10 de junho de 2026

Proposta de Campos Neto de alíquota mínima para bancos e fintechs não será debatida no Senado, diz Eduardo Braga

Senador responsável pelo projeto de lei que eleva impostos sobre bets e fintechs apresentará seu relatório na terça (25)
Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

1. Senador Eduardo Braga exclui proposta de alíquota mínima para fintechs e bancos diferentes. Defende tributação diferenciada devido às particularidades das fintechs.

2. Braga destaca diferenças entre fintechs e bancos, como estrutura e oferta de serviços. Propõe debate responsável sobre tributação para reduzir ilegalidade.

3. Senador irá apresentar relatório com explicação detalhada. Incluirá questão das bets no projeto de lei de regulamentação, apontando vulnerabilidade ao crime organizado.

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O senador Eduardo Braga (MDB-AL) disse em entrevista ao podcast do jornal Folha de S. Paulo que deixará de fora do relatório do projeto de lei que atinge fintechs e bets a proposta de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, de instituir um alíquota mínima para todos os bancos e fintechs.

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“Conversei mais de uma hora com ele ao telefone. Ele chama de alíquota efetiva mínima [a proposta]. Só que, como eu disse, não dá para fazer uma alíquota efetiva mínima entre produtos diferentes”, disse Braga.

O senador tem a visão de que fintech não é banco” e, por isso, não deve ter regime tributário semelhante, já que fintech “não tem agência bancária, não tem o número de funcionários, não oferece crédito para pessoa jurídica, o tempo de amortização e de crédito tributário são completamente diferentes. Não temos que tratar produtos diferentes com a mesma tributação”.

Segundo ele, o Senado deve debater a questão da carga tributária “de forma responsável e escalonada” para reduzir a ilegalidade e onerar progressivamente a “atividade legal”.

“Eu vou explicar na terça-feira (25), na apresentação do relatório. Não estou dando os números porque sei o que estamos enfrentando nessa disputa. Essa não é uma disputa entre pessoas do bem. Existem pessoas que agem de uma forma muito perversa porque usam a mão de terceiros para manipular, inclusive, a opinião pública”, disse o senador, que também vai incluir a questão das bets no projeto de lei. Ele ressaltou que a falta de regulamentação tem sido aproveitada pelo crime organizado.

O Jornal GGN está promovendo uma série de reportagens especiais que trata da necessidade de regulamentação do sistema financeiro e um olhar especial sobre as fintechs. Confira algumas das reportagens:

Os novos bancarizados, do PIX à inteligência financeira popular

Por dentro do sistema financeiro: A ‘guerra fiscal’ entre bancos e fintechs

Dossiê Fintechs: as manobras cambiais no Banco Central de Campos Neto

‘Porta giratória’ como conexão lucrativa

Questões por trás do movimento de porta giratória

Banco Central e Receita estreitam controles sobre operações das fintechs

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Fintechs: da promessa de modernização à rota para lavagem de dinheiro

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