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por Ricardo Mezavila*
Se fingisse empatia durante a pandemia, se não interferisse nos protocolos científicos, se tivesse ficado calado diante do que considerou provocação da imprensa, se fosse menos desumano, se ao menos parecesse com a figura de alguém que foi eleito para governar um país tão diverso, Bolsonaro teria a reeleição mais fácil da história.
Foram quatro anos de governo para ricos, militares e milicianos. Os desfavorecidos passaram o maior perrengue de suas vidas, brigando por restos e sebo de carne, sendo humilhados, explorados, agredidos, desinformados e desassistidos.
Agora, ao apagar das luzes, Bolsonaro quer vender a imagem de que tem alma, que se preocupa com a dor do outro, talvez por isso vá chorar no funeral da rainha Elizabeth II.
Bolsonaro é da mesma ninhada daquele agricultor fascista de Itapeva que gravou um vídeo ameaçando e humilhando uma trabalhadora da periferia, eleitora de Lula, mostrando a face cruel do bolsonarismo.
O vitimismo e lamúria são próprios dos canalhas quando se veem encurralados pelos atos que cometeram, porque não possuem humildade para reconhecer os erros, nem tampouco para um exame de consciência.
No início da semana o ex-Presidente Lula foi sabatinado na CNN e ouviu do entrevistador Willian Waack se, em nome da pacificação nacional, concederia anistia a Bolsonaro caso fosse eleito. A pergunta foi encomendada por Bolsonaro sondando um possível acordo.
Não tem indulto, graça ou perdão, a pouco mais de duas semanas para a eleição, o clima na campanha de Bolsonaro é de desespero. Estagnado nas pesquisas, mesmo tendo jogado a chave do cofre aos abutres e arriado as calças, nada mudou, porque o coelho só sai da cartola de quem trabalha.
*Ricardo Mezavila é cientista político.
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ed.
17 de setembro de 2022 12:24 pmO “minto” não tem limites para sua vida em permanente campanha eleitoral desde os tempos de caserna, onde mesmo já ejetado, digo reformado precocemente com sua incompetente carreira militar interrompida já visitava irregularmente quartéis como “civil” para fazer campanha para vereador.irregularmente. Tempos depois jogou o filho menor contra a mãe também candidata. Tornou-se um expert em reeleger-se a qualquer preço por décadas . Atualmente o “preço” já está em mais de 300 a 400 BILHÕES de uso de dinheiro público para alavancar sua última campanha com PECs ilegais e outras ações só no fim de mandato pré-eleitoral. Esta viagem serve apenas para “sair na foto” com a rainha…Mesmo que esteja dentro do caixão. Quem sabe uma motociata no cortejo fúnebre, com um “royal guard” na garupa? Afinal se pode render votos, Jair estará lá.
AMBAR
17 de setembro de 2022 2:04 pmCreio que somente três motivos levam o bozo às lágrimas: o medo, a frustração e o ódio.