Uma das informações mais esdrúxulas, narradas pelo ex-Procurador Geral da República Rodrigo Janot, foi o encontro que teve com o vice-presidente Michel Temer, no Palácio do Jaburu, no qual tentou ser convencido a para as investigações sobre Eduardo Cunha.
Foi pouco antes de começar o impeachment, no qual Cunha era a peça chave. O que chama a atenção é que do encontro participou o então Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. O que mostra que, mesmo na fase mais candente do pré-impeachment, na qual a Lava Jato desempenhava papel central, Cardozo e Janot permaneciam bons amigos.
Depois disso, Cunha foi preso, mas não houve delação, foi mantido isolado, o ex-juiz Sérgio Moro impediu a vistoria no seu celular, liberou sua esposa. Um dia ainda se saberá quais segredos de Cunha a Lava Jato evitou divulgar. E se havia alguma relação com o tal Ministro do STF que procurou Janot, aos prantos, com medo de aparecer em alguma delação.
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Cardozo entra em contato com o GGN para informar que o convite para a tal reunião partiu do vice-presidente Michel Temer. Ele compareceu na condição de Ministro da Justiça, não de amigo de Janot.
A conversa ocorreu conforme descrita por Janot, com Henrique Alves mais atirado, Temer mais moderado, mas ambos intercedendo por Eduardo Cunha. Janot respondeu com um palavrão e se retirou.
fabio paiva fagundes
27 de setembro de 2019 11:50 amO zé da justiça e o general verde-oliva foram os principais ajudantes de Dilma , seus principais conselheiros. Sempre tive dúvidas se as posturas absurdamente omissas de ambos se deviam a imcompetência, ao medo ou a outros motivos mais ocultos e tenembrosos. Graças a estes Dilma não reagiu ao impeachment, a não ser tarde demais, e quando o fez foi de maneira fraca e descordenada. Esta notícia pode descortinar as ações destes ou a falta delas.
Anônimo
27 de setembro de 2019 11:50 amOra, os “segredos” do Eduardo Cunha são os fundos de campanha que ele arrecadada desde o ocaso da ditadura, passando pelo governo Collor, Itamar, FH até montar uma bancada própria, nacional, além fronteira do PMDB e do Estado do Rio de Janeiro. Nem criança grande na Praça Dos Três Poderes ignora isso.
Os lavajeteiros ficam nesse “vainaovai” pra cima do centrão, nesse joguinho de chantagem, agora é o centrão que vai pra cima deles, talquei? Já conseguiram a derrubada do PT, PT, PT, teto de gastos, deforma trabalhista, pre sal…
O papel do Cardozo na reunião? Ah, deve ter falado umas três ou quatro vezes a palavra “republicano”…
Anônimo
27 de setembro de 2019 1:46 pmrephrescando:
https://jornalggn.com.br/crise/psdb-apoia-cunha-porque-esconde-fatos-da-epoca-da-telerj-aponta-janio-de-freitas/
Anônimo
27 de setembro de 2019 1:50 pmlimpinho e cheiroso:
https://limpinhoecheiroso.com/2015/06/16/as-falcatruas-de-eduardo-cunha-na-telerj-e-na-cehabrj/
Anônimo
27 de setembro de 2019 6:44 pmIsso, Emerson. O Fux é de outra facção judiciária, que formou com o Cabral. O Bretas já é de mais uma outra.
Lúcio Vieira
27 de setembro de 2019 12:08 pmMas no final, o PGR prevaricou ou não?
Lâmpada
27 de setembro de 2019 1:18 pmNassif, pela pergunta título, parece-me que você, talvez, esteja começando a questionar certos pressupostos, antes dados como certos. Quem sabe, no futuro, surgirão outras perguntas: Por que Dilma recebeu a pena principal, mas não a acessória? Qual o motivo de sua defesa ridícula e dos argumentos fracos no impeachment? Estaria o PT, ou uma parte dele, fazendo, verdadeiramente, todo os esforços para a libertação de Lula? …
Olho vivo!
Vladimir
27 de setembro de 2019 1:28 pmQuem é esse Cardozo?
peregrino
27 de setembro de 2019 1:44 pmPrisão de Cunha foi uma abstração que livrou a cara de muita gente…
espero que não perca a única oportunidade que terá de ficar milionário, honestamente, se souber trabalhar com a literatura de um golpe que aceitou tudo
peregrino
27 de setembro de 2019 1:53 pmem tempo…
vários países interessados em saber como se precaver de um golpe desse tipo, tão sórdido e de alta traição quanto fácil
Maria Luisa
27 de setembro de 2019 1:57 pmCardozo tentando evitar o golpe que vinha a cavalo… Esperemos que seja isso. Vamos rezar três ave-marias mais dois pai nossos e quem sabe o santo Intercept ainda nos esclareça muita coisa mal contada. Quanto a defesa que o advogado Cardozo fez de Dilma foi firme, foi bem feita. Acho que não ha muito o que se dizer, quem viu O Processo, viu os bastidores da equipe de José Eduardo Cardozo e eles foram combativos. Como disse o proprio Cardozo no documentario “ali o jogo era de cartas marcadas”.
Sobre o Cunha, as revelações dele em grande parte deve recair sobre o PSDB, PMDB, DEM, todo o centrão e o diabo a quatro. Por isso rejeitaram.
Claudio Cellos
28 de setembro de 2019 7:27 amTambém achei a defesa de Cardozo muito boa. E não tenho dúvidas de que foi carta-marcada. o julgamento do impedimento de Dilma. Mas Cardozo ouvir uma conversa dessa e ter ficado quieto!? Será que ele já havia relatado que teve esse encontro com Temer ás vésperas do impeachment?
giorgio xenofonte
27 de setembro de 2019 2:27 pmCardoso consegue patinar numa fina linha entre o 5ª coluna e o completo inútil!
Uma coisa é certa, não o contrataria como advogado se tivesse $$$ para isto.
altamiro souza
27 de setembro de 2019 3:07 pmpiano, piano,
quem descobrirá
o meu plano?
mello
27 de setembro de 2019 3:09 pmO papel do Jose Eduardo Cardoso no processo do golpe na Dilma ainda é muito questionável
Marcos Videira
27 de setembro de 2019 3:44 pmPara mim, o perfil de José Eduardo Cardoso é claríssimo:
(1) como Ministro da Justiça, uma função executiva, ele foi incompetente.
(2) como advogado de Dilma, foi ruim na estratégia e brilhante na argumentação oral.