Taxa de juros é mantida em 2% na última reunião do ano

Banco Central deixa Selic inalterada em meio à pressão inflacionária, principalmente com o avanço dos preços dos alimentos e combustíveis

Jornal GGN – O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central manteve a taxa básica de juros (Selic) estável em 2% na última reunião do ano, em meio à pressão inflacionária gerada pela alta de preços dos alimentos e dos combustíveis.

Esta é a terceira reunião consecutiva em que a taxa Selic não sofre alterações após o ciclo de queda iniciado em julho de 2019 – o BC chegou a cogitar manter os juros em 4,25% ao ano antes da pandemia, em fevereiro, após cinco cortes de juros consecutivos. A piora do cenário econômico levou a um novo ciclo de cortes até a reunião realizada em setembro.

“As últimas leituras de inflação foram acima do esperado e, em dezembro, apesar do arrefecimento previsto para os preços dos alimentos, a inflação ainda deve se mostrar elevada. Apesar da pressão inflacionária mais forte no curto prazo, o Comitê mantém o diagnóstico de que os choques atuais são temporários, mas segue monitorando sua evolução com atenção, em particular as medidas de inflação subjacente”, diz o colegiado, em comunicado divulgado após a reunião.

Em relação à atividade econômica brasileira, a autoridade monetária afirma que “indicadores recentes sugerem a continuidade da recuperação desigual entre setores, em linha com o esperado. Contudo, prospectivamente, a incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia permanece acima da usual, sobretudo para o período a partir do final deste ano, concomitantemente ao esperado arrefecimento dos efeitos dos auxílios emergenciais”.

No cenário externo, a autoridade monetária afirma que o avanço da pandemia em algumas das principais economias deverá afetar a atividade econômica no curto prazo, mas que os resultados promissores nos testes das vacinas contra a Covid-19 tendem a trazer melhora da confiança e normalização da atividade no médio prazo.

“A presença de ociosidade, assim como a comunicação dos principais bancos centrais, sugere que os estímulos monetários terão longa duração, permitindo um ambiente favorável para economias emergentes”, diz o BC.

 

(com informações da Folha de São Paulo)

 

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