumprem seu papel ao divulgar informações sigilosas vazadas pelos investidores, mas afirmou que se tratam de vazamentos com “interesse político e não institucional”.

As declarações foram dadas durante o balanço de sua gestão à frente do STF e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) – o ministro deixa o cargo na próxima quinta-feira (10), dando lugar ao ministro Luiz Fux no comando do Supremo.

 

 

Leia Também
Investigadores veem decisão de Aras como limitadora da Lava-Jato
Moro, Bolsonaro e Zambelli: a íntegra do relatório da Polícia Federal
TV GGN: De Trump a Bolsonaro, a estratégia eleitoral nas redes sociais

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora