10 de junho de 2026

Palestinos acusam Israel de banho de sangue; ataque mata ao menos 45 em Gaza

Civis foram mortos enquanto buscavam alimentos em ponto de distribuição protegido por tropas israelenses
Foto: +972 Magazine

Testemunhas oculares e autoridades locais da Palestina acusam Israel de promover um banho de sangue na Faixa de Gaza. Um bombardeio israelense no último sábado (14) matou ao menos 45 palestinos e feriu mais de 200 civis que buscavam alimentos em um ponto de distribuição entre Rafah e Khan Yunis.

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Segundo a Defesa Civil Palestina, drones e tanques abriram fogo contra a multidão. O Hospital Nasser, em Khan Yunis, superlotado, recebeu dezenas de feridos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou os relatos e cobrou explicações de Israel.

O Exército de Israel afirmou que uma van de ajuda ficou presa na área e que uma multidão se aproximou de seus soldados. Disse ainda estar investigando o caso e lamentou “danos a pessoas não envolvidas”. Nenhuma explicação concreta foi apresentada para o número de vítimas.

O episódio expõe o fracasso do novo sistema de distribuição de ajuda, entregue à Fundação Humanitária de Gaza (GHF), criada com apoio dos Estados Unidos. O modelo concentra a entrega de suprimentos em centros protegidos por tropas israelenses, a fim de impedir que o Hamas se aproprie dos suprimentos de ajuda. A ONU critica o modelo como inadequado, perigoso e parcial.

A guerra já deixou mais de 50 mil mortos, incluindo cerca de 17 mil crianças, e aprofundou o colapso humanitário na Faixa de Gaza. Israel segue justificando os ataques como parte do combate ao Hamas e, agora, também ao Irã.

Em paralelo, o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, alertou nesta semana que a escalada do conflito entre Israel e Irã serve para desviar o foco da tragédia humanitária em Gaza e atrapalhar os esforços por um acordo de paz.

Amorim destacou que até uma conferência internacional prevista na ONU para discutir o reconhecimento do Estado palestino precisou ser adiada. “Além das mortes, esses efeitos colaterais são altamente prejudiciais à paz na região”, afirmou.

O Brasil, que poderia co-presidir um dos grupos de trabalho da conferência, mantém posição de condenação aos ataques israelenses ao Irã, conforme nota oficial do Itamaraty.

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1 Comentário
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    18 de junho de 2025 9:08 am

    Agora que estão sofrendo as consequências do ataque furtivo imotivado praticado contra o Irã, os sionistas intensificam o extermínio de palestinos. Ao que parece os sionistas repetem em Gaza e na Cisjordânia o mesmo padrão de comportamento dos nazistas. Assim que as tropas alemãs começaram a ser derrotadas pelo Exército Vermelho na URSS e forçadas a recuar de volta para a Alemanha, os nazistas intensificaram o assassinato em massa de judeus. As semelhanças são grande demais para serem ignoradas.

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