Número de desalentados sobe 19,1% no segundo trimestre

Taxa de informalidade ficou em 36,9% da população ocupada; 2,5 milhões de pessoas desocupadas estavam procurando trabalho há mais de dois anos

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Jornal GGN – O número de desalentados foi de 5,6 milhões de pessoas, com alta de 19,1% em relação ao trimestre anterior, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O maior contingente estava na Bahia (849 mil).

O percentual de pessoas desalentadas (em relação à população na força de trabalho ou desalentada) no 2º tri de 2020 foi de 5,6%, aumento de 1,2 ponto percentual (p.p.) na comparação com o 1º tri de 2020. Maranhão (21,6%) e Alagoas (20,7%) tinham os maiores percentuais e Santa Catarina (1,4%) e Distrito Federal (1,2%), os menores.

Ao mesmo tempo, o percentual de empregados com carteira de trabalho assinada era de 77,7% do total de empregados no setor privado. Os menores índices eram no Maranhão (53,7%), Piauí (58,1%) e Pará (60,2%) e os maiores em Santa Catarina (90,5%), Paraná (83,2%) e São Paulo (83,2%).

De acordo com os dados divulgados, o percentual da população ocupada do país trabalhando por conta própria era de 26%. As unidades da federação com os maiores percentuais foram Amapá (36,7%), Paraíba (34,2%) e Pará (32,9%) e os menores estavam no Distrito Federal (19,1%), São Paulo (22,3%) e Santa Catarina (23,6%).

A taxa de informalidade para o Brasil ficou em 36,9% da população ocupada. Entre as unidades da federação, as maiores taxas foram do Pará (56,4%) e Maranhão (55,6%) e Amazonas (55%) e as menores em Santa Catarina (25,8%), Distrito Federal (26,0%) e São Paulo (28,6%).

Em relação ao tempo de procura, 7,4 milhões dos desocupados buscavam ocupação de um mês a menos de um ano, com alta de 27,9% com relação ao segundo trimestre de 2019. Já 2,5 milhões estavam procurando há mais de 2 anos, queda de 26,5% no comparativo com o segundo trimestre do ano passado.

 

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