Jornal GGN – A divulgação de novas mensagens trocadas entre o ex-ministro Sergio Moro (Justiça) e o presidente Jair Bolsonaro reforçam a versão do ex-juiz de que o presidente tentou intervir nas atividades da Polícia Federal por meio da troca do ex-diretor-geral Maurício Valeixo.
As mensagens foram divulgadas pelo jornal O Estado de São Paulo, e fica claro que Bolsonaro cobrou de Moro a troca de comando na PF antes da reunião ministerial de 22 de abril.
“Moro, o Valeixo sai nessa semana”, afirmou. “Isto está decidido”, disse o presidente em mensagem enviada naquela quarta-feira, às 6h26. A seguir, enviou: “Você pode dizer apenas a forma. A pedido ou ex oficio [sic].”
Moro respondeu 11 minutos depois: “Presidente, sobre esse assunto precisamos conversar pessoalmente. Estou ah (sic) disposição para tanto”.
Pouco depois, Bolsonaro enviou dois vídeos e reclamou com Moro de receber informações de “terceiros”. “Força Nacional, Ibama, Funai… As coisas chegam para mim por terceiros… Eu não vou me omitir”, disse o presidente às 8h01m.
As novas mensagens entre o presidente e o então ministro da Justiça contradizem Bolsonaro, que afirmou que Valeixo pediu para ser demitido – e também ajudam a explicar o comportamento de Moro durante a reunião, quando se manteve em silêncio ao ser interpelado por Bolsonaro, que cobrou mudanças nas áreas de inteligência. Naquele momento, Moro já sabia da decisão de demitir Valeixo.
Em depoimento realizado em 11 de maio, Valeixo afirmou que jamais formalizou um pedido de demissão: segundo ele, Bolsonaro entrou em contato um dia antes da publicação de sua exoneração no Diário oficial da União, questionando se ele concordava que sua exoneração saísse a pedido, no que acabou assentindo – o ex-dirigente da PF relatou que Bolsonaro justificou a decisão pela busca de alguém com quem tivesse “afinidade”.
fabricio coyote
24 de maio de 2020 8:46 ammoro:
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/menuSumario.asp?sumula=1230
Anônimo
24 de maio de 2020 8:52 amAugusto Aras assume compromisso de zelar pela Constituição e de continuar a combater a criminalidade
Secretaria de Comunicação Social—Procuradoria-Geral da República—2 de Outubro de 2019 às 13h55
Em cerimônia de posse pública, PGR afirmou que não há poder imune à ação ministerial
——O PGR também destacou que não há poder do Estado que esteja imune à ação do Ministério Público, ressaltando que os membros da instituição devem agir com equilíbrio, competência, compreensão. “O posicionamento dos procuradores da República deve ser firme onde quer que intervenham, respaldado no dever de balizar sua conduta nos estritos limites que lhes foram traçados pelo poder constituinte, consubstanciado nos princípios dos artigos da Constituição – dos quais emerge a sua consagrada unidade, indivisibilidade e independência funcional – que os contém, fundamenta e legitima”, reforçou Aras.—–
O presidente da República, Jair Bolsonaro, ressaltou que é necessário preservar a independência dos Poderes. “A independência que as peças precisam ter para poder trabalhar é a garantia do sucesso no cumprimento da missão”, afirmou.
Também participaram da solenidade o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli; o presidente do Superior Tribunal de Justiça, João Otávio de Noronha; o corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins; o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM/AP);
o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ);
os ministros da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira.
Íntegra do discurso de Augusto Aras(http://www.mpf.mp.br/pgr/documentos/DiscursodePosse2Outubro.pdf)
—–As denominadas Operações, especialmente, a LavaJato, que mobilizam amplos setores da nossa sociedade,trouxeram ao conhecimento da nação as práticas condenáveisque estavam a ocorrer no país, fruto de modelos de governançaimplantados há décadas ou há séculos, causa lamentável doatraso e da pobreza de seu povo.
O juiz Sergio Moro, ministro da Justiça aqui presente, eoutros magistrados do Rio, de São Paulo, de Brasília, de Curitiba, eprocuradores de vários estados sempre serão lembrados pelacoragem com que desempenharam suas missões.
A Procuradoria-Geral da República vai continuar commaior ênfase no combate a todo tipo de criminalidade, damacro ou da mínima, esteja em qualquer estrutura ouorganização, pública ou privada.
Este é o compromisso que assumimos neste ato.
E é com este compromisso, Sr. Presidente, que eu contocom um corpo técnico de colegas subprocuradores-gerais daRepública, procuradores regionais da República, procuradores daRepública em todos os nossos ramos do nosso Ministério Públicobrasileiro, congêneres por linhas em que temos hoje apenas o MPbrasileiro. Com esta disposição de contribuir para que o país sejaelevado ao status que merece de desenvolvimento social, comtodos os valores, direitos e garantias fundamentais, respeito aomeio ambiente e às minorias.—–
Secretaria de Comunicação Social
Procuradoria-Geral da República
http://www.mpf.mp.br/pgr/noticias-pgr/augusto-aras-assume-compromisso-de-zelar-pela-constituicao-e-de-continuar-a-combater-a-criminalidade
Lúcio Vieira
24 de maio de 2020 8:59 amdepois da vazajato temos a vazamilícia. Apenas demonstrando que Bolsonaro tratava Moro como seu capacho sujo, fosse para limpar as botas sujas de sangue e lama, fosse para jogar pó para baixo do capacho. Moro como perdeu o supremo direito à outra toga, cansou e foi atrás de seus amigos vazadores na mídia
Martin
24 de maio de 2020 10:22 amMoro está se consolidando como agente da desestabilização política brasileira a serviço de interesses. Em outras palavras, um traíra dos grandes. Foi o principal ator da lava jato e agora é o ator principal da vaza-bozo … rsrs
Acho que com tudo isso seu futuro político ficará restrito a um cargo de deputado federal ou senador. Afinal, quem vai querer ter um traíra desse porte ao seu lado, na sua equipe?
Só o grupo de mídia parceiro de sempre deve aceitar. Se não seguir na carreira pública ele poderá fazer um curso de dicção e oratória e será comentarista político em alguma News da vida.
Ou não, né. Vai que ele delata os segredos e estratégias jornalísticas da empresa para a concorrência em troca de um salário melhor. (?)
Caetano.
24 de maio de 2020 5:28 pmAcusar Moro de desestabilizar a política por relatar pressão indevida de Bolsonaro não faz o menor sentido. É preciso coragem para isso, e não é traidor (traíra, em seu dialeto) ao revelar ilicitudes.