21 de maio de 2026

STF nega que servidores públicos, atuais e futuros, tenham perdido estabilidade com julgamento da ADI 2135

Ao rejeitar recurso contra manobra na reforma de FHC, STF abriu caminho ṕara contratação de servidores fora do regime jurídico único
Divulgação CNJ

O Supremo Tribunal Federal nega que o julgamento da ADI 2135 tenha afetado negativamente a estabilidade de servidores públicos, atuais ou futuros, com a decisão que permite contratações fora do regime jurídico único.

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Nas redes sociais, a Corte fez um “alerta de fake news”, argumentando que o STF “não acabou com a estabilidade de servidoras e servidores públicos”, ao contrário do que algumas contas vinham ventilando nas plataformas.

A ADI 2135, movida ha mais de 20 anos pelo PT e outros partidos de oposição ao governo FHC, pedia a declaração de inconstitucionalidade de trechos de uma mudança na Constituição de 1988, no bojo da reforma administrativa realizada pelo presidente tucano. A emenda à Constituição abriu caminho para a contratação de servidores fora do regime jurídico único, ou seja, pelas regras da CLT ou de pessoas jurídicas, por exemplo. A oposição denunciou ao STF que teria havido manobra na votação da emenda no Congresso.

O julgamento se arrastou ao longo de décadas no STF, até que, nesta semana, ao ser retomada em plenário, a ADI foi rejeitada, com votação puxada pelo ministro Gilmar Mendes – ex-advogado-geral da União do governo FHC – que defendeu que o rito processual no Congresso foi regular, dispensado intervenção do STF na questão.

Assim, a Corte decidiu que é “valida a flexibilização de regime autorizada pelo Congresso Nacional em Emenda Constitucional”.

“A medida não sera aplicada para quem ja é servidor público. Além disso, a decisão tambem não interfere na estabilidade de atuais ou futuros servidores”, afirma o STF.

O tema sera debatido por especialistas na tarde desta sexta (8), no canal TVGGN:

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3 Comentários
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  1. ed.

    8 de novembro de 2024 6:02 pm

    Não entendem (ou FINGEM não entender) que funcionário público concursado de carreira, sem proteção contra a mera politica e políticos serão meros contratados/comissionados por CADA UM QUE CHEGA E QUE SAI, admitidos e demitidos com um custo cada vez maior, privilegiando amigos, parentes e outros particulares que sequer precisarão entender de que se trata o trabalho, a menos de proteger seus padrinhos e frequentemente dividir o butim com eles e lhes fazer campanha eleitoral.
    Também pode ajudar os amicvi de terceirização. Só! Quer dizer, bastante!.
    Concurso (que já tem bandalheira) para buscar COMPETÊNCIA e INDEPENDÊNCIA pra quê, némêz?

    1. Duda Cervi

      9 de novembro de 2024 12:00 pm

      Exatamente!

  2. Rui Ribeiro

    9 de novembro de 2024 6:23 am

    Não acabou a estabilidade do servidor público. Tornou o servidor público estável desnecessário. O efeito final é o mesmo.

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