Peça 1 – A teoria do fato

Em 9 de junho de 2016, publiquei um Xadrez sobre a “teoria do fato” (não confundir com a “teoria do domínio do fato”), a técnica que passou a ser utilizada pelo Ministério Público Federal em suas investigações.

Para não se perder com a quantidade de informações levantadas, o investigador deveria desenvolver uma “teoria do fato” inicial, uma tese na qual coubessem as provas levantadas, ainda que incipientes. Depois, a teoria inicial seria gradativamente modificada, à luz dos novos fatos que fossem aparecendo.

Peça 2 – a teoria do fato na Operação Spoofing

Entendido isso, vamos aplicar a Teoria do Fato na Operação Spoofing, que prendeu os hackers russos de Araraquara.

São apenas hipóteses, mas que formam um todo lógico.

Há mais de um mês já corriam rumores de grampo nos celulares da Lava Jato. Imaginou-se, então, uma estratégia que permitisse desviar o foco do conteúdo das mensagens para a criminalização da origem. No limite, permitir a deportação de Glenn Greenwald.

Passo 1 – identificar algum pequeno criminoso digital e prepará-lo para ser o hackeador mor da República.

Passo 2 – fornecer a ele os celulares de personalidades relevantes da República, de presidentes de Tribunais a presidentes da República,

Passo 3 – deflagrar a Operação Spoofing e anunciar a prisão dos hackers com estardalhaço.

Passo 4 – montar o alarde em cima dos números de celulares de autoridades encontradas no celular do hacker, independentemente de comprovação se foram ou não hackeadas. E aproveitar o clima de catarse para articular a deportação de Glenn Greenwald.

Peça 3 – os pontos que reforçam a Teoria do Fato

As seguintes informações reforçam essa narrativa, que acabou se perdendo pela inverossimilhança.

Ponto 1 – a má escolha dos culpados, um DJ, um motorista do Uber, um aluno de curso técnico de uma cidade do interior. Pelo histórico, dificilmente teriam informações até sobre o The Intercept, que atinge um público mais sofisticado. Muito menos teriam capacidade técnica para uma operação de tal envergadura.

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Ponto 2 – a descoberta que o principal suspeito ficou sete anos sem movimentar sua conta do Twitter, retornou um mês antes, transmudado. De filiado ao DEM, apoiador de Bolsonaro, a crítico do PT, tornou-se petista, passando a retuitar matérias críticas a Bolsonaro. Além disso, um belo trabalho da Revista Fórum descobriu que os tuítes eram disparados de Brasilia e o primeiro perfil a seguir o hacker foi do Antagonista, espécie de veículo oficial da Lava Jato e de Moro.

Ponto 3 – a ansiedade de colunista de tecnologia de O Globo que, antes mesmo de qualquer informação da Polícia Federal ou declaração de Moro, referendou a tese de que os hackers detidos teriam sido os informantes do The Intercept, e foi a manchete principal do jornal durante toda a manhã do espetáculo.

Ponto 4 – a pressa de Sergio Moro em atribuir aos hackers o dossiê do The Intercept, antes de qualquer vistoria da PF.

Ponto 5 – a decisão de Moro de telefonar a várias autoridades para comunicar que tinham sido hackeadas. A Polícia Federal sequer tinha aprofundado a perícia. A única prova eram os números de celulares no celular do hacker.

Ponto 6 – Finalmente, a Portaria 666, publicada hoje, sobre deportação de estrangeiros.

Peça 4 – onde a Operação falhou

O factoide dos hackers durou um dia. No final do dia, choveram críticas pesadas de vários setores, que aumentaram de volume quando o presidente do Superior Tribunal de Justiça, Otávio Noronha, divulgou o telefonema de Moro comunicando o suposto grampo contra ele e a decisão de destruir os arquivos apreendidos com os supostos hackers.

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A atitude despertou várias suspeitas, que enfraqueceram o impacto das manobras de Moro.

Sobre os telefonemas – ficou-se em dúvida sobre as intenções de Moro, se tentar, pelo favor ou pela chantagem implícita, apoio para uma radicalização contra o The Intercept.

Sobre a destruição dos arquivos – para impedir que suas conversas tenham outro ponto de vazamento ou para impedir que se descubra a manipulação dos arquivos encontrados com o hacker?

Outros fatores contribuíram para o fracasso da estratégia, o mais relevante dos quais foi o profissionalismo da equipe da Polícia Federal que tocou a operação. A coletiva sobre o caso foi objetiva, sem avançar em ilações e convicções, como a Lava Jato costumava fazer.

De uma fonte da PF ouvi a afirmação, de que não aceitariam repetir o IPM (Inquérito Policial Militar) do Riocentro, um episódio que manchou para sempre a imagem do Coronel Job, o incumbido de esconder o fato.

Em dois momentos, a postura profissional dos policiais abortou factoides de Moro.

Momento 1 – os vazadores de Moro trataram de difundir frases descontextualizados dos hackers detidos, como a história de que tentaram vender o material para o PT e que mantiveram contato com Glenn Greenwald. Aí a PF divulga a informação de que os hackers admitiram não ter entrado pagamento pelas informações, praticamente isentando o The Intercept da suspeita de cometimento de crime.

Seria curiosíssima a reconstituição desse interrogatório preliminar do hacker, que arrancou dele uma declaração que, na prática, absolveria o The Intercept mesmo que fosse ele a fonte do jornal.

Momento 2 – logo após vazar a declaração de Moro, de que iria destruir os arquivos recolhidos, a PF soltou uma nota oficial negando a intenção e dizendo que a autorização teria que ser do juiz do caso.

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A grande bomba se transformou em um crack, quando até o Jornal Nacional se armou de cautelas para cobrir o tema. E, com o palco esvaziado, Moro lança seu último projétil, o tal decreto de extradição que acaba explodindo em um palco vazio com a força de um track.

Peça 5 – à guisa de conclusão

Tudo o que escrevi se baseia em uma hipótese, uma Teoria do Fato. À medida em que novos fatos forem surgindo, a Teoria poderá ser refeita. Ou, o que parece mais provável, reforçada.

A quantidade de irregularidades cometidas em apenas um dia mostra um Sérgio Moro totalmente descontrolado. Vazou informações para autoridades do governo de uma operação sigilosa; antecipou conclusões antes mesmo das perícias; anunciou a destruição de provas, sem ter poder para tal; finalmente, solta um decreto propondo expulsão de estrangeiros de forma sumária, atropelando todas as salvaguardas da Constituição. Para atingir Greenwald, Moro espalhou o terror entre todos os Departamento que trabalham com estrangeiros.

Essa série de abusos liquida completamente o apoio que recebe das forças institucionais, Ministros do Supremo e Organizações Globo, entre elas.

A partir de agora, o único caminho que restará a Moro será apoiar cada vez mais nos grupos de ultradireita que povoam as redes sociais. E no apoio condescendente de Jair Bolsonaro.

15:43 Agora à tarde, Moro explicou que o decreto 666 vale apenas para os paraguaios exilados, que ele decidiu deportar. É factível.

Leia: Xadrez dos hackers de Araraquara – 2

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87 comentários

  1. O cara não foi aos EUA a passeio foi se informar como sair dessa nojeira toda.
    Em Tempo:
    666 o número da besta;portaria de moro.

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      • Os americanos. Óbvio. Moro foi para lá, “de licença” em regressou com essa trama estilo CIA ou FBI.

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      • Rosângela, eu também acho parecido com modus operandi Adelio Bispo. Quem teria criado isso senão a mesma cabeça do caso Adélio? Quem teria interesse no enfraquecimento da candidatura Moro a presidente senão Bolsonaro? Me parece com os velhos esquemas de venda de dossiês feitos pelos arapongas de Zé Serra, o que não quer dizer que seja coisa de Zé Serra e sim esquema parecido. Quem teria interesse no fim das pretensões presidenciais de Moro senão Bolsonaro? Será que teve a mãozinha do Mossad ou CIA para que os hackers tivessem tanta facilidade em invadir essa enorme lista de celulares de autoridades? Será que a Globo sabe de onde veio o esquema Delenda Moro para apontar seus misseis contra Bolsonaro mas não contra Moro? Puxado o tapete do Moro, vem esta etapa da Caça aos Hackres, com a entrada do Moro atuando como herói defensor das autoridades hackeadas. Agatha Cristhie deve estar se revirando no túmulo…ah sim, Bolsonaro não quer ninguém que atrapalhe seus planos de poder, nem mesmo as Forças Armadas, e por isso ontem esteve em Goiania numa espécie de grande comício para a PM….hum….tem gato nessa tuba….

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  2. Um amigo meu, advogado criminal macaco-velho, disse o seguinte no Facebook:
    Acredito que as “mensagens” encontradas com os detidos deveriam ser mostradas ao público e periciadas…
    Moro quer destruir o material porque, provavelmente, esse não tenha relação alguma com os “vazamentos” do The Intercept.
    Sem prova material, ele, Moro, pode inventar qualquer coisa à imprensa e ao público e também pode servir ao pedido de improcedência da possível ação penal, por parte da defesa dos detidos, futuramente, por ausência de prova material do(s) delito(s)…
    https://www.facebook.com/fabio.deoliveiraribeiro/posts/2612692828754529?comment_id=2613514255339053&notif_id=1564139916829935&notif_t=feed_comment

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  3. – E se o vazamento for “fogo amigo”? Há até o depoimento de uma ex funcionária, parece que do MPF, que sinaliza para isso.Hacker algum perderia tempo copiando todo esse material e ainda reproduzindo os audios.

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    • Certeza que o vazamento foi de fogo amigo. E acredito que tenha se dado a partir do desktop do Deltan e não de celular nenhum. Tudo indica que os vazamentos ocorreram do Telegram do Deltan, pois ele faz parte de todos os grupos que tiveram mensagens vazadas. Não esqueçamos que Deltan trabalha numa sala com outros quatro Procuradores da Força Tarefa. Numa eventual ausência, um deles poderia ter acessado o computador dele para procurar ou trabalhar em algum arquivo, ter aberto o Telegram para se comunicar com alguém e se deparado com as mensagens do Deltan. É bem possível que os integrantes da Força Tarefa saibam quem foi, pois qualquer um que tivesse se logado no computador do Deltan teria o login com data e horário de acesso gravados. Isso não seria divulgado porque o vazamento de conversas do Telegram a partir de computador ou celular funcional, que são bens públicos, seria de interesse público e, portanto, não poderia ser considerado ilegal.

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      • quando vc entra para uma quadrilha voce tem que se precaver para não se tornar o bode-expiatório caso alguma coisa dê errado.
        acho eu que todos os integrantes da lavajato tem consigo backups criptografados de todas as conversas dos grupos que participavam.
        e sempre que podiam, copiavam dos desktops ou outros aparelhos dos comparsas sem que estes soubessem as mensagens que eles não dispunham.
        não se esqueçam que esses rapazes do MPF são delinquentes profissionais

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    • “Fogo amigo”… Pois é, se eu fosse Moro não me sentiria tão à vontade assim em vandalizar o Direito, em impor-se autoritário, achando que é dono da PF. Talvez haja policial e delegado da PF que prefere que a lei seja observada… Eu não contaria com a cumplicidade de todas as pessoas da PF para cometer crime.

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      • Eu penso assim. Porém os policiais honestos tem família e sabem do que são capaz de fazer polícia corrupta. Creio que os honestos todos estão coagidos e de mãos atadas. Não só os policiais do bem como os representantes do exército desconfio que estão nesta mesma situação…penso que a situação piora no judiciário baseada nas notícias e no desenrrolar da lava jato… a grande maioria deve ser muito corrupta… Triste. .. Da medo… eu acreditava na justiça…hoje vejo q foi inocência…

    • Cara, eu não sou hacker – mas conheço o procedimento dele(s/as) – e sei que hacker algum copiaria tanta informação de conversa telefônica sem nenhum propósito ou agenda.
      Quer dizer, se um hacker tivesse acesso a essas informações tentaria 1) Subornar/chantagear as vítimas (Moro, Dellantol e cia) e não vender para a imprensa; 2) Obter dados e extratos bancários (ei, Dellantol disse bastante do quanto tava ganhando com palestra) e aproveitar pra fazer uma limpa nas contas e/ou 3) Controlar os celulares para obter e conseguir benefícios particulares;
      Não existe menção alguma a algo desse tipo e esse papo de Hacking Rood não tá colando porque a ficha criminal do DJ com dezenas de golpes não condizem com alguém que, se tivesse capacidade técnica para isso faria algo diferente.

  4. Muito bom.
    Todos têm esse mesmo sentimento, a compreensão de que há algo muito errado.
    Moro acuado passou a cometer atos desesperados.
    Um sintoma do excesso de poder já mostrado na 13a. Vara da República de Curitiba.

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  5. O nome é “Spoofing” e não “Spooling”.
    “Spoofing” é uma técnica usada para disfarçar o IP (endereço de origem) de alguma comunicação na internet.

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  6. Vamos parar por um momento e fazer algumas elucubrações…
    Imaginemos que uma determinada pessoa esteja se sentindo acuada, mas ela tem alguns “amigos estrangeiros” (patrões na verdade), e ela vai até esses “amigos estrangeiros” no intuito de que eles lhe apontem ou aprontem uma saída. E recebe o seguinte plano de ação: você volta lá com mais de mil gravações de espionagens no bolso, que fizemos daqui do nosso país, sobre praticamente todos os escalões de governos passados e presente do seu país (agora quase nosso), dos três poderes, de todas as autoridades políticas, jurídicas, militares e etc, que estão ocupando cargos ou já não mais; arrume um plano para prender alguns bodes expiatórios chinfrins, diga que foram eles que fizeram toda essa espionagem, ou hackeamento, como preferir, e depois saia disparando telefonemas para algumas autoridades escolhidas a dedo, que estejam no comando ou nos primeiros escalões, dizendo que teve acesso a lista desses hackers criminosos e que todas elas, as autoridades, estão lá nas gravações. Daí, você poderá chantageá-los como bem entender porque, afinal de contas, quase todos têm o rabo preso com seus passados nebulosos e, em algum ponto, com a lava-jato e o golpe em andamento desde 2013, não é mesmo? Quer saber? Às vezes, você nem precisa levar essas gravações que temos aqui, apenas diga que as tem e, se alguém começar a questionar, diga que vai destruí-las antes que elas possam comprometê-los. E que fique claro que essa (suposta) destruição das gravações é para o bem e segurança do seu país (agora quase nosso). De repente, você pode até publicar uma portaria para extraditar de volta pra cá, aquele jornalistazinho de meia-tigela que está entalado em nossa garganta até hoje. Então, vá! Qualquer coisa, estaremos aqui na sua retaguarda para o que for preciso. Afinal, o bozo, seu chefe, também é gente nossa, muito nossa.

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    • Boa pergunta, Vera Lúcia. Não fosse esse o país dos golpes políticos, eu até acreditaria numa PF republicana.

  7. Se o Brasil continuar vivendo de escândalo em escândalo, logo seremos um país em ruínas. Quem governa nesse estado de coisas ?
    Quanto a Sérgio Moro, a máscara caiu e ele já deveria estar fora do ministério da Justiça.

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    • Por essas e outras que eu quero o fim desse governo e novas eleições. Com o Lula candidato, quem tem que escolher o governo tem que ser o povo e não os juízes e o STF.

      Pessoal, sem defesas das regras constitucionais, esse pessoal que tomou o governo não tem feito outra coisa além de passar por cima daa regras.

  8. Faltou dizer outras irregularidades que teria cometido nosso patinho metido a marreco:

    – prender, imputar crimes, falsificar provas, manipular provas, coagir, chantagear e, até mesmo, torturar (física ou psicologicamente) e manter encarceirado cidadãos brasileiros.

    Alguém que entende de código penal saberia dizer quantos anos de cadeia daria se algum pobre e preto cometesse esses crimes?

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  9. Olha, até agora o Glenn só tá chovendo no molhado.
    Ele prometeu material “bombástico”. Então que venham as bombas porque tô de saco cheio de tanto esperar,

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    • Essa situação em que Moro se encontra lembra o caso Nizman, um membro do MP da Argentina que, durante dez anos, criou um falso dossiê contra Nestor e Cristina Kirchner, para incriminar os mesmos em relação ao atentado terrorista ocorrido na AMIA, uma sociedade de assistência israelita, em Buenos Aires. Nizman acabou se suicidando, poucos dias antes de ir ao Parlamento prestar depoimento sobre o dossiê, uma vez que sabia não poder mais sustentar a farsa ! …

  10. operação tabajara…e os quatros agentes disfaçados, o motorista de uber, o eletriscista, o estrupador e o DJ….tem tudo pra dar certo.
    a pergunta que não quer calar, quem bolou esse plano formidavel ????
    – Moro, Sergio…Moro…kkkkkkkkkkkk

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  11. Moro está liquidado, todo mundo sabe disso, falta coragem para os amiguinhos mostrarem esse fato a ele.
    Portaria 666, bem sintomática, não?

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  12. Essa teoria pode conter uma arapuca para Moro e afins, com toda essa encenação o verdadeiro Hacker pode “anonimamente” desmascara-los, contactando diversos meios de comunicação e afins, seria a perda total da moral…

  13. Já não se faz mais espiões como antigamente………….

    E o que os beneficia, também os derruba……..a internet…….não fosse por isso, haveria só a “versão oficial”………..minha saudosa mãe dizia quando via um “boy errado” – “esse nem precisa de inimigos, se atrapalha sozinho”………

  14. E as nossas (?) Forças Armadas só esperando para assumir, de vez, o comando do país numa conspiração que incluiu Irmandades diversas, Partidos políticos, todo o empresariado local e estrangeiro e a ajuda fundamental das altas cúpula dos servidores públicos. Sob roteiro e logística dos “amigos” istaduszunidos Israel e demais concorrentes mundiais.
    E tem muita gente boa que critica o PT… Quem resistiria? Brizola? Como?

  15. Outra possibilidade. O DJ, o motorista do Uber, o aluno de curso técnico de uma cidade do interior, são apenas iscas. Dificilmente o Intercept cairia no desespero de entrar em contato com a real fonte. À essa altura do campeonato a PF está restreando tudo o que entra e o que sai do Intercept. MAS…. talvez exista uma lista maior com possíveis suspeitos, e ao prender os iscas a PF está observando o comportamento dos demais suspeitos, tentando afunilar. Houve um aumento nas comunicações? Algum comportamento anormal? Essa trama dos hackers de Araraquara não se sustenta. Acho que foi apenas para provocar reação e descobrir a real fonte do vazamento.

  16. Moro tentou criar uma onda a seu favor e acabou com um tsunami na sua cabeça. Ainda tem muito apoio mas agora vejo algum movimento mais substancial contra seus desmandos. Curiosamente nenhum general se manifestou ainda ou estão esperando a poeira baixar. Os próximos movimentos de moro e intercept é que vão determinar o que vai fazer o STF em seu retorno. É esperar para ver. O jogo é pesado.

  17. Parabéns por que agora, não só o site é atacado quando incomoda bolsominions. O canal do YT com o vídeo da última cartada do Moro está cheio de likes, deslikes e comentários. Muito bolsominion que é apenas revoltado e pouco informado, não sabe que o algorítimo da plataforma costuma recomendar vídeos onde o nível de interação é alta e não leva em consideração se o conteúdo dos comentários é favorável ou não. Possivelmente o vídeo passe dos 100 mil views ao longo do dia.

  18. Qualquer vazador com o quociente de inteligencia dos DJ’s e motoristas de Uber araraquarianos, tem UMA COPIA DE SEGURANÇA guardada em algum lugar, que não pensaram em apagar ou garantir sua destruição. Se for ele o vazador do The Intercept Brasil, onde está o backup??

  19. Então descobriu-se que os tuítes eram disparados de Brasilia e o primeiro perfil a seguir o hacker foi do Antagonista, espécie de veículo oficial da Lava Jato e do $érgio Moro?

    Sei não, hein!… Nesse caroço pode até não ter angu, mas que parece ter, parece

    Eu queria entender o teor do seguinte parágrafo:

    “Sobre a destruição dos arquivos – para impedir que suas conversas tenham outro ponto de vazamento ou para impedir que se descubra a manipulação dos arquivos encontrados com o hacker”.

    Quem teria feito essa manipulação? Nassif, você, porventura, não queria dizer que o $érgio Moro tentou destruir as provas a fim de que se descubra que as mensagens NÃO foram manipuladas pelos supostos hackers?

  20. De Lula eu entendo tudo,de Nassifão,quase tudo.Estabeleci o prazo de 72 horas para ele decifrar essa Operação Tabajara/Paraguaia.Pode até não ter decifrado peremptoriamente,mas chegou perto, igualzinho as pequisas eleitorais.Margem de acerto 95%.Os 5% as próximas horas dirão.Sacaria o intragável Galvão Bueno:A situação já esteve melhor para o MM,depois que a Holanda empatou com o Brasil(PHA).

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  21. Nassif, voce deixou de notar um detalhe interessantissimo:

    1– o telefone hackeado foi o de Dallagnol (senha secretissima “Deltan123”)
    2– a armacao de Moro e equipe com o “Vermelho” tentava objetivamente fazer DE MORO a vitima de um hacker

    So que…

    Isso implica claramente que ambos Moro e Dallagnol RECONHECIAM suas proprias palavras, conversas, e ilegalidades.

    3– tanto que Moro, pensando que OS “trofeus de caca” DELE proprio, en seu proprio telefone, nunca estariam abaixo em qualidade dos “trofeus” do burrissimo Dallagnol, e sendo ele “superior”, a armacao do hacker tomou as dores para seu proprio telefone!!!!!

    (Pra quem nao conhece: “trofeus de caca” sao as lembrancas que um assassino em serie, por exemplo, tira das vitimas e guarda em casa ou no bolso, eternamente, pelo prazer de reviver os momentos do crime. Eh linguagem especializada da psicologia criminal: NAO existe “trofeu” que nao eh psicopata.)

  22. Desafio qualquer psicologista forensico ou profiler, brasileiro ou de qualquer ponto do planeta Terra, seja FBI, CIA, ou puta independente, a *******desdizer******* a minha analise.

  23. Quanto mais Moro tenta diminuir as merdas, mais elas desenvolvem. É como se fosse uma bola de neve. Esse Sergio Moro de merda tem muito que aprender ainda pra ser da uma de esperto.

  24. Uma observação Nassif: “… tal decreto de extradição…”. Não é um Decreto é uma Portaria Ministerial e sem poderes de extraditar ninguém. Hierarquicamente bastante abaixo de salvaguardas legais que impedem esses delírios. Segundo Maristela Basso, professora de direito internacional na USP, diz que a portaria é ilegal e inconstitucional: “Não é da competência do Ministério da Justiça legislar sobre esse tipo de matéria, que entra em conflito com a lei federal”. A Lei de Migração foi aprovada em maio de 2017 durante o governo de Michel Temer após quatro anos de debates. O decreto de Moro regulamenta os artigos 45, que trata do impedimento de ingresso, e o artigo 50, que trata da deportação de quem está em situação irregular no país. (fonte Revista Exame)

  25. nestas alturas, vejo o desMoronado como aquele cara que, afogando-se em sua (im)própria lama, tenta se salvar puxando-se pelos cabelos…

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  26. Sua Teoria do Fato nada mais é que o bom e velho método científico, o empirismo posto em prática. Defrontando-se com um problema formula-se uma hipótese inicial, nada mais que isso, inicial. A partir disso parte para cavucar tudo em busca de provas que confirmem a ideia original ou caso contrário desenvolve -se uma nova hipótese com aquilo que se conseguiu até aquele momento, voltando até a casa 1 do jogo parte-se novamente em busca de provas.
    É chatinho mas funciona, no fim haverá uma explicação clara plenamente confirmada pelos fatos.

  27. “Moro usa o cargo, aniquila a independência da Polícia Federal e ainda banca o chefe de quadrilha ao dizer que sabe das conversas de autoridades que não são investigadas”, disse disse GelipeSanta Cruz, presidente da oab

  28. moro é um perigoso psicopata que precisa ser contido antes q chegue a presidente da república.. esse cara não aprendeu limites

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  29. Boa tarde. Dois reparos; o primeiro, certamente, erro de “tipo”, digitação. O segundo, conceitual.

    I – Spoofing, não Spooling. Spoofing é a prática de impersonalizar alguém, de se fazer passar por alguém em um Sistema de Autenticação, por exemplo, em uma Rede Digital. Já o Spooling seria algo como agendar uma emissão de dados (uma solicitação de impressão se enquadraria bem nesse tópico);

    II – Cracker, não Hacker; os dois, apesar de parecerem, têm comportamento e intenções diferentes. O Hacker só deseja bisbilhotar, enquanto o Cracker sempre tem intenções maldosas, via de regra com fito de lucro.

  30. Nassif,
    Pra quem acompanha há anos a trajetória deste irresponsável, não é possível ficar admirado com o perfil tosco deste que foi uma celebridade tupiniquim, celebridade prá lá de de arque.
    Quando se fantasiou de ministro, a soberba que já era fácil de perceber simplesmente explodiu, mas faltou à soberba a necessária parceria com o conhecimento sobre o modus operandi da política no âmbito federal, pois, como disse o grande Tom Jobim, o brasilsil não é país para principiantes.
    Se o conceito não serve para todos, serve para a maioria da tropa da vazajato, um bando de principiantes a se compreenderem como donos do pedaço – este DDallagnol, o que conversava com deus ( o deus dele deve ter tirado umas férias e olha no que deu), não negou a genética, tem uma família que conseguiu ser proprietária de uma área maior que a do Estado do Amazonas, ou seja, as refeições da família deviam girar em torno do próximo bote.
    Para quem deve a sua eleição ao ministro boquirroto quase ministro do STF ( mais um), o misto de miliciano selvagem e idiota-mór poderia ter livrado a barra do seu benfeitor, que hoje poderia estar escondido em Washington, uma vez que cumpriu com o prometido, lululá, assim o imbecil sumiria do mapa e terminaria por cair no esquecimento.

  31. os supostos hackers já confessaram o crime e o gren vald também confessou que eles eram a fonte das mensagens vazadas pelo seu próprio twitter.

  32. É possível que o grupo de Araraquara tenha, de fato, empreendido o esquema. A técnica
    descrita para a invasão dos celulares não exige conhecimentos sofisticados, de forma que
    estelionatários familiarizados com golpes virtuais, como os antecedentes criminais dos detidos
    apontam, teriam capacidade de reproduzir. Mesmo a grande quantidade de aparelhos
    violados (por volta de mil, aparentemente), poderia ter sido alcançada pela quadrilha ao longo
    de alguns meses focada neste projeto.
    O que parece realmente inverossímil é a possibilidade de um grupo de golpistas
    inexpressivos do interior mapearem os números de telefone das principais autoridades da
    República. Este tipo de informação exigiria conhecimentos informáticos muito mais avançados
    (corrijam-me se eu estiver errado), ou contribuição de terceiros que lhes repassassem os
    contatos.
    Acredito ser neste sentido que as demais suspeitas sobre o caso deveriam se encaixar, e
    aqui vejo algumas possibilidades:
    1 – Os passos descritos pela peça dois do Xadrez, com a entrega dos contatos telefônicos de
    autoridades ao grupo a fim de promover maior impacto à operação da Policia Federal,
    enquanto álibis ideológicos eram paralelamente preparados (reativação do Twitter com
    postagens críticas ao governo, por exemplo). Nesta Jogada haveria a falsa identificação dos
    detidos como as fontes do The Intercept, intentando mitigar a credibilidade deste diante da
    opinião pública, e principalmente, alegar que as provas dos abusos cometidos pela Lava-Jato
    divulgados pelo site adviriam de ato ilícito, o que isentaria a Lava-Jato e seus integrantes de
    maiores consequências jurídicas. A intenção de Moro de destruir as provas visaria
    impossibilitar a (des)confirmação da relação entre os suspeitos e Glenn Greenwald.
    Esta hipótese não parece suficientemente consistente por creditar a Sérgio Moro a
    capacidade de prever corretamente as ações dos verdadeiros interceptadores das conversas
    da Lava-jato (a entrega dos diálogos para um portal de notícias no lugar da chantagem, por
    exemplo), e se mover argutamente em torno dessa previsão com meses de antecedência.
    Conclusão irrealista considerando suas limitações. Menos improvável outra pessoa tomando
    tal iniciativa e direcionando o ministro da Justiça à crença na culpa dos estelionatários de
    Araraquara.
    2 – A contratação dos serviços dos suspeitos por um mandante desconhecido de posse dos
    contatos telefônicos mais importantes do país, possivelmente alguém ligado a política, em
    razão do acesso a tais números e da aproximação justamente de um “hacker” filiado a um
    partido (DEM). Enquanto levava a cabo a devassa nos telefones da República, enojou-se do
    que tomou conhecimento e decidiu divulgar aquilo que mais lhe incomodou.
    Apesar da filiação a um partido mostrar, a princípio, um interesse por questões políticas, e
    das postagens ideológicas do principal nome entre os suspeitos datarem de mais de sete anos
    (quando o mesmo tinha apenas 22 ou 23), sendo possível pelo tempo decorrido e pela
    chegada da idade, outra visão de mundo tomar lugar, não é factível crer que este tipo de
    atitude possa partir de um criminoso em plena atividade. A própria continuidade das práticas
    ilícitas desmentem a hipótese de súbita consciência cidadã.
    3 – A captação das conversas foram requeridas por um indivíduo ou grupo de indivíduos
    bem relacionados (o acesso aos telefones pessoais de autoridades corrobora isso), com
    interesses ainda não explicados. O grupo empreendeu a violação, tendo possivelmente sido
    responsável pelos rumores de invasão de celulares que pululou alguns meses atrás, sem entretanto, fornecer qualquer material à equipe do The Intercept; como Nassif assevera, é
    provável que sequer conhecessem o site. Diante das reportagens da vaza-jato, moro teria visto
    aí a possibilidade de vinculação arbitrária de Glenn Greenwald com o grupo, não só para
    arranhar sua credibilidade, mas, como dito anteriormente, para alegar a obtenção das provas
    de sua suspeição mediante crime, o que as tornariam juridicamente imprestáveis. A declaração
    de um dos suspeitos assumindo-se como a fonte do The Intercept poderia ter sido induzida
    por qualquer agente da PF partidário de Moro ou da Lava-Jato, a mando de Moro ou não. E,
    naturalmente, a ânsia pela destruição das provas teria a finalidade de inviabilizar a
    demonstração de (in)correlação entre os detidos e Glenn. Os telefonemas do ministro para as
    demais autoridades hackeadas visariam, provavelmente, apoio institucional ao ato. Esta é a
    hipótese que mais me agrada por enquanto.

  33. Vendo toda essa lambança do Marreco de Maringá, só chego a uma conclusão: não existe nada mais perigoso do que um idiota com iniciativa.

  34. Esses camaradas presos nao sao hackers coisa nenhuma. Para mim não sabem a diferenca entre um desktop e um notebook. E se apertarem eles um pouco mais, acabam contando toda a verdade. Ai so restara a sr. Mouro dar um tiro no ouvido.

  35. A Manuela confirmou a história do hacker.
    Ele deve realmente ser o hacker e melhor de tudo foi motivo que ele alegou para entregar os dados ao Glenn Greenwald!
    E alegou sem ser petista!
    Queria mostrar ao pais as “falcatruas da lava-jato!”
    Até o hacker que de petista não tinha nada teve consciência de erro praticado pela turma!
    Transcendeu os agentes da justiça e bateu no velho certo e errado, no bem contra o mau!
    Não dá para vê-lo com criminoso neste caso…
    Ele fez um bem ao país!

  36. Muito bom Nassif, como sempre lúcido e inteligente. Parabéns pela iniciativa, necessária nestas épocas tão sombrias!!

  37. Do que sabia ..Gleen ė casado e tem filhos no Brasil, logo, não poderia ser expulso ..ao menos não facilmente

    De importante mesmo, indicando possível dissimulação, é o hacker ter sido do DEM .. partido que tb tem dvs membros prejudicados pela lava jato ..inclusive o gripado:Agripino Maia ..e a OAS que originalmente era ligada ao clã Magalhães ..pra estes, melhor que o ataque parecesse coisa do pt

  38. Devagar com esse andor… Só para ilustrar o meu ponto ouso utilizar circunstancialmente o mesmo estilo documental do articulista, para fazer ver aos incautos que não se pode tomar impressões momentâneas para se ter conclusões definitivas sobre o que está acontecendo, com espirito carregado de wishfull think e decretar o xabú da Operação Spoofingncom o risco de morder a própria língua duas horas depois …

    UOL 18h30: “Suposto hacker diz que acionou Glenn Greenwald por meio de Manuela D’Ávila”

    FSP 19h57: “Manuela confirma ter intermediado contato entre hacker e Glenn Greenwald”

    Para qualquer leigo em cultura política é fácil perceber aonde é que esse imbróglio irá resultar. Para a maioria do eleitorado que é maniqueista, tudo vê no preto e branco, e necessita de um “intermediário” especialista, o jornalista, para lhe fazer inteligível a complexidade da política e seus movimentos, os eventos se encaixarão na ótica dos nós contra eles. Existem “eventos jornalísticos” que podem ser explorados pelos dois lados nesse caso. Se os leitores desse blog aceitam a lógica do articulista é porque comungam de seu mesmo posicionamento político e intelectual no campo progressista. Por outro lado, seguidores de programas jornalísticos como “os pingo nos is”, da Jovem Pan, vão explorar essa “janela Manuela” que se abre para transformá-la em avenida. Virão com o mote “ai tem!”, “a porteira está aberta, por onde o boi passa a boiada”, e que tais. Se foi comprovada a intermediação estarão vinculando em definitivo no seu imaginário conservador de extrema direita o Intercept com os hackers de Araraquara. Mesmo que esse contato tiver sio superficial e interrompido a posteriori pelo Intercept, a declaração da Manuela já será suficiente por condená-los “por convicção” no tribunal da ética bolsonarista.

    Poucos se atentam que eles formam um núcleo duro de 32% do eleitorado que precisam de muito pouco para reafirmarem seu fanatismo. Em minha modesta opinião a declaração da Manoela empata o jogo. No sábado ela estará fervilhando e repercutindo nos sites de direita. Fato é que se caminha para uma guerra de trincheiras de agora em diante. Os avanços serão pequenos sobre os corações e mentes dos campos progressistas e conservador.

    Por isso concluo receitando a todos caldo de galinha e prudência, que não faz mal ninguém. Ainda é cedo para decretar o fim de Moro e sua trupe. O jogo está só no inicio. Não se surpreendam se o imobilismo das posições ideológicas do eleitorado não aprofundar a crise e dividir ainda mais o país. Quem ganhará com isso?
    Não será os que apostam na democracia, por certo. Podemos cair no marasmo político ou no endurecimento político. O contexto político pode permanecer o mesmo por meses a fio, sem expectativas futuras de mudança, ou desencadear uma ruptura violenta para um dos lados. Esperemos que não seja contra a sociedade.

  39. Lembrei do livro q lí Africanos Livres de Beatriz Mamigoniam onde ela fez pesquisas aqui e no exterior para explicar o DESRESPEITO À LEI de 1831 q proibia e punia o tráfico de escravos, a tal da lei pra Inglês ver,onde as Instituições (principalmente o Judiciário da época)se locupletavam/lucravam/abusavam dos escravos q deveriam ser livres,era negociata total,fora através deste livro q ví q os ABUSOS DAS AUTORIDADES vêem desde há muito tempo,DESPERTEI !!!!

  40. Também deve ser explicado que para um crime ser julgado pelo sistema judicial, deve-se caracterizar o crime por meio de descrição e definições muito bem elaboradas, claras e objetivas, procurando evitar ao máximo o subjetivismo. Quando se usa uma palavra, ainda mais de outra língua, como essa estamos caindo justamente na fosso comum de transformar um episódio na celeuma que poderá levar anos para se resolver: como transformar um fato numa ação criminosa, se é essa a questão.

  41. Grande Luis Nassif!
    Perfeita a construção da tese e a subsunção dos fatos a ela.
    Eu gostaria, fazendo um “link” diferente, acrescentar que o comportamento atual de Moro se presta mais a confirmar a veracidade das mensagens do Intercept do que lhe favorecer. Afinal, ele repete o “modus operandi” de quando foi juiz da Lava Jato: elabora o plano, orienta a polícia, toma para si informações que não lhe são autorizadas e, por último, vaza-as, antecipadamente, informando o Presidente, os presidentes das casas legislativas, ministros dos tribunais superiores, entre outros.
    Ele não está repetindo a conduta e, com isso, creditando confiabilidade aos vazamentos do Intercept?

  42. Essa situação em que Moro se encontra lembra o caso Nizman, um membro do MP da Argentina que, durante dez anos, criou um falso dossiê contra Nestor e Cristina Kirchner, para incriminar os mesmos em relação ao atentado terrorista ocorrido na AMIA, uma sociedade de assistência israelita, em Buenos Aires. Nizman acabou se suicidando, poucos dias antes de ir ao Parlamento prestar depoimento sobre o dossiê, uma vez que sabia não poder mais sustentar a farsa ! …

  43. Com a confirmação que foi Manu que indicou Greenwald ao “hacker” (que aprendeu esse tipo de hackeamento em um vídeo no YouTube) essa teoria do Nassif perde o sentido. Não era nem russo, nem israelense e muito menos competente nosso hacker caipira. Sequer usou a Deep Web ou escondeu seu IP. Porém, conseguiu derrubar o Moro.

  44. Moro acuado produzindo fatos para salvar a pele. Belo resumo nesse beabá do Nassif que sempre faz as melhores análises conjunturais. O inferno para o Moro, que queime por lá.

  45. Prezados navegantes e Nassif,

    A armação furada está ai, só não desconfia quem é da claque do Moro e do Bozo, mas apesar de furada tem elementos que lhe confeririam realidade. E na minha opinião deve-se investigar quais seriam os verdadeiros hacckers. Sabendo das viagens sem agenda pública de Moro aos EUA, mas com visitas às agencias de segurança americanas, fico pensando se não foram eles que forneceram todo esse material supostamente apreendido com os garotos de Araraquara. Aliás, invasões de centenas de celulares de autoridades brasileiras, o que me faz pensar no curto período de tempo para fazer um hackeamento em massa e na gravidade de todo esse material estar disponível com os americanos. Seria um golpe de espionagem, de monitoração ilegal de autoridades, políticos, funcionários públicos de alto escalão, jamais imaginado. Seria mais uma colaboração da lava jato com os gringos e agora uma pequena ajuda para resolver essa bruzundanga toda?
    Abs

  46. A encenação com Adelio foi bem sucedida. Mas esta comandada pelo juiz caipira que um dia achou-se o herói do Brasil foi desastrosa, ridícula. E por que Manuela DÁvila confirmou essa pataquada sem nexo? Acuada desde a campanha por ameaças contra sua filha, teve medo inclusive de comparecer a uma sessão da Assembléia no ano passado (quando era deputada estadual) , sessão-homenagem a um casal uruguaio sequestrado no Brasil com apoio da polícia gaúcha durante a ditadura. Desmontada a farsa do juiz, mas devido à rasa percepção existente no país, não é impossível que tal farsa mambembe possa embasar alguma punição contra Glenn.

  47. Blefe como sempre blefou. Resta saber se blefou por desespero ou se blefou por ignorância de seu próprio ato, achando que daria super certo. Mas blefou ridicularmente, acredito. Sobre o decreto 666, é curiosa, no mínimo, a reflexão que fiz sobre os cristãos na política e o caso Moro x Lula aludindo, inclusive, ao anticristianismo. Os místicos adoram estas coisas, mas minha reflexão é puramente racional, é ética. Nem sei se posso colocar o vídeo aqui, mas vou linkar.
    https://www.youtube.com/watch?v=ps1VN3-YNuw&t=856s

  48. Será que PF (agentes) serão mesmo fieis ao marreco? Diante da periculosidade do ex-juiz, devem colocar suas barbas de molho, pq se sabe do que ele é capaz de fazer. Então tenho minhas duvidas se PF vai obedecer as orientações do ministro. Talvez será uma chance de ser descartado fora pela própria PF. Departamento do agentes federais já deu recado. Aguardemos os próximos capítulos

  49. Moro haje fora da Lei desde do começo dessa crise jurídica/partidária, passando pelo golpe parlamentar de 2016; a morte de um ministro do supremo que poderia afastá-lo, o grampo telefônico da presidente da república, a prisão de Lula totalmente ilegal, passando pelo vazamento da lava-jato, a prisão dos hackers, o livro de Rodrigo Janot (prova/cabal) e por aí vai.
    O problema é que Moro haje fora da Lei, porém, representa a Lei, então quem poderia afastar Moro e Dallagnol de seus cargos públicos para que respondam perante a justiça brasileira e perante a OAB através de Processo Ético Disciplinar, seria o STF juntamente com o Congresso brasileiro?
    Acho que o povo brasileiro nunca vai saber.

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