MARINA e o PSB se comprometem a acabar com a reeleição no executivo. Se eleita, conforme indicam as pesquisas eleitorais, ficará apenas por um mandato. Essa é uma premissa necessária para uma proposta de coalizão democrática, para as profundas reformas institucionais, pois assim, em 2018, o novo governante será eleito com novas regras e novo ambiente político que a população deseja seja reformado.
O processo eleitoral de 2014 caminha para sua quinzena final. Todas as pesquisas indicam que MARINA-PSB x DILMA-PT disputarão a preferência eleitoral.
Se os brasileiros escolherem a continuidade com PT darão o voto de confiança em DILMA. Se confirmarem que preferem mudanças, votarão em MARINA representando a 3ª via do PSB. A remota hipótese de Aécio disputar o segundo turno seria desastroso: consolidaria a nefasta bi-polarização entre PT x PSDB, impedindo aos melhores quadros políticos do Brasil, na atual geração, chegarem a um consenso majoritário.
O fato notório dessas eleições é a repetição da disputa ficar reduzida ao campo de centro-esquerda da representação política no Brasil. A direita que controlou a constituinte de 1988 sairá ainda mais enfraquecida nas eleições de 2014. O que viabiliza a possibilidade do consenso para reformas constitucionais e a prévia aprovação da Constituinte Revisora Exclusiva que DILMA-PT já propuseram em 2013 e, o bom senso da maioria considera oportuna. Desse consenso depende a possibilidade de construção de um novo Pacto Republicano.
Não é novidade constatar-se que nem o PT nem o PSDB em pólos opostos, reféns e subordinados às forças fisiológicas da ´governabilidade´, não conseguirão a busca daquele consenso majoritário: a desconfiança recíproca de golpe parlamentar em vantagem do detentor do poder interdita as mesas de negociações em alto nível.
Porém, para se edificar condições políticas para as mudanças indispensáveis, a partir de um novo pacto federativo, novo sistema de representação política, novo modelo de desenvolvimento econômico e social com ênfase na exploração sustentável e não predatória de nossas imensas riquezas naturais, melhor distribuição de rendas, reformas urbana e agrária, somente será possível num governo de transição democrática, em que os grandes partidos, PT, PSDB e PMDB, precisam construir um consenso majoritário.
A oportunidade é inédita e rara. Temos condições muito melhor hoje do que na constituinte de 1988. A nossa geração que participou dos debates constituintes, sob a égide do governo Sarney, sabemos que o ´centrão´ fundado no desvirtuado slogan franciscano (é dando que se recebe), cuja significação corrupta nos persegue até hoje, impediu que a Carta Cidadã contemplasse os grandes avanços então desejados. Dentre os 600 constituintes, mais de 400 eram oriundos da direita e do centro mais conservador. Somente o PMDB e PFL que sustentavam o governo tinham mais de 300 deputados. Os partidos mais à esquerda não chegavam a 100 constituintes, somando-se PSDB, PT, PDT, PSB, PPS e PCdoB. As vitórias e conquistas decorreram mais da força moral das grandes lideranças que combateram à ditadura que dos embates em plenário.
Desde então perdemos grandes ícones da luta pela democracia e liberdade. FRANCO MONTORO, ULISSES, BRIZOLA, ARRAES, HADDAD, PLÍNIO, TANCREDO, DARCY RIBEIRO, LUIZ CARLOS PRESTES, JOSÉ RICHA, JOÃO AMAZONAS, ABDIAS DO NASCIMENTO e tantos outros já se foram. Referências intelectuais e do civismo também se foram: GOFREDO DA SILVA TELLES; EVANDRO LINS E SILVA, ANTONIO HOUAISS, ARIANO SUASSUNA, SERGIO BUARQUE DE HOLANDA, FLORESTAN FERNANDES, MILTON SANTOS, D.HELDER CÂMARA empobreceram nossa formulação de um Brasil possível.
Enfim já não podemos perder FHC, LULA, ERUNDINA, SERRA, GENOINO, DIRCEU, SIMON, CRISTÓVÃO etc, remanescentes daquela geração, sem completar sua obra republicana que não se consumou na Constituição de 1988. Ainda podemos fazei-lo.
Em 1988 pelas contingências e enorme poder oriundo do regime militar a Carta Cidadã, assegurou direitos sociais e direitos humanos, mas, nos negou o ambiente político e econômico então desejados para a justiça social. A aprovação da CF/1988 foi controlada e limitada pelo centro-direita. Agora, poderá ser reformada por uma ampla maioria que configura com muita representatividade a maioria do eleitorado brasileiro que é de centro-esquerda. Por decorrência de 1988, a direita não tem voto mas continua detendo os poderes econômicos e políticos e seus representantes mantêm reféns os governantes eleitos.
Eis, portanto, a grande oportunidade da nação: a reforma da Carta Constitucional para que reflita a atual correlação de forças e o apoio manifesto nas eleições: a centro-esquerda é majoritária conforme as últimas eleições gerais, desde 1994.
Porém, pelo andar da carruagem e diante da possibilidade real de um 2º turno fratricida nos moldes da polarização que marcam o cenário desde 1994, o calor das agressões e denúncias recíprocas, inviabilizará as mesas consensuais para um governo transitório de coalizão democrática com as principais lideranças do PT – PSDB e a parte sadia do PMDB e demais partidos afinados com o compromisso de novas instituições nacionais, a fim de se construir a ampla pauta de reformas institucionais que o Brasil precisa e a população deseja, cabe a MARINA e ao PSB, e a todos que tiverem algum juízo e racionalidade, a apologia por um governo de transição democrática.
A candidata MARINA, além de se comprometer a não pensar em reeleição, até por suas condições de saúde, traz em si o simbolismo de uma ´nova política´e desde suas primeiras declarações manifesta a vontade política de um governo de coalizão – governar com “os bons” de todos os partidos -, porém, isso precisa ser assumido como uma ´Carta de Compromisso´ com a população e os entes políticos, com a sociedade civil, os movimentos populares, a classe empresarial, os sindicatos, os intelectuais e o mundo jurídico. E esse compromisso é necessário. Por isso, renovo aqui minha argumentação sonhática já reiterada várias vezes, desde o ano passado: a nação brasileira precisa de reformas e MARINA pelo PSB poderá ser o instrumento cívico e político dessa transição.
Em artigo publicado em 18/04, na condição de membro do PSB já fazia esse apelo a nosso saudoso líder EDUARDO CAMPOS, aqui no portal: https://jornalggn.com.br/fora-pauta/psb-marina-presidente-por-um-governo-de-salvacao-nacional. No atual momento histórico, com a perda de EDUARDO já não basta ganhar essa eleição. É preciso conferir à decisão democrática do voto o seu maior significado: as mudanças serão feitas por consenso democrático.
Os ritmos da campanha com as agressões e bate-bocas estão degradando o ambiente político necessário para um governo de coalizão e transição democrática. A conjuntura política, o anseio por mudanças em 2/3 dos brasileiros, a tragédia e a fortuna colocaram o nome de MARINA e seu expresso compromisso de não desejar a reeleição e de acabar com seu instituto na Constituição Federal, além do simbolismo da figura de MARINA pela construção de um desenvolvimento sustentável acolhido com apoio majoritário da população produzirá um impacto mundial.
Não temos o direito de perder essa rara senão única e inédita oportunidade. MARINA e o PSB reúnem as condições políticas para um governo de transição democrática.
Na condição de membro da direção estadual do PSB/SP, submeterei e defenderei junto ao comando da campanha de MARINA que o façamos de forma ainda mais expressa – numa versão da CARTA AOS BRASILEIROS assinado por LULA em 2002 – com esse compromisso e a ´convocação´ das lideranças responsáveis nesse final de campanha, sem responder a qualquer tipo de agressão ou bate-boca, apenas com o discurso da união nacional por uma ´nova política´ em torno da construção dessa pauta pelas reformas que somente um governo de coalizão democrática, com nítido caráter de transitoriedade pode viabilizar.
Ganhar simplesmente as eleições sem construir condições para as reformas que mantém refém o governante, pela ação deletéria da política corruptora dos valores republicanos e clientelista de SARNEY´S, RENAN´S, BARBALHOS, MALUFES, VALDEMARES, ALVES, COLLORS etc não terá valido a pena a vitória e frustrará as esperanças da população com as mudanças indispensáveis.
Se vitoriosa a campanha por essas mudanças e não sendo MARINA candidata a reeleição, abre-se, portanto, para os líderes desse Pacto Republicano, dentre eles LULA, AÉCIO, SERRA, TARSO, BETO ALBUQUERQUE, CIRO, LINDEMBERG, CASAGRANDE, ROLEMBERG, HADDAD, GLEISI um vasto caminho para governarem o Brasil nos próximos trinta anos.
Nós, da nossa geração oriunda dos anos 1960 podemos, ao lado dos jovens dos anos 2000, poderá contornar a herança que recebemos do poder da ´centro-direita´ dos anos 1980 e conduzir a refundação da República brasileira conferindo conteúdo aos valores republicanos devolvendo às autoridades civis a credibilidade política que desde a CF de 1988, a equivocada naturalização da corrupção dos valores polítiicos, vem solapando e desacreditando a autoridade política dos agentes republicanos.
Andre SP
20 de setembro de 2014 4:01 pmMilitão você é muito
Militão você é muito inocente!
A direita não diminuiu, ela está dissipada.
Hoje a discussão no mundo deixou de ser Nacionalista. A Globalização imposta pela “Direita” tornou este sentimento “Nacionalista” de “Esquerda” e “Direita” ultrapassados.
Não existe espaço hoje para uma discussão “Nacionalista” que não leve o interesse da “Humanidade” na pauta.
Nós vivemos num planeta ao qual chamamos de Terra, fazemos parte de uma comunidade de 200 milhões de habitantes, não sei afirmar ainda quantos “%” da área terrestre ocupamos, mas, posso afirmar que é significativa. No contraponto, temos uma população mundial na casa dos 8 bilhões de habitantes, aproximando-se para 9 bilhões nas próximas décadas.
Considerar que 0,025% da população mundial tem o direito de decidir o destino do planeta é ser um pouco ingenuo, por outro lado, deixar por conta de uma “Elite” que aparentemente não está muito preocupada com a situação da degradação da humanidade é preocupante.
No Grupo que está por trás da Marina só vejo o discurso e bem restrito para um mundo melhor, não assumem publicamente e nem defendem suas ideias publicamente. Dai o belo apelido “Sonháticos”.
Prometem um sonho, mas não trabalham por ele!
Ninguém apresenta propostas concretas de como estabilizar e acabar com a fome no Mundo, mal conseguimos resolver problemas em nosso quintal que é infinitamente menor que os problemas “Mundiais” que nos afeta diretamente.
Partindo do pressuposto que eu sou um “serzinho” insignificante, que por mais que eu me esforce para ter uma visão global harmonizada, não serei capaz nem de avaliar um bilionésimo das questões globais envolvidas.
Dizer que Marina é a “Salvação da Lavoura”, é uma piada sem graça!
Eu cheguei a conclusão de que a “Moeda” é o maior problema da Humanidade, porém, como tudo nesta vida é uma dualidade. Como fazer com que a humanidade se engaje, sem uma recompensa a vista?
Não interessa a forma da moeda, alguém sempre tentará concentra-la para ter mais poder!
O equilíbrio das nações passam por esta discussão:
Como conciliar interesses globais tão ambíguos, para uma paz e garantia de futuro permanente?
A única certeza que tenho, é que existe milhares de pessoas debruçadas sobre estes temas, que existe uma disputa de interesses contraditórios, como todas as forças que regem o Universo!
A questão é quando pararão de discutir, e começaram a trabalhar para resolver as questões. Isto se já não estão trabalhando nas sombras.
Como um realista, se eu possuísse a solução para a Humanidade, trabalharia em segredo passo-a-passo até a obra ser concluída. Os problemas a serem corrigidos são astronômicos ao serem quantificados e ninguém quer ser o último atendido. Equilibrar as desigualdades da humanidade mesmo com um trabalho sério e determinado poderia levar séculos em condições favoráveis, mas, temos ainda a questão “Sustentabilidade”.
A Sustentabilidade que não é discurso exclusivo dos Marinistas esbarram em uma “dualidade”:
Energia, Consumo X Bem estar Social, Distribuição de Renda.
Esta equação faz parte do Capitalismo, sendo um contra censo com os recursos finitos.
Ai um espertinho irá dizer:
1- Que relação tem a moeda com recursos finitos?
2- Que relação tem Bem estar Social e Distribuição de Renda com recursos finitos?
Na primeira questão basta afirmar que quando a moeda começa a ser concentrada na mãos de um determinado grupo, provoca uma quebra do sistema de troca, faltando combustível para sustentar a movimentação da economia.
Se ela estiver toda concentrada na mão de um grupo, não existirá economia, existirá escravidão em busca de sobrevivência.
A segunda questão é mais complexa ainda:
Ela parte do pressuposto que encontramos uma forma de dividir as tarefas e as garantias sociais na humanidade sem explorarmos ninguém;
Que o direito ao consumo está dividido na sociedade de forma uniforme;
Que encontramos uma forma de governança sem concentração de poder;
Que descobrirmos a Energia definitiva e infinita;
Que descobrimos como alimentar o homem sem precisar de enormes áreas cultiváveis;
Etc… A lista pode ser infinita em termos de recursos naturais finitos.
Amanhã poderá faltar oxigênio, teremos que pagar imposto para respirar?
Militão vamos sonhar juntos um pouco!
Vamos supor que todos os Governos já sabem e conhecem o segredo da “Energia Infinita” limpa e “Gratuita”.
O que você acha que aconteceria com os países que vivem de exportação de petróleo?
Quem compraria um carro a combustão se pudesse comprar um de energia infinita?
Quem aceitaria pagar contas de Energia sabendo que ela é infinita e disponível a todos gratuitamente?
Parei por aqui, pois o mundo está em guerra e o planeta já foi “DESTRUÍDO”. A fome e a desordem desencadeou a rebelião em todas as partes do planeta. Todas as bombas atômicas foram detonadas!
Me responda: Marina é a solução?
Ela não consegue sustentar uma frase, é a contradição em pessoa. Pessoas como você e eu, que sonham com um mundo melhor tentam acreditar que existe uma luz no fim deste túnel, mas, eu só estou vendo dominação mundial pelo corporativismo e não a era do esclarecimento. Nossas crianças ainda são alimentadas com o sonho do consumo, o bem estar social ainda é ter um carro e passear bastante ou frequentar ambientes que privilegiam o consumo. Ter o celular da hora ou o tênis do momento.
A resposta é mesmo sendo um teatro, a dualidade deve ser mantida, Esquerda X Direita fazem parte do jogo e do equilíbrio universal. Um fiscalizará o outro eternamente em busca de equilíbrio de forças!