Moro tentou ficar com R$ 2,5 bilhões de acordão da Lava Jato

Os R$ 2,5 bilhões são produto de uma multa aplicada à Petrobras pelo Departamento de Justiça dos EUA. A Lava Jato em Curitiba ajudou o órgão americano a levantar informações para processar a petroleira brasileira

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Sergio Moro tentou levar para o Ministério da Justiça e Segurança Pública os R$ 2,5 bilhões que a Petrobras aceitou pagar às “autoridades brasileiras” para evitar um processo nos Estados Unidos.

Em acordo assinado com os procuradores de Curitiba, a petroleira admitiu que metade dos recursos fosse injetada numa fundação privada, que seria criada sob a influência da equipe de Deltan Dallagnol, para investir em ações sociais e anticorrupção. O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal.

Segundo informações da jornalista Monica Bergamo, na Folha desta sexta (24), Moro propôs a Jair Bolsonaro que o governo demandasse o montante para investimento em segurança pública.

Mas a procuradora-geral da República Raquel Dodge “se insurgiu” contra Moro e pediu, junto ao Supremo, que a verba seja encaminhada ao Ministério da Educação. Bolsonaro, diz Bergamo, teria concordado com Dodge.

“O revés de Moro se soma à derrota dele no Congresso: na quarta (22), os parlamentares decidiram que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) não ficaria sob o seu controle”, anotou Bergamo.

Quando a história da fundação da Lava Jato veio à tona, bolsonaristas no governo começaram a cogitar que a força-tarefa de Curitiba iria usar os recursos em benefício da candidatura de Moro à Presidência em 2022.

O presidente do STF Dias Toffoli já concedeu entrevistas sugerindo que o acordão entre Lava Jato e Petrobras é criminoso.

Ao The Intercept Brasil, o ex-presidente Lula disse que a turma de Dallagnol quer construir uma “máquina política, uma quadrilha” com os recursos da Petrobras.

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Os R$ 2,5 bilhões são produto de uma multa aplicada à Petrobras pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o DoJ. A Lava Jato ajudou o órgão americano a levantar informações junto a delatores para processar a petroleira brasileira.

A força-tarefa não esclarece se a cooperação internacional teria se dado ou não de maneira informal e, consequentemente, irregular. A juíza Gabriela Hardt ajudou a formalizar o acordo pela fundação privada cerca de 4 meses após as tratativas nos EUA terem sido concluídas.

O GGN já mostrou que o DOJ concordou em abrir mão de 80% da multa em benefício das “autoridades brasileiras”. Em troca, impôs que a Petrobras envie aos EUA todas as informações que forem solicitadas nos próximos anos, inclusive sobre negócios financeiros, fusões e estratégias de mercado.

Confira tudo o que o GGN já publicou sobre a ONG da Lava Jato.

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7 comentários

  1. “O presidente do STF Dias Toffoli já concedeu entrevistas sugerindo que o acordão entre Lava Jato e Petrobras é criminoso.”

    Ora, pode ser até aceitável que uma colunista social possa emitir opinião sobre algum fato onde considere que possa existir indícios de crime.

    Já um suposto presidente de uma suposta corte judicial que já se meteu a fazer encenações midiáticas, com especulações que levaram a produção de sentenças condenatórias encomendadas de prisão de inocentes, emitir uma opinião “sugerindo” que um determinado fato pode ou não ser considerado crime, como seria cabívell a um colunista de revista de moda, é, no mínimo, patético.

  2. O DEPARMENTO DE ESTADO NORTE-AMERICANO comprou e está pagando o que comprou além das informações comerciais passadas, presentes e futuras da petrobras e do brasil….
    negócio da china…..

  3. A minha esperança é que se faça justiça. A república de Curitiba e outros estão devendo muito, pois usaram o cargo para benefício próprio, além de incriminar um inocente. O brasileiro de bem, clama por Justiça. Belo trabalho, Nascif.

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