Jornal GGN – O ex-juiz Sergio Moro foi ao Twitter na noite de quarta (29) reclamar do procurador-geral da República, Augusto Aras, que disse numa live com o grupo Prerrogativas, no Youtube, que a Lava Jato em Curitiba tem uma “caixa de segredos”, tentou esconder 50 mil documentos da Corregedoria e tem uma base de dados de 38 mil pessoas, que poderia ser utilizada para “chantagem” e “extorsão”.
Na rede social, Moro escreveu: “PGR vai à imprensa sugerir desvios da Força Tarefa do MPF da Lava Jato, mas confrontado nada tem de concreto. ‘A base de dados é muito extensa’. Sim, é a Lava Jato, maior investigação sobre corrupção do mundo”, justificou Moro.
Mais cedo, Moro escreveu: “Desconheço segredos ilícitos no âmbito da Lava Jato. Ao contrário, a Operação sempre foi transparente e teve suas decisões confirmadas pelos tribunais de segunda instância e também pelas Cortes superiores, como STJ e STF.”
Na mesma rede social, o advogado do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin, desmentiu Moro. “A transparência afirmada pela Lava Jato de Curitiba não é verdadeira. O trecho abaixo é de uma Reclamação que tramita no STF (33.543) desde 02/2019 e que mostra a existência de procedimentos sem acesso à defesa, como é o caso dos autos do Acordo de Leniência da Odebrecht.”

Ugo
30 de julho de 2020 11:27 amUé, e as convicções do Aras não são provas irrefutáveis e motivos para condenações?