Pazuello contrata assessor ‘master coach’ e está à espera de uma ‘avalanche’ de vacinas

Ao invés de coordenar ações para aquisição de imunizantes, Pazuello decide esperar

Carolina Antunes/PR

Jornal GGN – O ministro da Saúde de Jair Bolsonaro (sem partido), general Eduardo Pazuello, afirmou nesta quinta-feira, 21, que até o início de fevereiro haverá uma “avalanche” de propostas de laboratórios para a venda de vacinas contra Covid-19 ao Brasil. A ideia positiva e que dispensa os esforços da pasta, não seria diferente já que o ‘master coach’ hipnólogo Marcos Eraldo Arnoud, conhecido como “Markinhos Show”, é quem coordena a comunicação de Pazuello.

“Agora em janeiro e fevereiro vai ser uma avalanche de laboratórios apresentando propostas [para vender vacinas], pois são 270 iniciativas no mundo produzindo [imunizantes]. Temos que estar com muita atenção e cuidado para estarmos com elas disponíveis o mais rápido possível dentro da atenção e da segurança e eficácia e da nossa capacidade de colocá-las no lugar certo e na hora certa”, disse o ministro, durante evento com o Conselho do Secretários Municipais de Saúde (Conasems) para o lançamento do projeto ImunizaSUS.

Ainda, em meio às sucessivas críticas ao governo sobre falta de um diálogo diplomático com a China e a Índia para a importação de insumos necessários para produção de novas doses de imunizantes, Pazuello afirmou que no Brasil a “vacina está distribuída”. “Estamos no processo de receber novas doses do Butantan e da Astrazeneca”, completou.  

O assessor ‘master coach’ hipnólogo

As declarações de Pazuello foram dadas um dia após a entrada formal de Marcos Eraldo Arnoud, o “Markinhos Show”, na pasta. O ‘master coach’ hipnólogo foi nomeado assessor especial, mas já atuava desde dezembro como marqueteiro do ministro e chefe da comunicação do ministério.

Em seu site, Markinhos se autointitula “Palestrante Motivacional, Master Coach, Análista em Neuromarketing, Especialista em Marketing, SEO, Hipnólogo, Mentalista, Practitioner em PNL, Músico, Empreendedor e Especialista em Marketing Político”. 

Mas, apesar de toda bagagem, o coach participou de decisões recentes da Saúde que acabaram frustradas. Por exemplo, a ação de adesivar o avião que iria à Índia buscar 2 milhões de doses prontas de vacina de Oxford/AstraZeneca com slogan da campanha de vacinação brasileira. 

Também foi sugerido pelo assessor especial a ideia de realizar um evento no Palácio do Planalto, no dia 19, para abrir a campanha de imunização no País. A ação, no entanto, foi cancelada, após o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), passar na frente e vacinar uma enfermeira durante coletiva minutos depois da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberar o uso emergencial da Coronavac.

Mesmo diante da inércia do Ministério da Saúde sobre a crise sanitária e a relação deteriorada entre a pasta e a imprensa, Markinhos tem feito a defesa do chefe e respondido às críticas sobre sua atuação nas redes sociais, como no caso do colapso do sistema de Saúde de Manaus, no Amazonas. 

Com informações da Reuters, Carta Capital e Terra.

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