28 de junho de 2026

Lula diz que conversa com Ciro não existiria se tema fosse 2022

Após votar em São Bernardo do Campo, ex-presidente diz que é preciso adotar "uma política de respeito mútuo entre os partidos"
O ex presidente Luis Inacio Lula da Silva votou em São Bernardo do Campo (SP) na manhã deste domingo (18/11). foto Ricardo Stuckert (via fotospublicas.com)

Jornal GGN – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo que sua reaproximação com o pedetista Ciro Gomes passa ao largo das eleições presidenciais de 2022.

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“Nós não poderíamos conversar isso porque se a gente sentasse para conversar isso, a gente não teria sentado”, afirmou Lula durante entrevista coletiva realizada após votar na cidade de São Bernardo do Campo (SP).”O que é preciso estabelecer entre nós é que nós temos o direito de sermos adversários. As pessoas se esquecem que em 2016 o [petista Fernando] Haddad não foi para o segundo turno porque nós tivemos companheiras como a Marta [Suplicy], que foi candidata e tirou 10% do voto. Nós tivemos a Luiza Erundina, que foi candidata e tirou outro percentual de voto de Haddad”, afirmou o ex-presidente, em uma referência à derrota de Haddad para João Doria (PSDB), em primeiro turno.

“A gente pode ter adversidade, a gente pode ter pontos de vista divergentes, mas o que nós precisamos é adotar uma política de respeito mútuo entre os partidos, entre as pessoas do partido, para que a gente possa trabalhar de forma que um candidato progressista de esquerda possa ganhar as eleições de 2022”.

Sobre as eleições municipais, Lula se disse confiante em uma recuperação do PT após a derrota no pleito de 2016. “Acho que nós vamos recuperar muitas das cidades que nós tínhamos perdido e vamos ganhar outras cidades novas”, afirmou.

 

(com informações da Folha de São Paulo)

 

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  1. Rodrigo R.

    16 de novembro de 2020 2:16 pm

    E os votos que o PT tira dos outros, o ultrapassado e sem discurso não fala? O PT virou um puxadinho do Lula, renovação zero, pitos em quem aparecer mais que Lula, uma seita de culto à personalidade. Como o Fernando Haddad, que tem racionalidade acima da média do atual medíocre PT, aguenta isso? Ele vê que a barca está parada, sem remos, sem bússola, sem rumo. Lula e o séquito da ala da Gleisi Hoffmann só choram perseguição, enquanto perdem ou atrapalham quem tem tanto ou mais compromisso com ideais de progresso e inclusão do que o Lula e PT (seu puxadinho) pragmáticos desse século. E o futuro? Nada! Só olha o passado! É só choro! Que saco! Que tal vencer ou, vendo que não pode dar cavalo de pau, ajudar aliados a vencerem e depois, de um futuro melhor, choramingar? Quem tem saco para os choramingos rabugentos e vazios do Lula, traído por quem escolheu como “amigos”, enquanto o país se ferra no aqui e agora? Eu quero pular dessa parte chorosa, quero soluções! E o PT não as oferece. Lula não sabe, ou sabe mas não suporta admitir, que o PT se apequenou e não tem hegemonia na esquerda mais e não receberá liderança das esquerdas sem cuidadosa análise política caso a caso, eleição a eleição. Não merece e não terá a seu favor mais flexibilidade dos outros do que a flexibilidade que for capaz de oferecer às outras alternativas de esquerda mais arejadas; se quiser falar de história e do tamanho do partido então falará sozinho. O PT foi tão bombardeado injustamente na década passada quanto, também, mostra-se incapaz de (e desinteressado em) se reconstruir. Recursos não faltam, faltam ideias, falta projeto, falta liberdade interna para expressá-las. Um partido amarrado a um homem, menos por projeto do que por culto à personalidade, que só olha para trás, para uma credibilidade perdida (que não resgatará sem mostrar serviço novo), um partido que tem como prioridade recolocar toda a esquerda sob a órbita do ultrapassado e sem discurso Lula. As pessoas de convicções alinhadas com as esquerdas que não querem ser gado, coisa de direitista, irracionais e sem individualidade, estão esgotadas e de saco cheio de ouvir o PT dizer que vale mais que as outras alternativas de esquerda e que “merece” reverência! Merece coisa nenhuma! Que faça por merecer de novo, se puder, porque perdeu todo o capital político, e o antipetismo ainda é uma força política gigante, a ponto dos adversários de direita brigarem pelo posto de “mais antagonista ao PT”, e o PT nem aí: saiu feliz de 2018, perdeu o brasil, mas o PT, que é o que importa, ficou bem: segundo lugar depois de tudo contra. Que legal…

    1. Mary Rose

      18 de novembro de 2020 11:21 am

      Quem saiu feliz em 2018 foi o seu candidato, o coroné Ciro Gomes, que foi tomar champanhe em Paris. Afinal, ele perdeu a disputa pelo papel do “mais antipetista”, mas o seu antitrabalhismo venceu com Bozo.

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