Vítimas da Ditadura acionam Supremo contra Bolsonaro por “comemorações” do golpe

Além do mandado de segurança no STF, uma ação popular foi apresentada à Justiça de São Paulo, alegando improbidade administrativa e atentado contra a dignidade por parte de Bolsonaro

Jornal GGN – Familiares de vítimas e sobreviventes da ditadura militar decidiram mover um mandado de segurança contra Jair Bolsonaro, após o presidente determinar ao Ministério da Defesa que realize “comemorações” pelos 55 anos do golpe civil-militar de 31 de março de 1964. Além disso, uma ação popular, alegando improbidade administrativa e outras condutas indignas de Bolsonaro, foi apresentada à Justiça de São Paulo.

Entre os autores da ação está o Instituto Herzog, que reúne a família do jornalista Vladimir Herzog. “Em 1975, a Justiça Militar divulgou uma versão de que ele havia se suicidado na prisão. No ano passado, a Corte Interamericana de Direitos Humanos determinou ao Estado brasileiro que reabra a investigação dos responsáveis pelo assassinato do jornalista”, lembrou O Globo.

A historiadora Janaína Teles também participa da ação. Ela foi presa com os pais quando tinha 5 anos de idade, e assistiu às sessões de tortura comandadas por Carlos Alberto Brilhante Ustra, um dos ídolos da família Bolsonaro.

“Precisávamos tomar uma atitude. Estamos retrocedendo a 1964. Com a decisão, ele (Bolsonaro) defende a tortura e a violência institucional. Todos sabem que houve tortura sistemática no país”, disse ao jornal.

A mãe de Janaína, Amelinha Teles, o irmão, Edson Teles, Tatiana Merlino, Angela Mendes de Almeida e Crimeia Alice de Almeida também assinam o ação, junto com os familiares de Herzog.

Tatiana disse em nota que o grupo se sentiu novamente “vítima do Estado e desrespeitados
pelo presidente da República, que há apenas 90 dias jurou respeitar a Constituição Brasileira.”

O escritório CSPM Advogados Associados, de Porto Alegre, também ajuizou ação popular para impedir o uso de recursos públicos em comemoração do golpe.

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1 comentário

  1. De acordo com os Militares, não há problemas em se comemorar os anos de chumbo, pois esses anos de chumbo são um fato histórico.
    Ora, o massacre de Nanquim também é um fato histórico. Os Chineses ou os Japoneses deveriam comemorar tal massacre, em razão de ele ser um fato histórico?

    Milico pensa com a bunda e caga pela boca.

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