Jornal GGN – A média de famílias endividadas durante o ano de 2020 cresceu 2,8 pontos percentuais em comparação com o visto em 2019, atingindo um total de 66,5% – a maior porcentual anual da série histórica, iniciada em 2010, segundo dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Embora tenha alcançado a máxima histórica, a variação do índice em 2020 ficou abaixo do visto em 2019 (3,3 pontos percentuais). Segundo os dados divulgados, o percentual de famílias endividadas avançou até agosto de 2020, quando chegou ao nível recorde de 67,5%. Desde então, apresentou trajetória de queda, fechando o mês de dezembro em 66,3%.
Com mais pessoas endividadas, a inadimplência em 2020 também subiu. Segundo a pesquisa da CNC, a proporção de famílias com contas ou dívidas em atraso cresceu 1,5 ponto percentual, alcançando 25,5% – na média do ano.
A pesquisa da CNC também mostrou crescimento no percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar as dívidas no mês seguinte e que, por isso, continuariam inadimplentes. A proporção cresceu 1,4 ponto percentual em comparação com 2019, subindo a 11% – na média anual, com destaque para o avanço entre as famílias com até 10 salários mensais de renda.
Em relação à capacidade de pagamento, houve avanço de 0,5 ponto percentual no item que diz respeito ao comprometimento de renda com dívidas – média anual de 30% em 2020.. Também aumentou o tempo médio de comprometimento (+0,3 mês, totalizando 7,2 meses), o que reflete a maior participação de modalidades com prazos mais longos de pagamento, como crédito consignado, carnês, além dos financiamentos de carro e casa.
Assim como nos anos anteriores, o cartão de crédito foi apontado como o principal tipo de dívida entre os brasileiros em 2020 – 78%, na média anual. Em segundo e terceiro lugares, ficaram, respectivamente, o carnê (16,8%) e o financiamento de carro (10,7%).
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