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Os paramilitares, mais conhecidos como as famosas milícias, alcançaram a influência do tráfico de drogas e se tornaram o maior grupo criminoso do Rio de Janeiro, aponta um estudo divulgado nesta terça-feira (13).
Entre 2006 e 2021, as milícias expandiram seus territórios em 387,3% e hoje ocupam metade das áreas dominadas por grupos armados na Região Metropolitana do Rio, o que corresponde a 10% do estado.
O Mapa Histórico dos Grupos Armados do Rio de Janeiro foi feito pelo o Instituto Fogo Cruzado e o Grupo de Estudos de Novos Ilegalismos (Geni), da Universidade Federal Fluminense (UFF).
Os dados apontam que os milicianos controlam, atualmente, 256 km² do Grande Rio, metade dos 510 km² dominados pelo crime organizado.
O primeiro período de crescimento acelerado das milícias ocorreu entre 2006 e 2010, quando a área dominada por esses grupos quase triplicou.
Houve um período de desarticulação parcial das quadrilhas, mas em 2016 elas voltaram a crescer.
“Os dados do Mapa dos Grupos Armados não deixam dúvidas: as milícias são as principais responsáveis por esse aumento de áreas sob domínio de grupos armados, razão pela qual se tornaram a principal ameaça à segurança pública no Grande Rio”, diz a pesquisa.
Hoje, na região metropolitana do Rio, 4,4 milhões de pessoas moram em áreas controladas por grupos criminosos, seja pela milícia ou tráfico, um contingente 65% maior do que em 2006.
Enquanto as milícias cresceram 387,3% no período, umas das maiores facções do tráfico de drogas do país e a mais forte no Rio, o Comando Vermelho (CV) aumentou seus domínios em 58,8% e hoje tem mais 2 milhões de pessoas sob seu controle.
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