Programa CI-Brasil, Termo de Referência(PDF) 13 pgs.
http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/43692.html
Estratégias de Fomento à criação e implantação de EMPRESAS DE PROJETOS DE CIRCUITOS INTEGRADOS – DESIGN HOUSES (DH)
1. Apresentação
A cadeia de produção de um circuito integrado engloba – essencialmente – as seguintes etapas:
- projeto,
- fabricação da pastilha (a qual lança mão de processos físico- químicos cada vez mais sofisticados),
- encapsulamento
- e testes.
Os investimentos para a implantação de unidades fabris com capacidade deprodução de pastilhas são tipicamente da ordem de centenas de milhões de dólares norte-americanos(1), ou pelo menos dezenas de milhões em se tratando de plantas para realizar as etapas de encapsulamento e testes. No entanto, é possível participar do negócio de circuitos integrados com investimentos relativamente modestos – da ordem de algumas centenas de milhares de dólares por instalação – iniciando o acesso por meio da implantação no País da atividade de projeto (design), ao mesmo tempo que se contribui para a formação de recursos humanos imprescindíveis a uma posterior expansão das atividades produtivas locais na produção de circuitos integrados.
Tendo por base não apenas o aspecto anteriormente mencionado, mas – e principalmente – a partir de estudos realizados desde 2002 e constatações colhidas em diversas oficinas de trabalho do Fórum de discussão da política industrial de semicondutores, realizadas ao longo de 2004, que contaram com a participação de especialistas da indústria eletro-eletrônica e de docentes e pesquisadores brasileiros e estrangeiros, o MCT considera que as diversas transformações por que passou a indústria mundial de semicondutores – particularmente, na última década – criaram uma janela de oportunidade para o Brasil efetivamente colocar em marcha um Programa Nacional para o setor de Microeletrônica, iniciando por um projeto de implantação de unidades de projeto de circuitos integrados, conhecidas como Design Houses (DH).
2. Conceituação de Empresas de Projeto de Circuitos Integrados (Design House)
Uma empresa de projeto de circuitos integrados ou design house (DH), combina capital humano e ferramentas especializadas de equipamentos e programas de computador para a criação e aperfeiçoamento de circuitos integrados (CI), incluindo o projeto do CI em si, a criação de simuladores de CIs, o projeto do reference design associado ao CI, a criação de sistemas operacionais e de ferramentas de desenvolvimento (software development kits), e o projeto de seu firmware e software embarcado (embedded software).
A atuação das empresas de projeto na cadeia de produção de circuitos integrados está mostrada na figura seguinte.
A operação de DHs pode ser classificada segundo a forma de inserção na cadeia de engenharia, conforme especificado no documento do Programa Nacional de Microeletrônica PNM-2002. Estas se classificam como:
- DH1: Vinculadas a uma única empresa de semicondutores (com ou sem fabricação própria).
- DH2: Integradoras independentes, licencia ou contrata IP ou serviços de DH3.
- DH3: Prestadoras Independentes – fornecedoras de módulos de IP e de embedded software segundo especificações das DH1 ou DH2.
Os investimentos necessários para a criação e operação de uma DH variam, dependem da complexidade e das etapas em que irá atuar. Observa-se, em relação às DH, que geralmente elas se especializam no desenvolvimento de ferramentas de Electronic Design Automation – EDA, no projeto de módulos de propriedade intelectual(IP-cores) e, no projeto e desenvolvimento de CIs para segmentos da indústria de bens finais; como por exemplo chips para a indústria automotiva, ou para o setor de telecomunicações, de informática, bens de consumo etc. É fundamental também o nível de contato e relacionamento mantido com os seus clientes e por sua vez, com o projeto do produto ao qual se destina o chip em desenvolvimento.
As empresas que oferecem serviços de projeto (design outsourcing) ainda são pequenas empresas, com menos de quinze engenheiros, que não publicam anúncios ou desenvolvem qualquer tipo de publicidade. Dependem dos relacionamentos de longo prazo com seus clientes e das referências que estes passam para novos clientes.
Estima-se a existência de milhares de design houses no mundo provendo serviços de design outsourcing a OEMs e a fabricantes e distribuidores de semicondutores.
Projeta-se que o mercado de design outsourcing tenha crescido a uma taxa anual média de 12% entre 2002 e 2005, tendo alcançado receitas globais anuais da ordem de US$ 2 bilhões.
Por fim, vale ressaltar que os investimentos fixos requeridos para a implantação de uma design-house são relativamente modestos, similares aos custos de instalação de empresas de programas de computador, sendo portanto bastante factível definir uma estratégia de apoio a essa atividade mesmo num contexto de severidade com o compromisso de equilíbrio fiscal que caracteriza o atual momento atravessado pelo País(2)……….
3. Objetivos do Programa CI-Brasil
4. Operacionalização
5. Formação e Capacitação de Especialistas
6. Conclusão………….
nota (1) No caso de componentes que utilizam tecnologias consideradas no estado-da-arte, esses investimentos superam US$
(2) Nos anexos a este documento foi incluída uma planilha em que se detalha os equipamentos e ferramentas computacionais (programas de computador de suporte a projeto de CIs) e respectivos custos, que compõe a infra-estrutura típica de uma “Design-House”.

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