4 de junho de 2026

O país eternamente emergente

Respeito todas as opiniões, pois o futuro agente nunca sabe. 
 
Tenho uma visão diferente do Suplicy Haffers, e de todos os outros “visionários”, sou menos otimista.
 
Na minha modesta visão, o Brasil pode ser emergente para sempre, como li numa coluna neste fim de semana.
 
Emergentes para sempre inclusive é uma boa alternativa.
 
Como nós copiamos mais recentemente o modelo econômico da Argentina, poderemos ficar como eles decadentes para sempre.
 
Os brasileiros adaptaram-se bem a este modelo econômico que faz todos procurarem desesperadamente por um emprego público, e quase ninguém tentar empreender, inventar, e criar coisas novas.
 
Todos os incentivos aqui são para procurarmos a proteção do estado, e a população tem obedecido muito bem a estes estímulos.
 
O modelo necessita muitos recursos na mão do governo, e com isto esmagar com impostos quem produz, quem inventa, e quem cria riquezas. Afinal como vão ser gerados todos os recursos para a proteção imensa que o estado dá para tanta gente, inclusive industriais.
 
A perspetiva otimista é emergentes, exportadores de matéria prima, para sempre, a menos favorável é que podemos entrar pela via da decadência relativa para sempre, como a Argentina nos últimos 100 anos.
 
Aqui empresas como a Microsoft, a Google, a Twitter, a Apple não tem um ambiente favorável para nascer e se desenvolver.
 
No Brasil o incentivo é a procura é de concursos públicos, de concursos do BB e da Caixa, de recursos subsidiados pelo BNDES, e para os menos afortunados do Bolsa Família.
 
Enquanto isto não mudar não há como se imaginar que o Brasil tenha as condições mínimas para ser só um grande exportador de produtos primários para as nações desenvolvidas e ser um eterno emergente. Na hipótese mais desfavorável ser uma grande e decadente Argentina.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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43 Comentários
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  1. Lionel Rupaud

    23 de dezembro de 2013 11:53 am

    Que texto mais curioso!

    “Como nós copiamos mais recentemente o modelo econômico da Argentina, poderemos ficar como eles decadentes para sempre.”

    Bom, eu não sabia que nosso “modelo” era a Argentina, e alias não vejo nenhum indício disso, mas enfim se o Sr Igor escreve isto deve ter suas fontes privilegiadas. Pelo que li no blog na última semana, parece que o nosso colega “junior50” não foi informado deste novo “modelo”.

    Tenho por mim que o Sr Igor gasta um bom tempo lendo valor, veja/exame e ver a globonews.

    Eu dispenso todos eles, e me sinto bem mais feliz e otimista.

    1. Motta Araujo

      23 de dezembro de 2013 1:22 pm

      Meu caro Lionel, o Igor

      Meu caro Lionel, o Igor Cornelsen não se informa pela Veja, ele é um dos mais respeitados representantes de bancos estrangeiros no Pais e suas fontes de informação são bem mais sofisticadas que revistinhas.

      1. Constatante

        23 de dezembro de 2013 2:47 pm

        Parabéns

        O senhor Araujo chegar ao nível de chamar a Veja de “revistinha” já é um progresso e tanto!

      2. Juliano Santos

        23 de dezembro de 2013 4:35 pm

        Muito otimista com o pessimismo do gringo!

        Pensei que fosse um coxinha brasileiro mesmo. É um representante de banco estrangeiro? Agora que eu fiquei otimista. Obrigado pela informação AA

        1. Juliano Santos

          23 de dezembro de 2013 4:38 pm

          Já ia esquecendo, o imposto

          Já ia esquecendo, o imposto cobrado pelo governo é fichinha perto do imposto cobrado pelos patrões que esse cara representa. Só que tem um nome mais chique, spread.

  2. Motta Araujo

    23 de dezembro de 2013 12:19 pm

    O Deputado Newton Cardoso,

    O Deputado Newton Cardoso, segundo ele mesmo diz, um bilionario, foi a Nova York na semana passada com passagem de Primeira Classe paga pela Camara dos Deputados, sem qualquer missão a desempenhar. Questionado disse que precisava da Primeira Classe por razões médicas.

    O Presidente do Senado usou jatinho da FAB

    para fazer implante de cabelo no ultimo fim de semana, um assunto estritamente particular, o Decreto de 2002 que regula o assunto limita o uso a funções oficiais. O Presidente do Senado, que já usou jatinho para assistir um jogo de futebol em junho, disse que vai consultar a FAB, como se houvesse necessidade de consulta.

    Para fazer aprovar o Orçamento da União o Planalto liberou mais R$2 milhões de emendas para cada deputado “”DA COMISSÃO DO ORÇAMENTO”, um mimo particular para esses que votaram como quis o Governo.

    Com uma classe politica dessas o Pais não tem nenhum futuro.

    1. Meritocracia? Cadê?

      23 de dezembro de 2013 1:42 pm

      Sim. E de onde vem essa

      Sim. E de onde vem essa classe política?

      De vênus? Marte?

      Ou tem sua origem na própria sociedade brasileira, financiada pelas elites para atender a seus interesses?

  3. alexis

    23 de dezembro de 2013 12:33 pm

    Elites

    O Brasil será o que suas elites queiram. Elas querem continuar vendendo banana a preço “idem” e depositar o seu dinheiro em paraísos fiscais, ainda, morando em Miami, que é o Alfaville nacional. O problema atual é que as elites são hereditárias e a cultura é alimentada desde a infância, com Disneyworld e outras bobagens.

    Não basta ascender 60 milhões de brasileiros para a classe média, devemos também reconstituir o perfil dos 10 milhões que mandam. Apenas aí seremos uma nação, pelo menos emergente.

     

    1. Motta Araujo

      23 de dezembro de 2013 1:17 pm

      Essa elite está em Brasilia e

      Essa elite está em Brasilia e não em São Paulo.

      1. alexis

        23 de dezembro de 2013 2:37 pm

        Elite Econômica

        Respeito o teu ponto de vista Motta, em relação a sua visão de Estado.

        Porém, o verdadeiro poder no Brasil não está na classe política, mas na econômica, principalmente global. Esta influência do poder econômico está em todo o Brasil. Veja que até o Ministro Barbosa comprou (não sei se o termo é esse quando não pagou nada por ele) um apartamento em Miami.

        Quem manda no Brasil é quem tem dinheiro e, os brasileiros mais abastados apostam as suas fichas fora do Brasil. Ainda bem que temos um Governo que investe e, assim, eu prefiro um Estado forte e planejado, pelo menos por enquanto.

      2. Pauliziense

        23 de dezembro de 2013 2:42 pm

        Cretinice Migratória

        Brasília não controla o país, apenas tomam-se decisões lá.

        Eminentemente para a elite atrasada que controla e segura o país.

        Concentrada em SP.

      3. ArthurTaguti

        23 de dezembro de 2013 5:21 pm

        Para o AA, o problema maior

        Para o AA, o problema maior da República brasileira é o ascensorista do Senado, apadrinhado de um coroné nordestino que ensino médio não tem e ganha 18 mil por mês, ele sim é a elite, não o banqueiro que mora no Jardim Europa, ou no Morumbi, e que enche as burras financiando uma mídia que promove terrorismo econômico para o governo federal aumentar a Selic.

  4. Roberto São Paulo-SP 2013

    23 de dezembro de 2013 12:35 pm

    Entre 2010 e 2013, quase 6 milhões de novas empresas

    Pesquisa aponta mais empresas abertas em outubro

    Jornal GGN – Em outubro, foram abertas 172.547 novas empresas no Brasil, o que representa um aumento de 2,5% em relação a setembro, retomando a linha de crescimento interrompida com a queda (de 3,5%) apresentada em relação a agosto, segundo levantamento elaborado pela consultoria Serasa Experian. O número também é o melhor resultado para outubro desde o início da série histórica do indicador, em 2010 – 146.170 novas empresas em 2012, 151.005 em 2011 e 164.160 em outubro de 2010.

    Entre janeiro e outubro de 2013, o total de novos empreendimentos criados dentro do território nacional foi de 1,599 milhão, um avanço de 8,1% frente ao total de novas empresas surgidas durante o mesmo período de 2012 (1,479 milhão), sendo também maior que os totais registrados durante os mesmos meses de 2011 (1.455.167) e 2010 (1.273.666 novas empresas).

    A estatística de nascimento de micro e pequenas empresas segue em tendência crescente, incluindo os MEIs (microempreendedores individuais), responsáveis por mais de dois terços dos novos empreendimentos (69,3%). 

    A exemplo do total de empresas, a quantidade de MEIs criadas (119.587) voltou a crescer em outubro, sendo 2,8% maior do que a de setembro (116.266), bem como as EIs (Empresas Individuais) que tiveram um aumento de 4,9% (18.761 em outubro, contra 17.878 em setembro). Contudo, a quantidade de Sociedades Limitadas apresentou uma pequena diminuição, registrando 23.447 empresas em outubro contra 23.714 em setembro (queda de 1,1%). 

    O Sudeste é a região onde foi registrado o maior número de empresas abertas de janeiro a outubro de 2013: 806.469 empresas, 50,4% do total. Em seguida, com 292.442 empresas (18,2% do total), aparece a Região Nordeste. Em terceiro vem a Região Sul, onde foram criadas 262.869 empresas nos primeiros dez meses de 2013 (16,4% do total), acompanhada pelo Centro-Oeste, onde surgiram 151.421 empresas (9,4% do total). Por fim, houve a criação de 86.788 (5,4% do total) empresas na Região Norte de janeiro a outubro deste ano. 

    De acordo com os economistas da Serasa Experian, o aumento do número de empresas criadas em outubro é reflexo do crescente processo de formalização, sobretudo os pequenos negócios, além da maior quantidade de dias úteis (23)em relação ao mês imediatamente anterior (21 dias úteis em setembro).

  5. Roberto São Paulo-SP 2013

    23 de dezembro de 2013 12:36 pm

    Cabe a iniciativa oferecer melhores condições de trabalho

    Durante décadas as empresas instaladas no Brasil se aproveitaram do fantasma do  desemprego e da falta de políticas sociais, para oferecer baixos salários, o que fez a maioria dos trabalhadores buscar o refúgio do emprego público.

    Agora com a redução do desemprego e ampliação das politicas sociais,  as empresas terão oportunidade de oferecer melhores salários e melhores condições de trabalho, onda o registro em carteira é apenas o primeiro passo, o que pode melhorar a produtividade das empresas e fortalecer o mercado interno.

    O aumento dos financiamentos do BNDES, foi a forma encontrada para superar a espera de anos por um ajuste no mercado financeiro, até que sejam criadas linhas de financiamento de baixo custo e de longo prazo pelo setor financeiro privado. A desdolarização da dívida pública interna, e as Letras Financeiras foram dois grandes passos nessa direção,  aos poucos o Brasil terá instrumentos para o setor financeiro privado financiar o aumento da produção de bens e serviços, e junto com os financiamentos do BNDES, o que proporcioná um grande salto nos investimentos, falta muito pouco, não mais do que uma década.

    Com o aumento da renda dos trabalhadores e o aumento no nível do emprego, haverá redução com os gastos com salário desemprego e com o Bolsa família, ao mesmo tempo em que haverá um aumento da base da arrecadação de impostos, encargos e taxas, o que permitirá melhor distribuir a cobrança de impostos.

    Com a continuidade do atual processo de correção cambial, o aumento da produção de petróleo, gás natural e de derivados de petróleo o Brasil vai acelerar e muito o atual ritmo de crescimento do PIB, fortalecendo o mercado interno e melhorando a distribuição de renda.

     

  6. ArthurTaguti

    23 de dezembro de 2013 12:40 pm

    Então, o nosso problema é a

    Então, o nosso problema é a carga tributária e o tamanho do Estado, certo?

    Que o diga a Alemanha, potência industrial, com carga tributária maior que a nossa (cerca de 40% do PIB): http://revistaepoca.globo.com/ideias/noticia/2012/01/por-que-alemanha-e-diferente.html, e o México, que com sua carga tributária baixíssima se tornou um paraíso do narcotráfico.

    É uma falácia linkar “tamanho do Estado vs inovação/empreendedorismo”, o Estado precisa arrecadar para fazer frente as necessidades da sociedade. O problema aqui não é a carga tributária, é sobre o que os tributos incidem: na Alemanha, a alta carta não afeta as empresas porque ela incide majoritariamente sobre renda e patrimônio; já aqui no Brasil os ricos não são tributados enquanto o consumo e a produção são onerados intensamente.

    1. Motta Araujo

      23 de dezembro de 2013 1:13 pm

      Comparações tolas. Na

      Comparações tolas. Na Alemanha o Estado provê educação básica, saude, segurança, excelentes rodovias, magnificos museus, operas, sinfonicas, parques impecaveis, esgoto em toda e qualquer casa, rios e canais limpos, trens excelentes (a Deutsche Bahn é estatal), transportes coletivos pontuais, confortaveis e impecaveis.

      Outro dia veio um gaiato comparando a carga fiscal do Brasil, que basicamente financia mordomias, roubalheiras e jatinhos , com a carga fiscal da Suecia, onde o Rei anda de bicicleta e viaja vendendo produtos do Pais, é muita falta de noção.

      1. ArthurTaguti

        23 de dezembro de 2013 2:17 pm

        Deixa ver se entendi sua

        Deixa ver se entendi sua lógica:

        1) Você acha o Welfare State europeu, com sua alta carga tributária + orçamento social vasto, LINDO.

        2) No Brasil existe alta carga tributária e gasto social ineficiente. 

        3) Você defende, então, para o Brasil, o corte de impostos e a diminuição do Estado, argumento tipicamente liberal, e que contrasta com toda a “admiração” que você tem pelo modelo europeu?

        Você podia pelo menos ser um pouco mais coerente, e defender para a Alemanha o pacote de austeridade de diminuição do Estado + corte dos gastos sociais, ao invés de ficar tirando sapatos para europeus e defendendo Estado mínimo  para os países subdesenvolvidos.

      2. Gilberto .

        23 de dezembro de 2013 3:50 pm

        Parcerias

        Em São Paulo a FIESP entrou com ação contra o aumento do IPTU. Como conseguir transporte coletivo pontual e de qualidade, parque impecáveis, etc, sem recursos? A arrecadação da cidade de São Paulo é ridícula.

        Na Europa, EUA e Canadá as empresas são parceiras, não inimigas, do poder local. 

  7. raymond good venture

    23 de dezembro de 2013 12:41 pm

    igor cornelsen

    O MISSIVISTA DEVE ESTAR EM UM MUNDO VIRTUAL. A DEFESA QUE FAZ DE UM GOVERNO MINIMO E UM MERCADO MAXIMO, CONTRADIZ A AFIRMATIVA DE INERCIA GOVERNAMENTAL. ESTE GOVERNO, E O DE LULA QUE O ANTECEDEU, FEZ E FAZ UM ESFORCO TREMENDO PARA SOLIDIFICAR UM MERCADO INTERNO, FORTALECENDO AS EMPRESAS AQUI ESTABELECIDAS. NAO SE PODE CREDITAR A POUCA DISPOSICAO DOS NOSSOS EMPREENDEDORES EM INVESTIR EM INOVACAO AO GIVERNO. ESTES, OS EMPREENDEDORES, PREFEREM IMPORTAR PACOTES PRONTOS, SEM RISCOS NO EMPREENDIMENTO. GOSTAM MUITO DE PRIVATIZAR LUCROS  E ESTATIZAR PREJUIZOS.

    SE TEMOS HOJE UMA POLITICA DE DESENVOLVIMENTO , ISTO SE DA PELO INTERESSE INCONDICIONAL DAS TRES ULTIMAS ADMINISTRACOES. O MERCADO LUTA CONTRA , DESEJANDO O RETORNO DA PRIVATIZACAO E TERCEIRIZACAO DO ESTADO NACIONAL. MENTES COLONIZADAS, SEMPRE COLONIZADAS!

  8. raymond good venture

    23 de dezembro de 2013 12:43 pm

    igor cornelsen

    O MISSIVISTA DEVE ESTAR EM UM MUNDO VIRTUAL. A DEFESA QUE FAZ DE UM GOVERNO MINIMO E UM MERCADO MAXIMO, CONTRADIZ A AFIRMATIVA DE INERCIA GOVERNAMENTAL. ESTE GOVERNO, E O DE LULA QUE O ANTECEDEU, FEZ E FAZ UM ESFORCO TREMENDO PARA SOLIDIFICAR UM MERCADO INTERNO, FORTALECENDO AS EMPRESAS AQUI ESTABELECIDAS. NAO SE PODE CREDITAR A POUCA DISPOSICAO DOS NOSSOS EMPREENDEDORES EM INVESTIR EM INOVACAO AO GIVERNO. ESTES, OS EMPREENDEDORES, PREFEREM IMPORTAR PACOTES PRONTOS, SEM RISCOS NO EMPREENDIMENTO. GOSTAM MUITO DE PRIVATIZAR LUCROS  E ESTATIZAR PREJUIZOS.

    SE TEMOS HOJE UMA POLITICA DE DESENVOLVIMENTO , ISTO SE DA PELO INTERESSE INCONDICIONAL DAS TRES ULTIMAS ADMINISTRACOES. O MERCADO LUTA CONTRA , DESEJANDO O RETORNO DA PRIVATIZACAO E TERCEIRIZACAO DO ESTADO NACIONAL. MENTES COLONIZADAS, SEMPRE COLONIZADAS!

  9. DanielQuireza

    23 de dezembro de 2013 12:48 pm

    Caro Igor, quais seriam as

    Caro Igor, quais seriam as suas sugestôes para que o País escape desta “armadilha” por voce colocada, de altos incentivos a concursos públicos e baixos incentivos à produção ?

  10. KURK

    23 de dezembro de 2013 12:57 pm

    …e quase ninguém tentar

    …e quase ninguém tentar empreender, inventar, e criar coisas novas. Bom, ele fez a parte dele, criou este este artigo, e contribuiu enormente para o desevolvimento do país, tsc, tsc, tsc.

     

  11. Ed Döer

    23 de dezembro de 2013 1:04 pm

    Ah, o velho discurso sem

    Ah, o velho discurso sem noção e neoliberal em defesa do estado mínimo.

    1. Motta Araujo

      23 de dezembro de 2013 1:15 pm

      O discurso não é velho, é

      O discurso não é velho, é novissimo, o que é muito velha é a ideologia de esquerda, sepultada em enterro de 3º classe.

  12. Marcelo Castro

    23 de dezembro de 2013 1:21 pm

    cuidado com a fsp

    Caro sr. Igor, se suas opiniões foram de alguma forma influenciadas pelo decadente Clóvis Rossi da fsp , o convido a checar fontes.

    Ruchir Sharma, inspirador do debate, é analista da gerenciadora de indíce de confiança de países, a Morgan Stanley. Recentemente, Sharma se envolveu em lobby para desacreditar a Petrobras e diminuir incentivos ao Brasil. É um indiano devotado tentando levar capital excedente para Índia.

    Não há nada na Argentina que se assemelhe a uma Embrapa, Petrobras, Vale do Rio Doce, o empreendedorismo brasileiro entre os maiores do mundo ou mesmo a reinventada industria naval.

    É preciso uma ousadia chinesa ou indiana, sem dúvidas. Há projetos na área de semicondutores muito interessantes. O Brasil acena com a Ceitec estatal e a SIX privada. São projetos que poderiam receber maiores atenções. Quando sairão os passaportes eletronicos brasileiros ?

    A Embrapa poderia receber um polo em genética mais vigoroso, há o nascente campo da segurança digital. Enfim as possibilidades são gigantescas.

    Otimismo, sr. Igor. Da decadencia argentina estamos muito longe. 

    1. Motta Araujo

      23 de dezembro de 2013 1:49 pm

      Igor Cornelsen é rapósa de

      Igor Cornelsen é rapósa de mercado, não precisa checar fontes, esta na conexão global há decadas. É um erro de avaliação pensar que um analista indiano ou qualquer outra pessoa faça “lobby” contra a Petrobras. O consenso sobre uma companhia da importancia da Petrobras não se faz de forma tão simples, é a conjagação de centenas de opiiniões que forma o “preço” de uma empresa, há bancos, governos, fundos de investimento, consultorias da importancia da Cambridge Energy Research, que tem 1.000 analistas especializados em petroleo, há uma percepção geral de perda de valor na Petrobras por mega erros de estrategia e gestão, não é um sujeito que acha isso, são centenas.

      1. Marcelo Castro

        23 de dezembro de 2013 2:44 pm

        thank you

        Thank You , mr.  Motta.  É que insiro a Petrobras num contexto de desenvolvimento do Brasil. 

  13. Sérgio T.

    23 de dezembro de 2013 1:40 pm

    Sem noção

    Que “papo” mais sem noção…

    Veja os números da economia privada e qual a porcentagem de empregos que ela gera. Segundo o estudo centrado no caso do Brasil em comparação com países da OCDE, o total de servidores públicos no Brasil, incluindo os empregados das empresas estatais, representa entre 11% e 12% do total de empregos no país. Em compensação os salários no setor público são em média mais altos. Parte da explicação é o fato de o servidor público ter, em média, mais escolaridade do que o que está no setor privado e isso justifica em parte os salários maiores. “Mesmo quando são levados em conta a escolaridade e o gênero, ainda assim, o servidor recebe, em média, 20% a mais do que quem está na iniciativa privada” — diz Fernando Holanda Barbosa Filho, professor do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV-Rio), que acredita que como os servidores têm estabilidade, “uma espécie de seguro”, deveriam ganhar menos do que os que estão no setor privado, “que correm mais risco”. Pode-se dizer que o funcionalismo tem uma dupla vantagem: o salário mais alto e a estabilidade. Mais, a alta rotatividade no setor privado contribui para que os salários sejam menores. Quando um profissional começa a ganhar mais, ele é demitido e o novo funcionário é contratado recebendo menos do que o anterior. É essa rotatividade que faz o funcionário público receber mais e o piso dele, em muitos casos, nem é um exagero. A questão é que o setor privado paga pouco, porque não consegue concorrer, por exemplo, com a produção chinesa, com a concorrência externa. Além disso, muitos empresários buscam uma margem de lucro exagerada e não podem criar déficit como o governo porque quebram. Nem sempre foi assim. Na década de 70, o setor privado pagava mais do que o setor público.

    Enfim, a maioria de nossa economia é privada… Fim.

    Um abraço.

     

    1. DanielQuireza

      23 de dezembro de 2013 3:31 pm

      Não creio que seja tão sem

      Não creio que seja tão sem noção assim Sérgio. Igor é dos bons comentaristas do blog e, pelo que sei, não é contra o governo.

      É fato que existem muitos cargos no funcionalismo público que possuem remunerações bem acima da média da iniciativa privada. Notadamente os cargos de nível médio, por exemplo. Fora o fato de serem cargos estáveis. Ou seja, configura um incentivo muito alto para que se busque esse tipo de serviço ao invês de empreender. Creio que seja um fato.

      Esperemos que ele possa aprofundar os apontamentos de como o País conseguiria sair dessas “armadilhas”, como a questão que eu fiz em comentário abaixo.

      1. Sérgio T.

        23 de dezembro de 2013 4:10 pm

        Êita

        Daniel:

        a-) se apenas 11% dos trabalhadores pertencem ao serviço público e estatais, significa que não há excesso de Estado na economia, no sentido números absolutos. Então se o sujeito gosta de estudar e passa num concurso é mérito dele…

        b-) eu jamais faço apologia para reduzir salários, e creio que no Brasil não é o funcionário de nível médio do estado que ganha bem, mas sim o funcionário no setor privado que ganha mal.

        c-) baseado nos números e razões que pus em minha intervenção, não creio que o “empreendedorismo” seja “sufocado” no Brasil. Conheço donos de pequenas e médias empresas de muitos anos, e o que mais fazem é “chorar” sobre tudo no país. É o imposto (que em boa parte é repassado no prouto), é o ladrão que foi na loja do outro bairro, são os políticos (que parece sempre que vieram de Marte), enquanto exibem padrão de vida classe média alta… Aliás essa é uma característica das classes média e rica no Brasil atual, são os que mais têm e os que mais reclamam. Inclusive no caso dos mega empresários, a “sacanagem” é dizer que no Brasil não há “ambiente” para investir, enquanto remete milhões para fora do país, todos eles ganhos aqui, no mesmo “ambiente”.

        d-) ao invés de falar em “armadilhas”, prefiro pensar em “características próprias” da economia nacional. Um bom empreendedor, antenado com a maneira como funciona a economia brasileira ganha dinheiro aqui…Dados do IBPT (2012): O Brasil possui atualmente 12.904.523 (Doze Milhões, Novecentos e Quatro Mil, Quinhentos e Vinte e Três) empreendimentos, incluindo seus estabelecimentos matriz e filiais. Destes, 11.663.454 são de empresas e empreendimentos privados (90%), 1.144.081 de entidades privadas sem fins lucrativos (9%), e 96.988 de entidades públicas governamentais (1%). Onde está o estatismo mesmo?

        e-) não tô nem aí se o rapaz é contra ou a favor do governo. Aliás, se você tem me lido, tem reparado que eu ando mais contra do que a favor deste governo, embora reconheça que mantenho meu voto dentro do atual quadro partidário brasileiro. Votar em Eduardo Campos, Marina, Serra ou Aécio, jamais.

        Ainda acho que o “sistema” da economia brasileira é “aparelhado” de modo a favorecer as classes que detêm os meios de produção… Também sou meio “antiquado”, reconheço, sou do tempo em que o Partido dos Trabalhadores se preocupava com os trabalhadores e seus empregos, a preocupação com os empresários se limitava a viabilizar o ambiente para extrair lucros que melhorassem os salários… 

        Neopetista é fogo!

        Um abraço.

        1. DanielQuireza

          23 de dezembro de 2013 4:57 pm

          Eu creio que no geral, muitos

          Eu creio que no geral, muitos funcionários das áreas meio ganham muito  e muitos das áreas fins – saúde, educação – ganhem pouco. Muitos funcionários públicos de nível médio, escriturários ganham 4, 5 mil reais. Creio que seja um salário meio fora da realidade para a inicitiva privada pagar. Ja imaginou um funcionário escriturário de escritório de contabilidade ganhando 4, 5 mil reais ? Nâo tem como, só se aumentarem muito o custo cobrado pelo serviço. Enquanto isso, professores, com nível superior, ganham 1.800,00. Tem algo de errado ai.

          No mais, concordo contigo. Creio que o Governo Dilma não vai tão bem, mas em virtude das opções, continuo com ele.

  14. Jorge Nogueira Rebolla

    23 de dezembro de 2013 1:47 pm

    Arrecada muito e gasta mal

    O crescimento real da arrecadação é desperdiçado em ralos de interesses políticos… entre 2003 e 2012, um período de 10 anos, o valor arrecadado pela União acima da variação inflacionária somou R$ 2,3 trilhões (dois trilhões e trezentos bilhões de Reais).

    A arrecadação de 2012 foi de R$ 1,117 trilhão, se o valor de 2002 fosse meramente corrigido pela inflação o governo federal teria naquele ano R$ 603 bilhões, ou seja, comparando 2002 e 2012 a dona Dilma do PT teve a sua disposição R$ 514 bilhões a mais que o tungano FHC. Um crescimento real de 85%.

    Só o aumento real da arrecadação é maior que todo o valor utilizado na LOAS, nos benefícios da previdência social e nos investimentos públicos de 2012. O ganho na arrecadação superou a totalidade dos gastos sociais… com o dobro dos recursos disponíveis o quê o PT fez e faz com o dinheiro do povo? 

  15. Durvalino

    23 de dezembro de 2013 2:22 pm

    ….   como diria a

    ….   como diria a presidente o país eh manco sim.  enquanto alguns trabalham outros atrapalham.

    me permita discordar Nassif mas udenista cafeeiro se passar de bonzinho so mesmo em epoca de natal.   essa casta brasileira nao joga para perder, esta sempre grudado nas tetas federais com emprestimos bancarios, com meio ambiente, com reforma agraria, com boias frias, etc   haja vista suas açoes no congesso  …. 

    creio ser um dos ultimos remanescentes, 

     

  16. Dudu Cartucho

    23 de dezembro de 2013 2:43 pm

    O sr. Igor tá viajando.

    O sr. Igor tá viajando. Ponto.

    Quem dera o Brasil ter a qualidade de vida e de cultura da Argentina.

  17. Alexandre Weber - Santos -SP

    23 de dezembro de 2013 3:53 pm

    Funcionário público

    Na década de 1960 quem tinha um emprego público, funcionário público, com excessão dos catedráticos, eram os que não davam para nada, ai, um padrinho, amigo do tio do vizinho arrumava uma boquinha para o sujeito, que era nomeado.

    Hoje a coisa está mais sofisticada, emprego bom são os públicos com a odiosa aposentadoria integral inextendível aos outros mortais que trabalham em terra brasilis e os que não servem para nada, ganham uma aposentadoria.

    Vai mal dona Dilma!

    Faz a reforma ministerial e coloca o Brasil para frente, empreendendo, pesquisando, inovando, criando riquezas do nada, só dá capacidade inventiva deste povo.

    1. Invertido

      23 de dezembro de 2013 10:12 pm

      A demonização da boa aposentadoria

      Trabalhei numa multinacional (dica, uma das 10 maiores do mundo) que dava, aqui no Brasil, aposentadoria integral complementando o INSS. Sem precisar contribuir.

      Uma empresa privada, internacional, de capital aberto.

      Os fundos de pensão (públicos ou privados) servem pra isso. Qual é o problema?

      Odioso não é a boa aposentadoria.

      É a aposentadoria miserável.

      É nivelar por baixo.

  18. ArthurTaguti

    23 de dezembro de 2013 4:12 pm

    “Grande e decadente

    “Grande e decadente Argentina”

    Decadente para quem? Para os mercados?

    Dados argentinos:

    IDH: 0,811 (Brasil: 0,730)

    Tempo de estudo: 9,3 (Brasil: 7,2)

    Salário Mínimo: 3,6 mil pesos argentinos (algo próximo a R$ 1.800,00)

    Renda per Capita: US$ 15.347,00 (Brasil: por volta de US$ 10.000,00)

    Representação feminina no Congresso: 37,7% (Brasil: 9,6%)

    A despeito da renda mais alta (mais que o dobro do S.M., renda per capita 50% maior), só passear um pouco em Buenos Aires para ver que, no geral, as coisas ficam pela metade do preço de SP, ou Rio, ou Brasília.

    No auge dos protestos, ficou-se sabendo que um morador de Buenos Aires precisa, em médio, trabalhar 12 x menos para comprar uma passagem de ônibus do que um morador de SP.

    Queria saber que tipo de decadência é essa que o Igor e o AA tanto falam.

    1. Bruno Leite

      23 de dezembro de 2013 4:38 pm

      Minha mãe veio falando dessa

      Minha mãe veio falando dessa decadência também. Disse que leu algo assim na Veja e viu uma matéria (na GloboNews??) de um jornalista argentino (do Clarín??) que estaria “descobrindo todos os podres” da Cristina.
      É, pra quem não atravessa o Prata e/ou só dialoga com os locais que enriqueceram enquanto o país falia, a Argentina parece muito decadente.

    2. DanielQuireza

      23 de dezembro de 2013 4:49 pm

      Nâo sei se a Argentina está

      Nâo sei se a Argentina está mesmo decadente, até porque é um termo subjetivo. Mas lembrando que ja foi praticamente um Pais de primeiro mundo, no começo do século passado.

      Mas que a Argentina atravessa um momento pior que o do Brasil, eu não tenho a menor dúvida.

      1. ArthurTaguti

        23 de dezembro de 2013 5:13 pm

        A Argentina está passando por

        A Argentina está passando por um momento pior do que o Brasil, em que sentido?

        Desde que o país declarou moratória, há uma década atrás, transformou-se na “Geni” do mercado financeiro, o noticiário há muito tempo mostra-a a beira de uma hecatombe, o que nunca acontece.

        Todavia, recente levantamento da Cepal revelou que, nos últimos anos, a Argentina reduziu de 30% para 6% o número de pobres, o que, na verdade, é só o restabelecimento de índices anteriores ao desastre da era Menem.

        Isto parece um país que está mal? Só comparar salário mínimo e custo de vida Argentina/Brasil para saber que eles nunca estiveram numa situação pior que aqui.

         

  19. Juliano Santos

    23 de dezembro de 2013 4:43 pm

    Essa cara pode ser ídolo do

    Essa cara pode ser ídolo do AA, Nassif. Mas o texto poderia ter sido escrito por qualquer coxinha “pagador de impostos”. É a mesma lenga lenga cheio de clichês e omissões que voce pode encontrar em menos caracteres no Faceburro. 

    Bola fora tê-lo promovido a post. Mas, fim de ano dá uma preguiça, está desculpado

  20. ArthurTaguti

    23 de dezembro de 2013 5:03 pm

    “Grande e decadente

    “Grande e decadente Argentina”

    Decadente para quem? Para os mercados?

    Dados argentinos:

    IDH: 0,811 (Brasil: 0,730)

    Tempo de estudo: 9,3 (Brasil: 7,2)

    Salário Mínimo: 3,6 mil pesos argentinos (algo próximo a R$ 1.800,00)

    Renda per Capita: US$ 15.347,00 (Brasil: por volta de US$ 10.000,00)

    Representação feminina no Congresso: 37,7% (Brasil: 9,6%)

    A despeito da renda mais alta (mais que o dobro do S.M., renda per capita 50% maior), só passear um pouco em Buenos Aires para ver que, no geral, as coisas ficam pela metade do preço de SP, ou Rio, ou Brasília.

    No auge dos protestos, ficou-se sabendo que um morador de Buenos Aires precisa, em médio, trabalhar 12 x menos para comprar uma passagem de ônibus do que um morador de SP.

    Queria saber que tipo de decadência é essa que o Igor e o AA tanto falam.

  21. alexis

    23 de dezembro de 2013 5:35 pm

    Ambiente favorável, na brisa de Miami

    Quem tenta inventar, produzir e criar riquezas no Brasil é esmagado pela inveja, pelo PIG e por empresários brasileiros virtuais, que moram em Miami (a Alfaville do Brasil). É o setor privado quem boicota a verticalização da indústria neste país. Fazer de Brasil uma nação desenvolvida é um caminho duro para quem aceita o desafio, e eu concordo, mas, a caminhada com rumo certo pode demorar o que quiser e sempre será mais atraente que não caminhar para lugar algum, esperando apenas ser levado pela correnteza global, junto com os detritos acumulados por 500 anos. Falando de “detritos”, decadente é a cidade de Detroit, que exemplifica o câncer profundo em que se encontra o berço do capitalismo.

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