O absurdo do MPF participar das decisões técnicas do BNDES

Esse absurdo foi taxado pelo PGR Augusto Aras, como democracia participativa. “É o MP participando da tomada de decisões políticas relevantes para a sociedade e o Estado brasileiros, visando reduzir os efeitos da grave crie causada pela Covid-19”, disse ele, segundo nota do MPF.

O Ministério Público Federal, Controladoria Geral da República e Tribunal de Contas da União provocaram, desde algum tempo, o chamado apagão das canetas. Nenhum funcionário público tem coragem de assinar qualquer coisa, com receio das interpretações enviesadas dos órgãos de controle, dispostos a criminalizar a menor irregularidade burocrática. O caso do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi emblemático. E também a medida arbitrária da condução coercitiva de 36 funcionários do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), sob cobertura intensa de rede Globo.

Hoje em dia, qualquer documento mal preenchido, mesmo sem consequência prática nenhuma, é criminalizado.

Agora se chegou ao cúmulo, do BNDES colocar o MPF para participar das decisões de financiamento, a pretexto de prevenir futuras ações. É o fim!

Esse absurdo foi taxado pelo PGR (Procurador Geral da República) Augusto Aras, como democracia participativa. “É o MP participando da tomada de decisões políticas relevantes para a sociedade e o Estado brasileiros, visando reduzir os efeitos da grave crie causada pela Covid-19”, disse ele, segundo nota do MPF.

Já transformaram procuradores da Lava Jato em auditores, sem ter a menor noção do trabalho, apenas como blindagem contra ações do MPF. A decisão, agora, de incluir procuradores na definição de políticas de crédito vai travar completamente os trabalhos.

Trata-se de uma corporação que demonstrou não ter o menor conhecimento sobre operações de financiamento à exportação e outras linhas normais, criminalizando todas. Que procurador vai colocar-se na reta, agora, em cima de questões que exigem conhecimento técnico?

 

9 comentários

  1. E avança a loucura desenfreada. Funcionários públicos, concurseiros e não submetidos a qualquer controle, empoderados, fazendo politicalha, às vezes do mais reles nível (há pouco assistia um vídeo com um promotor dado uma de dublê de repórter e justiceiro na porta de um hospital)… tenho a sensação de mutas dores ainda virão.

  2. Para a pluralidade ser respeitada deve o meritíssimo Aras convocar engenheiros, pedreiros, eletricistas, enfermeiros, frentistas etc. etc. nas decisões judiciais.

    • NÃO FARÃO PORQUE AS DECISÕES PROVAVELMENTE SERÃO MAIS PONDERADAS HUMILHANDO AQUELES ESTÚPIDOS DO mpf.
      SOU PELA EXTINÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO E PELO NÃO APROVEITAMENTO DE QUALQUER UM DE SEUS MEMBROS POR QUALQUER ÓRGÃO PÚBLICO AD ETERNUM.

  3. Luis Nassif,
    A se tomar que o Ministério Público é fiscal da Lei nada mais correto que ele adotar esse acompanhamento das tomadas de decisão. Não pode o Ministério Público participar da tomada de decisão do Executivo porque o Ministério Público como o Judiciário não podem participar do Poder Executivo.
    Aliás, o que se pode acusar o Ministério Público é exatamente ter demorado tanto tempo para cumprir a sua função de fiscal da lei, ou seja, verificar se a lei está sendo cumprida nas tomadas de decisão das grandes empresas estatais nacionais. A denúncia de Paulo Francis sobre a corrupção na Petrobras foi no século passado.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 07/04/2020

  4. A avacalhação e oportunismo institucional tem sido comuns (e nefastos) já há algum tempo, onde o Judiciário toma decisões politicas e não legais e políticos definem crimes (condenar é outro coisa) sem participação do Judiciário.
    Embora possamos concordar que os fundos eleitorais possam ser utilizados no combate à Covid, não é um juiz que pode definir isso, já que seu papel é legal e não político-opinativo.
    Já o Executivo está aproveitando o caos para ajudar os parças “na moita” e enfiar jabutis a torto e a direito, como a da religião como serviço essencial e a extinção do PIS-Pasep sem discussão
    Devemos notar também que a poupança legal da sociedade ((FGTS, PIS, etc.) para uso na velhice ou em prosperidade social como aquisição de casa própria está sendo zerada.
    O braZil como sociedade está sendo sabotado e desconstruído em prol de uma pequena parcela de oportunistas exploradores e predatórios (grileiros, garimpeiros, madeireiros,poluidores, empresários sonegadores, compradores de recursos públicos lucrativos, empresários de educação privada”, etc.) que estão ganhando prevalência num contexto de desproteção social crescente e concentração de renda monumentais (evidenciado por um país dos mais pobres com uma das maiores economias).
    Junte-se a isso os efeitos desta “gripezinha’ e estaremos cozinhando uma receita explosiva para o futuro.
    E quem nos representa e tem delegação para equacionar isso tudo são “esses que estão aí”.
    Malucos (,espertos) com uma roda de crentes batendo palmas pra eles dançarem.
    Não é por “azar” somente. É por nossa escolha!
    Consciente ou não…

  5. Não demora vai ter um procurador “concursado” dentro de cada redação, para evitar que sejam violadas as leis e garantir a “liberdade de expressão”.
    Aliás, torço até para que não demore…

  6. E agora com a PEC da Guerra dando poderes ao Banco Central para negociar titulos podres de bancos por telefone, o MPF vai ficar escutando a conversa na extensão?

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