Moro, PF e Coaf se recusam a confirmar investigação contra Glenn Greenwald

Em sabatina na Câmara, Moro disse que PF tem "autonomia" e não respondeu se jornalista tem contas devassadas a pedido da PF. El Pais tentou confirmar com a PF e o Coaf, que não responderam

Jornal GGN – O ministro da Justiça Sergio Moro, o comando da Polícia Federal e o Ministério da Economia, pasta responsável pelo Coaf, não respondem se existe, como divulgado pelo Antagonista na terça (2), uma investigação sobre as finanças do jornalista Glenn Greenwald, do site Intercept.

O El País encaminhou questionamentos oficiais para a PF e o Ministério da Economia, mas as duas instituições se recusaram a confirmar ou negar a devassa que teria sido encomendada ao Coaf contra o jornalista.

Durante sabatina na Câmara dos Deputados, Moro se esquivou das perguntas sobre a investigação anunciada pelo Antagonista. “A Polícia Federal tem absoluta autonomia. Eu não interfiro nessas investigações específicas. Essa indagação que foi feita aqui tem de ser realizada… Não é o caso, para mim. Eu não participo dessas investigações específicas”, respondeu.

Segundo o site favorito de Moro para comunicar suas ações desde os tempos de Lava Jato, a PF busca qualquer indício de que Glenn tenha envolvimento no suposto ataque hacking que teria gerado o dossiê agora divulgado pelo Intercept.

Nas redes sociais, Glenn afirmou que Moro pratica “abuso de poder” e ameaça a imprensa como só se vê em governos tiranos. “Você, @SF_Moro, vai e ‘investiga’ tudo o que quiser. Grupos de liberdade de imprensa em todo o mundo terão muito a dizer sobre isso. Enquanto você usa táticas tirânicas, eu continuarei reportando junto com muitos outros jornalistas de muitos outros jornais e revistas”, escreveu no Twitter.

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5 comentários

  1. Lula era a tábua de salvação nacional

    Moro é o abraço do afogado

    Veja:

    O sucesso da China se deve ao foco no mercado interno da própria China, caminho que estava sendo seguido por Lula e que estava dando certo, o que ficou provado na crise internacional de 2008

    ….para se safar da culpa pelo erro que foi apoiar Moro e o golpe, tenho visto minions aplicando a seguinte vacina : vai vim uma crise por aí mas será culpa da crise internacional

    Tá bom

    Segue link para artigo sobre a China

    https://www.linkedin.com/pulse/porque-9-dias-na-china-me-deixaram-apavorado-lucas-marques/

  2. O $ Moro assumiu que não esteve tão próximo dos advogados do Lula quanto esteve próximo dos Procuradores, mas a culpa dessa assimetria do juiz em relação às partes não é culpa do juiz, é culpa da parte mais distante, em razão da sua beligerância, e mérito da parte mais próxima

  3. A reação a qualquer coisa que simbolize a liberdade de LULA levanta reações violentas!
    Será que foi por que quem reage acha que ele roubou tanto que os impediu de serem felizes?
    Isso descoberta se deu 4 anos após sua saída do poder, já com outros presidentes?
    Não há essa percepção temporal, pois as coisas caminharam bem mesmo após 4 anos de sua saída do governo!
    Qual seria então o motivo real?
    Primeiro houve a cobiça da elite do atraso que quis tomar para si os nichos públicos de ganhar dinheiro e inconformados com a aplicação de parte dos impostos de forma “social”!
    Além é claro das multas do Cart e da Receita Federal sobre os grandes grupos econômicos que simbolizava um novo tempo na relação de poder.
    Assim usando propaganda em seu braço midiático criou-se uma luta no qual o inimigo eram as forças progressistas e a partir dela, cada qual com seu nível de informação e conhecimento se posicionou.
    A partir deste posicionamento o objeto se transferiu para a luta e não para suas consequências!
    Por isso é lugar comum vermos generais gritando contra o que chamam de “esquerdopatas” enquanto praticamente todos os ativos públicos poderão ser vendidos, sem que isso reduza dividas da união ou signifique melhorias para população!
    Juízes lutando para manter redução de pagamentos de trabalhadores sem ter a noção que seus vencimentos são a consequência dos impostos que pagam os trabalhadores quando compram e movimentam a economia.
    Podemos chegar a hora em que o judiciário poderá ficar sem recursos!
    O fundamental é que recursos naturais como água, petróleo, minerais e energia elétrica que brotam na terra deveriam ser bens públicos, geridos por empresas públicas, com capacidade de investimento na melhoria da oferta do serviço, sem corrupção, salários justos e sem pagamento de dividendos a acionistas, o lucro seria retornado a sociedade no valor menor de suas tarifas!

  4. Dois caminhos, não excludentes, que dão ótima ferramenta política:

    – habeas data junto ao STF, embora a competência originária seja de alguma das varas da Justiça Federal de Brasília, acho que pode pular e ir ao STF direto, haja vista a autoridade coatora ser um ministro de estado;
    – pedido com base na lei de informação, pois a negativa expressa por escrito enseja a responsabilização penal, cumulado com o abuso de autoridade.

    Posso ter falado besteira, é bem provável, mas não custaria tentar.

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