O verdadeiro chefe de Queiroz é Jair Bolsonaro, diz Bernardo Mello Franco

Flávio só tinha 3 anos quando a amizade entre Queiroz e Jair começou. Foi essa relação que garantiu ao ex-assessor uma vaga no gabinete de Flávio. Jair não pode tentar se descolar agora

Fabrício Queiroz e Jair Bolsonaro. Foto: reprodução/redes sociais

Jornal GGN – Jair Bolsonaro não pode tentar se descolar do caso Queiroz agora. O presidente da República diz que “nada tem a ver” com as denúncias envolvendo o esquema de rachadinha no gabinete de seu filho mais velho, Flávio, no Rio de Janeiro. Mas o fato é que Fabrício Queiroz tem mais relações com Bolsonaro pai do que com o Zero Um.

O jornalista Bernardo Mello Franco chamou atenção para esse relacionamento em sua coluna no jornal O Globo, nesta sexta (20). Diz ele: quando Queiroz e Jair viraram amigos, Flávio tinha apenas 3 anos. Foi o relacionamento com o chefe do clã que garantiu ao ex-assessor uma vaga no gabinete de Flávio.

Dizer que nada tem a ver com o caso Queiroz é uma “versão capenga” de Jair Bolsonaro, que ainda não explicou por que repassou R$ 40 mil a Queiroz a título de empréstimo, se o ex-assessor movimentava milhões ao ano em suas contas bancárias.

Queiroz depositou de volta R$ 24 mil na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro. Hoje mesmo Bolsonaro foi novamente questionado sobre o alegado empréstimo e, em vez de apresentar alguma prova da lisura da transação, atacou a imprensa.

As conversas reveladas pelo Ministério Público mostram que Queiroz, que tinha ascendência sobre Jair Bolsonaro, é muito próximo de milicianos. Foi por amizade com Adriano da Nóbrega, do Escritório do Crime, que Queiroz admitiu no gabinete de Flávio a ex-assessora Danielle Mendonça e a mãe do miliciano.

Queiroz recebeu de volta ao menos R$ 203 mil da mãe e da mulher do miliciano Adriano, hoje foragido da polícia.

Pelas mensagens trocadas entre Queiroz e Danielle, Adriano também recebia dinheiro do esquema de rachadinha no gabinete de Flávio.

“Ao que tudo indica, Jair Bolsonaro acredita dispor dos mesmos superpoderes [de Donald Trump, que se considera acima de qualquer crítica]. Só isso pode explicar o fato de o presidente ter se referido às investigações conduzidas pelo Ministério Público do Rio como ‘pequenos problemas’.”

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