
Pizzolato, uma reportagem romanceada
Por Humberto Nickname
Um livro que acaba de “sair”, “ Pizzolato – não existe plano infalível”, de Fernanda Odilla (livro que até ontem, eu não sabia existir: foi por um acaso ao olhar a primeira e principal plataforma de livros da Livraria Cultura, a filial do Recife Antigo). Minha opinião, com todos os poréns (não terminei de ler, estou no 6º capítulo e li logo o último capítulo): Refere-se a Pizzolato e ao PT, sim, mas também cita o caso do PSDB. É escrito de forma romanceada (cheio de passagens que ninguém encontraria documentada, e, sim, interpretação pela jornalista, me parecendo que a autora propositalmente assim o redigiu para assim ser lido como reportagem-romanceada, evitando ou omitindo ou deixando de exibir provas, ainda que haja uma lista final contendo Referências, entre as quais se encontra o livro de Paulo Moreira Leite). Me parece que está sendo boicotado pela mídia, e, claro, em parte da blogosfera – não fui procurar nem na blogosfera de direita, nem numa Veja, por exemplo).
Por se assemelhar a uma narrativa romanceada, a se dar crédito à testemunha dos amigos de Pizzolato , e à testemunha da própria jornalista, a autora, provavelmente por isso, não use notas nenhumas que remetam a livro tal, página qual, documento tal, página qual, das referências que ela consultara ou diz ter consultado. Porém, o que se pode levar a um “não li e não gostei” deste livro é o passado da jornalista Fernanda Odilla que assinara contestada reportagem da Folha de S. Paulo que trazia foto de Dilma, sob o carimbo “capturado – terrorista assaltante de bancos” , supostamente retirada de arquivo de órgão repressor da ditadura civil-militar – por sinal Dilma a desmente em vários itens numa carta (Caso Folha-Dilma – A carta da ministra ao ombudsman – Dilma Rousseff em 30/04/2009 na edição 535 ,http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/a-carta-da-ministra-a… ) ou sobre outra reportagem em que o alvo é o pai do ex-Ministro Alexan-dre Padilha (ver em https://jornalggn.com.br/noticia/anivaldo-padilha-o-assassinato-de-reputa… ). Links-exemplos facilmente encontrados nos primeiros resultados do principal buscador do mundo. Se há outras reportagens da mesma jornalista também contestadas, desconheço, e seria importante que participantes ou o Blog (Nassif) ilustrasse, citando-as.
De qualquer forma, acho importante lê-lo.
Pode-se ver, por um lado, fantasiosas afirmações, ao mesmo tempo em que, a partir dos iniciais agradecimentos, a autora deixa claro que agradece ao principal amigo de Pizzolato (e, durante os capítulos, traz informações recebidas de amigos, o que escancara a parcialidade do texto – ou teria sido, mesmo, a intenção da autora esta falha ou suposta falha? Além de fontes do PT que teriam pedido sigilo à autora ). Por outro lado , o texto cita, narra exemplos do PSDB (o caso do mensalão mineiro, o caso da privatização da Telebrás – leiamos subentendo aspas ou não, da mesma forma, leiamos com aspas ou não o mensalão do PT).
Narra a trajetória de Pizzolato desde sua infância!… até o momento em que escreveu o livro, em que não falta suposta antipatia de Lula em relação ao personagem, ou supostos afastamentos de lideranças do PT e a nenhuma declaração pública de nenhum político quanto a pedir ao menos cautela quanto às investigações dentro e fora do país.
Um P.S. – óbvio que, mesmo com todo o empenho da autora em cobrir desde a infância a trajetória do personagem, inevitáveis são ausências de pormenores e incidentes envolvendo o personagem, até porque deixa claro e agradece a disposição de amigos e familiares, preferências de sua reportagem-romanceada. Mas é também ( às vezes principalmente) em detalhes, por menores que sejam, ou assim pareçam, ignorados, não percebidos ou não procurados que, só assim, se poderiam reunir dados suficientes para uma análise da personalidade de Henrique Pizzolato. Não basta se referir aos choros, à fidelidade sempre mantida quanto à sua companheira desde a faculdade, às suas devoções como católico, à sua coleção de gravata borboleta, à sua extraordinária carreira e militância; assim como não basta citar (ou romancear) um monte de informações (ou “informações”) que, de súbito, ou quase que de súbito, veio a transformá-lo em perseguido e observado pelos órgãos de informação e pelo judiciário brasileiro, ou pelo acompanhamento distanciado e silencioso da direção partidária. Pormenores que não surpreenderiam e poderiam ser uma previsão, mais do que uma transformação, uma revelação cedo ou tarde, de suas perfeições, de suas imperfeições, uma visão do conjunto da obra.
alfredo machado
8 de novembro de 2014 7:08 pmLegitimidade
Nickname,
A jornalista não merece um pingo de confiança de ninguém.
Se FOdilla quis avacalhar a própria carreira, fuzilar a sua reputação, é problema dela. Por mim, ela pode escrever o livro que quiser, pois ficarei com a Turma da Mônica. Amanhã a CLobo, a LoPrete, MLeitão, ECantanhede, qualquer uma deste triste time resolve escrever um livro a respeito da distância da Terra à Lua ou coisa que o valha, e eu continuo com o Mauricio de Souza.
anarquista sério
8 de novembro de 2014 7:25 pmEu li seu comentário até
Eu li seu comentário até aqui:
”De qualquer forma, acho importante lê-lo.”
é SÉRIO mesmo?
Ler o livro de um picareta desse que não tem nada de Casanova?
Qual seria o prazer da leitura?
O cara é vigarista trivial e desinteressante ( como tantos) e ponto final.
F.Odilia
8 de novembro de 2014 7:32 pmOu seja: um livro “talvez, porém, todavia, contudo”
…
Spok da Silva
8 de novembro de 2014 7:43 pmQue textozinho sem pé nem
Que textozinho sem pé nem cabeça! Fala, fala e não diz nada. Na verdade, Pizzolato é inocente, tão inocente quanto Luis Gushiken, passou por 9 auditorias do Banco do Brasil, rigorosas a mais não poder, nunca assinou nada sozinho, pois no Banco do Brasil nem um gerente de interior decide nada sozinho, mas em colegiado. As provas a seu favor foram escondidas por Barbosa no tal inquérito secreto, pois elas desmontavam toda a estratagema inventada para condenar o PT. O resto é mera ficção.
Spok da Silva
8 de novembro de 2014 7:43 pmQue textozinho sem pé nem
Que textozinho sem pé nem cabeça! Fala, fala e não diz nada. Na verdade, Pizzolato é inocente, tão inocente quanto Luis Gushiken, passou por 9 auditorias do Banco do Brasil, rigorosas a mais não poder, nunca assinou nada sozinho, pois no Banco do Brasil nem um gerente de interior decide nada sozinho, mas em colegiado. As provas a seu favor foram escondidas por Barbosa no tal inquérito secreto, pois elas desmontavam toda a estratagema inventada para condenar o PT. O resto é mera ficção.
Bueno C.Cola
8 de novembro de 2014 7:47 pmUm estilo histórico-ficcional que não é nem uma coisa nem outra
Quem gosta desta malandragem de reportagem que falsifica a História (ou não, depende da generalidade da geléia) é o tal do Peninha “aquela bosta do nordeste” Bueno e sua parceira de opiniinha, Maitê Proença, do Bolsa Família, só que aquela “mais gordinha”, da filha “solteira” de militar (e por isso, vive no pecado até hoje … ou talvez virgem, não sei).
O problema e que “alguns muitos” ingênuos e distraídos se confundem entre a reporcagem e a História e pensam que é História mesmo.
Como aquela contada pelas vizinhas futriqueiras.
João de Azevedo
8 de novembro de 2014 8:03 pmOlha, esse vídeo é
Olha, esse vídeo é imperdível. Jô Soares dizendo que é algo sem nexo quando se fala que o Brasil vai virar uma Cuba. É que muitas pessoas não tem noção da real dimensão do Brasil. E mais, defendendo Evo Morales. As meninas do Jô ficaram de cara amarrada.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=fu7R_KJjbOs
Bispo da Dama
8 de novembro de 2014 8:49 pmTá com tempo, hein Nickname?
Jornalistas da Folha romanceiam até quando supostamente dizem estar informando que dirá quando escrevem algo cujo teor já avisam ser romance.
Passo.
alfredo machado
8 de novembro de 2014 8:53 pmRomance by FSP
Bispo,
Bolão.
josé adailton
8 de novembro de 2014 9:17 pmNão ficção
Uma pista para a polícia no caso Pizzolato
Leonardo Souza – FOLHA
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/leonardosouza/2014/11/1543960-uma-pista-para-a-policia-no-caso-pizzolato.shtml
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Condenado a 12 anos e 7 meses de prisão por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro no processo do mensalão, Henrique pôs seu plano em prática em novembro de 2007, quando deu entrada, em Santa Catarina, para tirar uma carteira de identidade em nome de Celso. Daí foi um passo para o restante da papelada.
Para obter um passaporte, o falecido Celso precisava estar em dia com a Justiça Eleitoral. Em 2008, pronto, Celso votou (que partido terá recebido o voto do morto?). Celso prestou até declaração de Imposto de Renda à Receita Federal.
A Polícia Federal vai indiciar Henrique sob suspeita dos crimes de falsidade ideológica e uso de documentos falsos.
De acordo com a PF, uma fragilidade no sistema permite a qualquer um retirar documentos em nome de outra pessoa. O RG original de Celso era de São Paulo. Henrique tirou segunda via do documento de identidade do irmão no Rio e em Santa Catarina. Não há no Brasil um sistema de informações interligado entre os Estados que permita identificar, em tempo real, esse tipo de fraude.
Se tirou todos esses documentos, que dificuldade o falecido Celso teria para abrir uma conta-corrente? Nenhuma. Segundo a coluna apurou, Celso abriu uma conta num dos maiores bancos privados do país em 2008.
Quanto Celso recebeu em depósitos nessa conta? Quem depositou dinheiro para ele? Quanto ele movimentou? Fez saques no exterior? É a velha máxima de qualquer investigação, “follow the money”.
Insinuoso Exclusivo
8 de novembro de 2014 9:47 pmSubstitua Celso por Serra, Alckmin, Aécio, Sérgio, eu, vc …
Ou quaisquer laranjas, e as perguntas dos tres últimos parágrafos continuarão valendo.
Na verdade, há processos muito mais sofisticados (ex. Dantas / Opportunity) e dinheiros muito maiores a serem seguidos.
Há bilhões de dólares no exterior de poucos brasileiros que não precisaram de nenhuma falsificação de documentos pessoais.
Esse mânei sim, é beeeem mais relevante para ser follouado!
JB Costa
8 de novembro de 2014 10:04 pmNão lerei e não gostei
Não lerei e não gostei
anarquista sério
8 de novembro de 2014 10:29 pmNão lerei e Naõ gostarei, se
Não lerei e Naõ gostarei, se encaixa melhor o que vc quis dizer.
Conjugação verbal não é fácil,não.
Eu que o diga.
Erro sempre.
Geraldo Reco
9 de novembro de 2014 1:43 amConteúdo
Quando se preocupar mais com o conteúdo e menos com a forma, talvez, se se esforçar um pouquinho, melhora, seja para que lado for.
anarquista sério
8 de novembro de 2014 10:19 pmNassa:
Não publicar meu
Nassa:
Não publicar meu comentário,não deixa Pizzolato honesto.
Ele é o que é.Inclusive falsário com documentos de seu irmão morto.
Se havia dúvidas sobre seus atos no BB, não resta dívida como arrumou um meio pra fugir.
No mínimo dos mínimos ele é um falsário que incorporou a foto e vida do irmão morto,como se fosse a dele.
E isso não é crime,Nassa?
Publicando ou não meu comemtário,Pizzolato continua criminoso.
Nem vc,Nassa, pode negar.
Geraldo Reco
9 de novembro de 2014 12:28 amMenos língua e mais conteúdo
Pelo o que vc costuma postar por aqui, vc nem é anarquista, nem sério.
Os crimes de falsidade que Pizzolato cometeu são perfeitamente explicáveis pela injustiça, facilmente previsível, que contra ele seria praticada como de fato o foi.
A prática destes crimes não o torna réu confesso daqueles constantes do processo do mensalão.
Caso vc não saiba, apesar de se dizer sério, todo réu, mesmo os encarcerados, possuem o direito de fugir e isto, por si só, não constitui crime algum.
Com relação ao caso do mensalão, os crimes atribuídos a Pizzolato são simplesmente ridículos e ele jamais seria condenado se tivemos um STF sério.
Da forma como foi o julgamento, a sentença foi absolutamente autoritária por incontestável.
Eu nunca vi alguém ser corrompido por uma grana até a casa dos centavos. Trata-se de algo ridículo, ainda mais quando da papelada apreendida nas empresas de Marcos Valério constava uma destinação ao PT do Rio no exato valor daquele que Pizzolato foi acusado de se corromper.
Além disso, achar que o cara se corrupto fosse se contentaria com cerca de 300 mil reais para propiciar a Marcos Valério obter cerca de 50 milhões de reais, sem ter que fazer nada como disse o STF, é o mesmo que denominá-lo como um prostituto barato ou um verdadeiro otário.
Pizzolato, por sua estória e pelo seu presente, não é nem uma coisa nem outra, mas o mesmo não posso dizer de quem acredita no seu ânimo criminoso.
anarquista sério
9 de novembro de 2014 1:06 amA única coisa válida de seu
A única coisa válida de seu texto é a seguinte:
” mesmo os encarcerados, possuem o direito de fugir e isto, por si só, não constitui crime algum. ‘
Mas erra ao escrever que não se comete MAIS um crime.
Tem o direito de tentar fugir.É óbvio,
E sendo pego,sua pena aumentará tbm.Fora os benefícios que serão cortados.
Elementar caro Wat….sorry,Geraldo.
Geraldo Reco
9 de novembro de 2014 7:19 pmEquivocado
Não errei não. Vc é que não entende nada de direito. Ninguém pode ser punido ou ter a pena aumentada por exercer um direito.
AlvaroTadeu
9 de novembro de 2014 1:35 amanarquista bêbado e drogado, estavas na companhia delle?
No Golpe de 1964, houve gente que fugiu vestido de padre, isso não apequena essas pessoas, apequena os golpistas que sairam matando e torturando sem mandados de prisão, sem provas, sem nada.
altamiro souza
8 de novembro de 2014 10:38 pmsew o resultado é esse,
sew o resultado é esse, entramos no reino das superficilaidaedes.
lenita
9 de novembro de 2014 12:38 amO Nickname não teria um livro
O Nickname não teria um livro melhor para comentar, não? Pobreza! E gastar dinheiro c/ isso.
Maria Dirce
9 de novembro de 2014 2:16 amos rastejantes!!!!
Pensar que o diversionismo dos jornalistas da Globo é perseguir Pizzolato e Dirceu.Do Pizzolato vão pra Italia atormentar a Mulher dele, e do Dirceu não saem da porta da casa!!Chegaram nesse nível o mais raso e rasteiro que existe!!!!E a jornalista da revista Piaui que faz parte do PIG tb, o LUla ta louco pelas infâmias que falaram.Como no filme Apocalipse now….é o horror………..é o horror………………..
NICKNAME
9 de novembro de 2014 6:37 amNotas / O que seria mais coerente
A foto selecionada não é a foto da capa do livro 1 – O leitor mais atento perceberá e entenderá. Que julgue por si mesmo. 2 – Há um detalhe no uso que faço de uma palavra final de múltiplos sentidos, o leitor que escolha o seu – “obra” (v. Dicionário Houaiss ). 3 – Há um detalhe que prefiro atribuir a uma hipótese de novo membro na Equipe do Blog, não a uma reação menor. 4 – Só faço essas notas agora após percebê-la. 5 – Há comentários e comentaristas que vêm reforçar uma impressão . 6 – Opostos que não e nunca se lêem têm mais pontos em comum do que imaginam.