24 de outubro de 2026

Atualizado: O que José Eduardo Cardozo fazia na reunião de Janot com Temer?

O que mostra que, mesmo na fase mais candente do pré-impeachment, na qual a Lava Jato desempenhava papel central, Cardozo e Janot permaneciam bons amigos.

Uma das informações mais esdrúxulas, narradas pelo ex-Procurador Geral da República Rodrigo Janot, foi o encontro que teve com o vice-presidente Michel Temer, no Palácio do Jaburu, no qual tentou ser convencido a para as investigações sobre Eduardo Cunha.

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Foi pouco antes de começar o impeachment, no qual Cunha era a peça chave. O que chama a atenção é que do encontro participou o então Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. O que mostra que, mesmo na fase mais candente do pré-impeachment, na qual a Lava Jato desempenhava papel central, Cardozo e Janot permaneciam bons amigos.

Depois disso, Cunha foi preso, mas não houve delação, foi mantido isolado, o ex-juiz Sérgio Moro impediu a vistoria no seu celular, liberou sua esposa. Um dia ainda se saberá quais segredos de Cunha a Lava Jato evitou divulgar. E se havia alguma relação com o tal Ministro do STF que procurou Janot, aos prantos, com medo de aparecer em alguma delação.

O GGN prepara uma série de vídeos sobre a interferência dos EUA na Lava Jato. Quer apoiar o projeto? Acesse: www.catarse.me/LavaJatoLadoB

Cardozo entra em contato com o GGN para informar que o convite para a tal reunião partiu do vice-presidente Michel Temer. Ele compareceu na condição de Ministro da Justiça, não de amigo de Janot.

A conversa ocorreu conforme descrita por Janot, com Henrique Alves mais atirado, Temer mais moderado, mas ambos intercedendo por Eduardo Cunha. Janot respondeu com um palavrão e se retirou.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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16 Comentários
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  1. fabio paiva fagundes

    27 de setembro de 2019 11:50 am

    O zé da justiça e o general verde-oliva foram os principais ajudantes de Dilma , seus principais conselheiros. Sempre tive dúvidas se as posturas absurdamente omissas de ambos se deviam a imcompetência, ao medo ou a outros motivos mais ocultos e tenembrosos. Graças a estes Dilma não reagiu ao impeachment, a não ser tarde demais, e quando o fez foi de maneira fraca e descordenada. Esta notícia pode descortinar as ações destes ou a falta delas.

  2. Anônimo

    27 de setembro de 2019 11:50 am

    Ora, os “segredos” do Eduardo Cunha são os fundos de campanha que ele arrecadada desde o ocaso da ditadura, passando pelo governo Collor, Itamar, FH até montar uma bancada própria, nacional, além fronteira do PMDB e do Estado do Rio de Janeiro. Nem criança grande na Praça Dos Três Poderes ignora isso.

    Os lavajeteiros ficam nesse “vainaovai” pra cima do centrão, nesse joguinho de chantagem, agora é o centrão que vai pra cima deles, talquei? Já conseguiram a derrubada do PT, PT, PT, teto de gastos, deforma trabalhista, pre sal…

    O papel do Cardozo na reunião? Ah, deve ter falado umas três ou quatro vezes a palavra “republicano”…

      1. Anônimo

        27 de setembro de 2019 6:44 pm

        Isso, Emerson. O Fux é de outra facção judiciária, que formou com o Cabral. O Bretas já é de mais uma outra.

  3. Lúcio Vieira

    27 de setembro de 2019 12:08 pm

    Mas no final, o PGR prevaricou ou não?

  4. Lâmpada

    27 de setembro de 2019 1:18 pm

    Nassif, pela pergunta título, parece-me que você, talvez, esteja começando a questionar certos pressupostos, antes dados como certos. Quem sabe, no futuro, surgirão outras perguntas: Por que Dilma recebeu a pena principal, mas não a acessória? Qual o motivo de sua defesa ridícula e dos argumentos fracos no impeachment? Estaria o PT, ou uma parte dele, fazendo, verdadeiramente, todo os esforços para a libertação de Lula? …
    Olho vivo!

  5. Vladimir

    27 de setembro de 2019 1:28 pm

    Quem é esse Cardozo?

  6. peregrino

    27 de setembro de 2019 1:44 pm

    Prisão de Cunha foi uma abstração que livrou a cara de muita gente…
    espero que não perca a única oportunidade que terá de ficar milionário, honestamente, se souber trabalhar com a literatura de um golpe que aceitou tudo

  7. peregrino

    27 de setembro de 2019 1:53 pm

    em tempo…
    vários países interessados em saber como se precaver de um golpe desse tipo, tão sórdido e de alta traição quanto fácil

  8. Maria Luisa

    27 de setembro de 2019 1:57 pm

    Cardozo tentando evitar o golpe que vinha a cavalo… Esperemos que seja isso. Vamos rezar três ave-marias mais dois pai nossos e quem sabe o santo Intercept ainda nos esclareça muita coisa mal contada. Quanto a defesa que o advogado Cardozo fez de Dilma foi firme, foi bem feita. Acho que não ha muito o que se dizer, quem viu O Processo, viu os bastidores da equipe de José Eduardo Cardozo e eles foram combativos. Como disse o proprio Cardozo no documentario “ali o jogo era de cartas marcadas”.
    Sobre o Cunha, as revelações dele em grande parte deve recair sobre o PSDB, PMDB, DEM, todo o centrão e o diabo a quatro. Por isso rejeitaram.

    1. Claudio Cellos

      28 de setembro de 2019 7:27 am

      Também achei a defesa de Cardozo muito boa. E não tenho dúvidas de que foi carta-marcada. o julgamento do impedimento de Dilma. Mas Cardozo ouvir uma conversa dessa e ter ficado quieto!? Será que ele já havia relatado que teve esse encontro com Temer ás vésperas do impeachment?

  9. giorgio xenofonte

    27 de setembro de 2019 2:27 pm

    Cardoso consegue patinar numa fina linha entre o 5ª coluna e o completo inútil!
    Uma coisa é certa, não o contrataria como advogado se tivesse $$$ para isto.

  10. altamiro souza

    27 de setembro de 2019 3:07 pm

    piano, piano,
    quem descobrirá
    o meu plano?

  11. mello

    27 de setembro de 2019 3:09 pm

    O papel do Jose Eduardo Cardoso no processo do golpe na Dilma ainda é muito questionável

  12. Marcos Videira

    27 de setembro de 2019 3:44 pm

    Para mim, o perfil de José Eduardo Cardoso é claríssimo:
    (1) como Ministro da Justiça, uma função executiva, ele foi incompetente.
    (2) como advogado de Dilma, foi ruim na estratégia e brilhante na argumentação oral.

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