Para jornalista, retorno de Bolsonaro ao Rio no dia de Marielle “não se comprova”

Ainda não há detalhes sobre uma passagem que Bolsonaro comprou no dia da morte de Marielle, saindo de Brasília com destino ao Rio

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – A jornalista Thais Bilenky publicou artigo, no site da revista Piauí, afirmando que a hipótese de Jair Bolsonaro ter usado uma intoxicação alimentar para retornar mais cedo de Brasília para o Rio de Janeiro, no dia da morte de Marielle Franco, “não se comprova”.

Na quarta (13), um tweet disparado por Thais em 14 de março de 2018 viralizou nas redes sociais. Nele, a jornalista informava que a assessoria de Bolsonaro confirmara que ele estava com intoxicação alimentar e que, por conta disso, anteciparia o retorno para o Rio de Janeiro ainda naquele dia.

Duas passagens de avião foram adquiridas pela companhia GOL naquele dia, saindo de Brasília para o Rio, como mostram registros da Câmara dos Deputados.

Mas, segundo a jornalista, a hipótese de Bolsonaro não ter decolado a ponto de estar no Rio no momento do encontro entre milicianos, em seu condomínio, se sustenta pelo registro de sua participação no plenário da Câmara, por volta das 20h05.

Naquele horário, ele teria tomado parte do discurso do deputado Alberto Fraga (DEM) e o registro do horário foi conferido pela jornalista no arquivo de áudio da sessão.Élcio de Queiroz, um dos suspeitos de participar da execução de Marielle, entrou no condomínio de Bolsonaro no Rio para buscar o miliciano Ronie Lessa às 17h13. Com isso, para Thais, cai a hipótese de que Bolsonaro atendeu o interfone em sua casa, para liberar a entrada de Élcio, como narrou o porteiro.

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Na Piauí, Thais narrou que Bolsonaro não poderia estar em sua casa para atender o telefone e ter pego um avião para Brasília, para estar presente na sessão da Câmara às 20h05. Não haveria tempo hábil para esse trânsito.

Mas segue o mistério sobre as duas passagens que Bolsonaro adquiriu no dia 14, saindo de Brasília com destino ao Rio. Uma delas teria tido reembolso da Câmara no dia seguinte. “Solicitei tais informações à Câmara, que ainda não retornou. Por meio de sua assessoria, a Gol afirmou que não fornece informações sobre seus passageiros e bilhetes emitidos.”

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5 comentários

  1. É cova rasa. Falta apenas vontade política de apurar quem são os mandantes dos assassinatos covardes e brutais.

  2. Nassif: tudo bem daBala estar em Brasilia nesse dia. Porém, não se cogitou da possibilidade dele ter “autorizado” a entrada de seu colega no condomínio, pela transferência da chamada (da sua casa) para o celular do (suspeito) meliante Capitão. Aconteceu ou não?

  3. Porra que coisa chata isso.

    O dono da casa 58 CONTRATOU a execução da Marielle ao escritório do crime, junto com o Brazão

    o escritório do crime determinou que o Lessa e Ronnie a executassem

    Lessa foi ao condominio, o dono casa 58 autorizou a entrada quando o porteiro interfonou. O dono da casa disse que estava em Brasilia e o Lessa foi para a casa do Ronnie, vizinha do miliciano

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