Moro tem aval de Bolsonaro para agir contra liberdade de Lula

Popularidade do ministro da Justiça é considerada peça fundamental para enfrentamento do Planalto contra ex-presidente

Jornal GGN – O ministro da Justiça, Sergio Moro, tomou partido a favor do governo Jair Bolsonaro (PSL) e se contrapôs à decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a liberdade concedida ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com informações do jornal Folha de São Paulo, o tom dos ataques não deve parar de subir, e Moro virou peça estratégica no enfrentamento às críticas do ex-presidente.

Em um primeiro momento, Bolsonaro e seus ministros não iriam se manifestar a respeito do julgamento que estabeleceu o cumprimento da pena apenas após o esgotamento de todos os recursos (o chamado trânsito em julgado). Contudo, o resultado não surtiu o efeito esperado após a repercussão das declarações de Lula e o presidente está reavaliando sua estratégia.

Se em um primeiro momento as respostas ficariam a cargo de ministros, como Moro e o general Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e em um tom controlado, tudo indica que o posicionamento passará a ser mais contundente, com Moro assumindo o papel de algoz de Lula e crítico da corrupção.

Moro escreveu em seu twitter no último final de semana que “a resposta aos avanços efêmeros de criminosos não pode ser a frustração, mas, sim, a reação, com a votação e aprovação no Congresso das PECs [propostas de emendas à Constituição] para permitir a execução em segunda instância e do pacote anticrime”.

O presidente não se manifestou sobre a decisão do STF, mas Moro lamentou o “revés” do resultado do julgamento — que terminou em 6 a 5 contra a execução antecipada da pena—, ao dizer que “lutar pela Justiça e pela segurança pública não é tarefa fácil”. Depois de declarar que a jurisprudência da corte deve ser respeitada, Moro virou sua artilharia para o Congresso.

Os pronunciamentos de Moro são vistos como de grande importância para o Planalto, uma vez que pesquisas de opinião mostram que o ministro é mais popular do que o presidente, e que ele teria mais legitimidade para mobilizar protestos contra Lula e a alegada suspeição do ex-juiz nos casos envolvendo o petista.

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