O empresário Donald Trump pode se tornar o primeiro ex-presidente da história dos Estados Unidos a ser processado criminalmente, a depender da decisão de um promotor do estado da Georgia.
Desde 2021, o promotor distrital do condado de Fulton, Fani Willis, apura se Trump tentou fraudar as eleições presidenciais de 2020 exercendo pressão sobre autoridades da Georgia, para que eles encontrassem um meio de anular a votação no estado que deu vitória ao adversário Joe Biden.
A investigação tem como base telefonemas que Trump fez às autoridades da Georgia pedindo que encontrassem votos para ele ou provas que pudessem simplesmente servir para questionar a votação no estado.
Uma das ligações foi revelada pelo jornal Washington Post. Nela, Trump conversa com o secretário de Estado da Georgia, Brad Raffensperger, instando o funcionário a “encontrar” votos para ele.
“Tudo o que quero fazer é isso”, diz Trump na gravação. “Só quero encontrar 11.780 votos, um a mais do que temos. Porque ganhamos o estadual.”
“Então, o que vamos fazer aqui, pessoal? Eu só preciso de 11.000 votos”, diz Trump. “Pessoal, preciso de 11.000 votos. Me dá um tempo!”
Raffensperger tentava com gentileza explicar ao então presidente que os dados dele estavam errados e que tudo indicava que ele, ao contrário do que imaginava, perdera a eleição na Georgia.
Em outra ligação, Trump pressiona uma procuradora eleitoral da Georgia a revelar qualquer “desonestidade” no pleito local.
O áudio primeiro veio à tona depois que Trump passou a publicar tweets lançando dúvidas sobre fraude eleitoral na Georgia. O próprio Raffensperger disse que decidiu vazar a conversa para rebater as acusações infundadas de Trump.
Nesta quinta (16), um relatório foi apresentado pelos investigadores da Georgia, dando conta de que nenhuma fraude generalizada que pudesse comprometer o resultado eleitoral no estado foi encontrada.
Agora, resta saber se testemunhas irão confirmar que Trump tentou encontrar um meio de mexer nos votos da Georgia em benefício próprio.
As informações foram divulgadas pelo site The Independent. Leia a matéria completa aqui.
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