21 de maio de 2026

“Sem reindustrialização não há combate ao crime organizado”, afirma Elias Jabbour

Desindustrialização iniciada nas últimas décadas jogou milhões de brasileiros na marginalização, com impactos profundos nas grandes cidades
Reprodução

▸ Presidente do IPP, Elias Jabbour, aborda geopolítica, China e violência urbana na UFRRJ, defendendo reconstrução da base produtiva.

▸ Desindustrialização no Brasil impacta marginalização e violência urbana, com Rio de Janeiro mais afetado pela perda de indústrias e empregos.

▸ Jabbour destaca relação direta entre criminalidade e falta de oportunidades no setor produtivo, criticando discursos tradicionais sobre segurança pública.

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Presidente do Instituto Pereira Passos (IPP), o professor Elias Jabbour fez uma palestra, nesta segunda-feira (4), na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), sobre geopolítica, China e os desafios da violência urbana no Brasil. Jabbour defendeu que a reconstrução da base produtiva nacional é condição essencial para enfrentar a crise social e a escalada da violência urbana nas grandes metrópoles.

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Durante a aula, o professor destacou que o processo de desindustrialização iniciado nas últimas décadas jogou milhões de brasileiros na marginalização, com impactos profundos nas grandes cidades, e especialmente no Rio de Janeiro, que foi o estado que mais perdeu indústrias e empregos industriais. “A desindustrialização produziu um exército de pessoas sem perspectiva, empurradas para a informalidade ou para o crime. Quando o país perde suas fábricas, perde também sua capacidade de organizar o trabalho e oferecer dignidade”, afirmou.

Segundo ele, o aumento da criminalidade está diretamente ligado à ausência de trabalho qualificado e de oportunidades no setor produtivo. “Nenhuma política de segurança pública será eficaz se não houver emprego industrial e renda. Só com um novo ciclo de industrialização o Rio de Janeiro poderá enfraquecer o poder do crime organizado”, disse.

Ele também criticou os discursos tradicionais sobre segurança pública, tanto da direita quanto da esquerda. “A direita acredita que o problema se resolve com mais armas, e a esquerda acha que se resolve apenas com políticas sociais. Nenhum dos dois enfrenta a raiz econômica da violência: a desindustrialização. É preciso recolocar o trabalho e a produção no centro do projeto nacional”, defendeu.

Ao abordar a experiência chinesa, Jabbour destacou que o país conseguiu combinar planejamento estatal, desenvolvimento tecnológico e industrialização para reduzir desigualdades e garantir soberania. “A China mostrou que não há milagre: só há segurança e estabilidade social quando há emprego produtivo e indústria forte. É isso que precisamos reconstruir no Brasil”, disse o professor.

A palestra fez parte das atividades acadêmicas da UFRRJ voltadas à reflexão sobre os rumos do desenvolvimento brasileiro e os desafios da soberania nacional.

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  1. João Luiz Garrucino

    4 de novembro de 2025 7:27 pm

    Mas não vai mais haver isto…Então precisa aprovar aborto e pena de morte com fuzilamento de membros do crime organizado e quem já matou duas ou mais pessoas mas com efeito retroativo senão crime vai aumentar cada vez mais o Brasil vira Haiti ou Rio das Pedras…

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