Começamos o dia de ontem com esta revelação bombástica feita por Ricado Noblat em seu blog: Marcos Valério tinha feito quatro cópias de um vídeo que acabaria com a imagem do PT e de Lula. A chamada do post A quarta cópia, por Ricardo Noblat, lembrando um samba de uma nota só ou livro de Agatha Christie, permaneceu na primeira da página do Globo on line durante todo o dia de ontem. Hoje, no blog do jornalista, a inserção de posts extensos e mais relevantes sobre pesquisa eleitoral, Buenos Aires, Veneza, Portugal, entre outros, empurrou este post para a terceira página. Como ressalta o site do Brasil 247 Noblat foi o único jornalista a confirmar a existência de tal fita. E mais. Justificou sua produção porque Marcos Valério tem medo. Além de ficar pobre e encarceirado, o medo de ser assassinado. Grave? Gravíssimo. O jornalista abriu a janela da suspeita sobre os dirigentes do Partido dos Trabalhadores alinhando o executivo a esta prática.
Brasil 247, em NO JOGO “MATA-LULA”, VEJA BLEFA E NÃO TEM FITA, explica para os leigos na práxis jornalistica que este “disse a interlocutores próximos” pode significar um blefe ou que a fonte não pode se identificar. Com este entendimento penso então que o jornalista, ao afirmar peremptoriamente a existência do vídeo, deve tê-lo visto, correto? Então induzindo o raciocínio silógico ou ele é o interlocutor próximo, ou o conhece, ou será mais um blefe nesta cadeia de eventos e fatos espúrios da mídia nacional?
Lembrando o post revoltado do Nassif O financiamento da masturbação sociológica pelo CNPQ lá pelo menos há critérios e um deles é apresentar suas fontes. Podemos até discutir a relevância dos temas etc e tal, mas está sob análise e julgamento seus fundamentos téoricos, metodológicos, técnicos, considerações e conclusões para então ser considerado um estudo científico sério. Ciência.
O jornalista tem suas garantias para o sigilo da fonte então como o cidadão que compra o jornal O Globo ou a revista Veja com o seu dinheirinho suado pode ter garantias da fidedignidade da leitura que impõe o jornal ou a revista?
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