Na guerra da vacina, Pazuello saiu desmoralizado entre militares

Pazuello tem sido pressionado a ir para a reserva e o episódio dessa semana só aumentou o "mal-estar entre integrantes da cúpula militar", escreveu Sadi

Foto: Agência Câmara

Jornal GGN – A jornalista Andréia Sadi afirmou em seu blog no G1 que ouviu de militares e integrantes do governo que o general Eduardo Pazuello saiu “desmoralizado” da guerra da vacina chinesa entre Jair Bolsonaro e João Doria.

Na quarta (21), Bolsonaro mandou o Ministério da Saúde anular o acordo assinado apenas 1 dias antes com o Instituto Butantan, sinalizando a compra, pelo governo federal, de 46 milhões de doses da Coronavac ao custo de R$ 1,9 bilhão.

Criticado pelos seguidores nas redes sociais, Bolsonaro primeiro falou em “traição” de Pazuello, fingindo não saber do acordo. Depois, para acabar com os rumores de fritura de um terceiro ministro da Saúde, jogou a culpa em Doria, afirmando que o governador “distorceu” os termos do acordo.

A politização da vacina e a desmoralização de Pazuello “causou mal-estar entre integrantes da cúpula militar”, escreveu Sadi. “Para fontes do próprio governo ouvidas pelo blog, o episódio de ontem ‘desmoralizou’ Pazuello como general, e, por integrar o governo, servindo ao presidente, ex-capitão, deveria ir para a reserva para evitar confusão com a imagem das Forças Armadas”, acrescentou a jornalista.

Segundo ela, os militares pressionam Pazuello pela reserva, mas ele não pretende fazer o pedido e gosta, inclusive, de acumular os dois títulos. “Ele é, hoje, o único ministro militar que está na ativa.”

Bolsonaro solta um “vachina” em entrevista e diz que Doria “distorceu” acordo

 

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora