4 de junho de 2026

Preconceito e violência: Atacar as causas ou o agente?

As respostas às ações violentas e preconceituosas estão produzindo reações espelhadas. Mesmo com a melhor das intenções, a crítica aos atos de violência tem sido a repetição dos mesmos argumentos que tentam justifica-las: O diferente é insuportável e o melhor que fazemos é elimina-lo. O que temos que eliminar são as causas e não o agente.

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Pedir para que alguém se informar, não é cagar regras, é caminhar no sentido de eliminar preconceitos e tentar (ao menos) agir com a razão. Que tal nos informarmos um pouco mais antes de ditar regras? Não são poucas as boas Ongs. e institutos de pesquisa nas universidades que se dedicam ao tema da violência. Não para “defender os direitos do bandido” e sim para acompanhar resultados da aplicação de variadas políticas públicas e propor novas ações baseadas neste monitoramento.

Não sou um especialista na área. Acabo acompanhando o assunto pois é uma das áreas de estudo de minha esposa. Antes de nos focarmos na violência de alguns garotos babacas, prestemos atenção em vários trabalhos realizados em nossas periferias que tiveram resultados brilhantes. As ações conjuntas de várias organizações sociais no Capão Redondo e no Jardim Angela são um exemplo. O resultado destas ações pode ser medido num curto espaço de tempo. Para saber sobre alguns deste projetos comecem dando uma olhada nos sites:

http://www.ispcv.org.br/

http://www.soudapaz.org/

http://www.cenpec.org.br/

Voltando aos garotos babacas ninguém, até aqui, propôs a utilização da justiça restaurativa. Ela tem oferecido bons resultados em outros países e agora começa a ter a atenção das defensorias públicas por aqui. Que tal dar uma olhadinha nos sites:

http://www.apav.pt/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=68&Itemid=119

http://jus.uol.com.br/revista/texto/9878/a-construcao-da-justica-restaurativa-no-brasil

Prisão, pura e simples, eles merecem. Mas que ela não resolve, é um fato mundialmente comprovado. Estudos feitos nos EUA, que tem (proporcionalmente) a maior população carcerária do mundo, provam que não existe razão direta entre o aumento, puro e simples, das prisões e a diminuição da violência. Para aqueles que gostam de tomar NY como exemplo uma informação: A aplicação do princípio da “tolerância zero”, foi acompanhada de imensos investimentos em programas sociais e de melhorias urbanas em áreas degradadas. 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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