O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu na noite desta terça-feira (1º) a nulidade da investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) que identificou trocas de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em manifestação enviada à Corte, Gonet afirmou que o ministro André Mendonça, relator do caso, agiu de forma ilegal ao determinar o aprofundamento da apuração sobre o caso Master com o objetivo de esclarecer as conversas entre Moraes e o ex-banqueiro.
Segundo o procurador, esse aprofundamento da investigação só poderia ter sido autorizado pelo plenário do STF. Para Gonet, uma eventual apuração envolvendo Moraes deveria ter sido encaminhada ao presidente da Corte, Edson Fachin, responsável por levar o caso ao colegiado — e não determinada diretamente à execução pela PF.
“A ordem dada à autoridade policial para investigar pessoas específicas, sem pedido do Ministério Público e sem iniciativa da autoridade policial, é nula, por exceder os limites de competência do magistrado na fase pré-processual”, afirmou Gonet em seu parecer.
O documento foi enviado após Mendonça solicitar que a PGR se manifestasse sobre o relatório da PF, que menciona tanto o ministro Alexandre de Moraes quanto o próprio procurador-geral.
As referências aos nomes de Moraes e Gonet foram obtidas pela PF a partir da quebra de sigilo do celular de Daniel Vorcaro, alvo da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras no Banco Master. O sigilo do relatório da investigação foi levantado nesta terça-feira (1º).
*Com informações da Agência Brasil.
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Fabio de Oliveira Ribeiro
1 de setembro de 2026 9:26 pmPerfeito. Declaração unilateral só faz prova contra quem a fez, nunca contra outra pessoa. A palavra do réu faz prova caso ocorra confissão, mas o réu não pode confessar crime de terceiro. Não compete a um Ministro do STF fazer pescaria de provas contra outro membro da Suprema Corte. Tudo que foi feito por André Mendonça só prova duas coisas: 1- ele pode ter cometido abuso de autoridade; 2- Mendonça provou que ele tem mais malandragem politizada do que o saber juridico necessário para ser Ministro do STF.
ed.
2 de setembro de 2026 2:37 amMendonça alucinou pensando ser um enviado de Deus para:
Ser juiz, delegado-chefe de investigação, promotor acusador dos inimigos e advogado defensor dos parças. Um judiciário completo em uma pessoa.
Montar ums PF particular bozista em seu gabinete pra chamar de sua.
Afrontar simultaneamente a PGR, a PF e membro(s) do STF.
Não só investigar um colega sem autorização como tornar tudo público (inspirado no patético e nefasto Moro?), conclamando o público a participar do processo, ainda que inconcluso, com imediatas condenações [populares.
Fazer pescarias como a de investigar Jacques Wagner numa privatização onde o banco Master sequer existia.
Descredibilizar e promover cizânia no STF a qual pertence.
Usar o Judiciário para tumultuar as eleições que definem p futuro do país pelo menos nos próximos 4 anos.
Sentou em cima dos processos principais (INSS e Master) na proteção de indiciados claramente evidenciados, gastando quase toda a sua energia em pescar “inimigos” como Lulinha, Jacques Wagner e agora Moraes.
Enfim, nada contra apurações, o que não dá é inverter claras prioridades, não andar com os processos de DEZENAS de BILHÕES e focar em escandalizar suspeitas em andamento, até que o respeitável público condene, como na lava-jato 1.
Enfim, com tudo isso, o que o frachin Fachin deveria já ter feito há muito é convocar a reunião para autorizar a investigação de Moraes (o telefone é dele?) e a REMOÇÃO de André Mendonça da relatoria do INSS e Master por FATOS que sequer precisam investigação, de parcialidade a atuação ilegal e abusos nos processos.
AMBAR
2 de setembro de 2026 10:15 amIsso, isso, isso. Mendonça alucinou.
Quanto a investigação de Moraes aguarde-se o momento oportuno, se necessária.
Afinal, se Vorcaro, com o “favorecimento de Moraes” está preso, falido, perseguido e sem futuro, imagine se o Moraes o tivesse desfavorecido.
Já o Mendonça provou ser apenas um rábula ascendido.
Rui Ribeiro
2 de setembro de 2026 10:18 amO advogado Soares enviou a Vorcaro a seguinte mensagem: “O André Mendonça disse que quer te receber junto comigo. (…) Ele sabe, soube da situação do Banco Central toda. Eu contei. Ele já sabia, que o Cezinha já tinha falado com ele”.
No dia marcado, às 16h37, Vorcaro avisou Cezinha, por mensagem, que estava chegando. Seis minutos depois, o deputado respondeu: “Ministro já está te esperando”.
O Pequeno Príncipe diria: “Se tu vens, por exemplo, às quatro horas da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… Precisamos de ritos.”