Meu amigo morreu, por Wilson Ramos Filho, Xixo

Meu amigo morreu

por Wilson Ramos Filho, o Xixo

Entramos juntos na faculdade, em 1976. Fizemos política estudantil, perdendo todas as eleições.  Rimos e choramos variadas vezes. Na vida é assim. Celebramos o nascimento de sua filha bem antes da nossa formatura. 

Meu amigo, inteligência vivaz, sempre tinha uma tirada, um sujeito de espírito. Nunca nos afastamos. Ele foi ser advogado público, lecionava Civil. Eu, advogado trabalhista. 

Tivemos muitas causas em comum, defendendo coletivos vulneráveis. 

Por culpa dele, grande incentivador, voltei para a vida acadêmica sem abandonar as lutas sociais. Devo-lhe isso. Um grande sujeito.
Sempre houve reciprocidade, entretanto. Quando sua companheira precisou, eu era dirigente estadual da OAB. Na segunda vez deu certo. Fui de conselheiro em conselheiro por ela, não como favor. Ela tinha todas as credenciais e era a melhor opção.

Meu amigo queria ser magnífico, com maiúscula. Novamente me envolvi por inteiro na pré-campanha. Na última hora, achou melhor não disputar. Meu amigo não gostava de perder. 

Fizemos viagens juntos, pelo Brasil, ao México, à Europa. Algumas vezes em casais, outras só os meninos, oportunidades em que esticávamos a prosa no bar dos hotéis. Eu adorava a sagacidade dele. Era um sujeito adorável sob vários aspectos. 

Apoiei-o quando quis ser nomeado, não sem antes enfaticamente desaconselhar. Dizia-lhe que aquilo lá iria acabar com a vida dele, perderia a privacidade, a liberdade e teria que conviver com um monte de gente que nada tem a ver conosco. Sentia-se convocado. Quase como se fosse predestinado. Ele tanto fez que conseguiu. Cumprimentei-o, explicitando que desta última vez, a em que ele foi escolhido, meu candidato era outro. Elegante, compreendeu. Era muito gentil esse meu falecido amigo.

E deste jeito morreu. Não posso dizer que foi surpreendente seu passamento. Já vinha dando sinais. Não foi uma morte súbita. Mas muito me entristeceu. A morte tem dessas coisas, ainda que esperada ao cabo de longa enfermidade ou ultrapassado o limite razoável de anos, deixa um vazio, um aperto no peito, uma angústia, sei lá. No fundo, até o último momento, ficamos com a irracional esperança de que a morte não ocorra. Morrendo, só restam as virtudes. Na morte é assim. 

Morreu. Foi um grande amigo. Nunca mais riremos, choraremos, tomaremos vinho ou chimarrão. E já sinto saudades do meu finado amigo.

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26 Comentários

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Sergio Brasil

- 2018-04-11 08:52:24

Idiotice é tentar entender a

Idiotice é tentar entender a amizade alheia com esse discurso de "respeito a opinião". Quem é amigo, o é por similitudes por defender pontos de vistas parecidos, por ter a mesma idéia de vida. Por certo, ao ver o "amigo" trair todas as bases da amizade comum de ano e mais anos, isso modificou o pensamento e implicou numa verdadeira traição. Então não trata-se de "condenado" (ilegalmente condenado, registre-se) entre a amizade dos dois, mas de ver a canalhice do medo do enfrentamento de facistas, preferindo abdicar de seu ponto de vista, de deus ideais para ficar "bem na fita", bem na globo, com medo de ser achicalhado em voos e etc. 

Sergio Brasil

- 2018-04-11 08:46:37

Forma magnifica? Um jurista

Forma magnifica? Um jurista que trabalhava pelo garantismo penal. Pela defesa dos mais pobres e excluídos contra o Estado de Exceção e que de uma hora para a outra torna-se adepto do Direito Penal do Inimigo? Que usa de estrategemas para evitar a liberação do réu, como mandar a ação para o plenário (ilegalmente) ao invés da turma? "Bastardo" porque vem da pobreza não é mesmo? Porque é nordestino, não tem dedo. Seria demais esperar de um facistinha de merda como você entender o que é direito, o que é justiça. Vai lá canalha vagabundo, bater panela e votar em aécio. A vida é uma roda, aproveita esse tempo de merda que vocês criaram nesse país destruído. Tua hora vai chegar.

Roberto Sidnei

- 2018-04-11 01:07:25

Sugestão para entender sujeitos como Barroso e fachin
Leiam "a elite do atraso " de Jesse Souza. Lá ele mostra como uma classe média bem intencionada pode aprofundar ainda mais a cultura escravocrata.

Roberto Sidnei

- 2018-04-11 00:58:48

Nossa!
Mãe!

José Carlos Campos

- 2018-04-10 22:03:14

Meu amigo morreu
Olha, se o seu amigo é o ministro Fachin, que se portou de forma magnífica em todas as ações, principalmente recusando um HC para o bastardo do Lula, devo dizer que se é a sua amizade que perdeu, com certeza, quem ganhou foi ele, pois se apóia bandidos, boa coisa você não é.

José Carlos Campos

- 2018-04-10 21:58:19

Meu amigo morreu
Olha, se o seu amigo é o ministro Fachin, que de portou de forma magnífica em todas as ações, principalmente recusando um HC para o bastardo do Lula, devo dizer que se é a sua amizade que perdeu, com certeza, quem ganhou foi ele, pois se apóia bandidos, boa coisa você não é.

Ugo

- 2018-04-10 21:17:01

amigo é coisa prá se guardar....amigo

Lembro da Grande Presidenta Dilma torturada mentindo e sem entregar à morte os amigos.

Descubro a desonestidade do meu sócio.

Descubro a troca de casaca do meu deputado/senador/prefeito etc.

Descubro a desoladora fraqueza do meu amigo.

Para todos eles o meu desprezo.

 

Fernando J.

- 2018-04-10 19:44:50

O Brasil de 2018, por Matheus Pichonelli
 

Matheus Pichonelli

Ontem às 13:53 ·  

Mas então. O Brasil de 2018, lamento dizer, não será um bom lugar para fazer amigos e conhecer gente nova. Jantares de apresentação ou rodas de aniversário se tornaram um terreno minado daquilo que conhecemos como civilização.

Os motivos estão nas capas dos jornais. Mais ou menos como nos muros construídos para separar manifestantes pró ou anti alguma coisa, ficou perigoso circular em qualquer um dos lados se você já votou no inimigo deles ou se não está disposto a dar a cara, matar ou morrer, por ninguém a não ser o goleiro do seu time.

Por aqui, ou você é uma coisa ou é outra, e ponderar sobre os prós e contras do pacote completo virou sinônimo de frouxidão moral e convite à inimizade.

Por isso vai ser tão difícil fazer novos amigos ou conquistar os pais do namorado ou da namorada, o novo chefe, clientes ou novos vizinhos se você não souber exatamente o lado do muro que eles frequentam.

Na vida privada, o problema, quase sempre, é identificar o muro. Os sinais são mais sutis do que a armação de concreto, mas o diabo mora nos detalhes: a supressão estética de qualquer tecido vermelho na casa, bandeira verde amarela na janela (mais de uma é batata), a deformação das panelas, revistas semanais ou manuais com os dez passos para enriquecer ou para ensinar quem tem propensão parcial a não ser um idiota completo. Isso tudo se não for suficiente aquela ronda prévia nos perfis e fotos de capa do Facebook.

Mas cuidado: quem guarda certa decepção por essa ou aquela figura política mas não compartilha do desejo de vê-la em sangue, de ponta cabeça, pingando com os pés amarrados em praça pública, corre o risco de ser amarado de ponta cabeça na praça pública se demorar mais de dez minutos para identificar o terreno onde pisa.

Demonstrar interesse ou exercício de leitura que permita ponderações e informações adicionais a slogans de fácil assimilação é pedir para ser agarrado numa teia de aranha com o selo disso ou daquilo. Na dúvida, adote expressões genéricas próprias do senso comum para não desagradar nem a deus nem ao diabo.

O “que nojeira é a política, não?” é uma espécie de caldo de galinha para a prudência: funciona como quebra-gelo em todas as ocasiões e tem potencial energético para sacudir cabeças que ruminam bovinamente na hora da janta.

“É uma grande palhaçada” tem propriedades dúbias e recreativas. Soam também como música expressões do tipo “Tudo farinha do mesmo saco”, “Sabe quem paga? Nós”, “O lado que trabalha nesse país é sempre penalizado”, “Um país tão rico como esse, com tanto potencial...”, “Tanta gente solta rindo da nossa cara”, “O problema é que o povo é muito acomodado. Se fosse em outro lugar, seria guerra civil”. (Esta última, em especial, funciona como morteiro tranquilizante no recosto do sofá).

De todas, dizer que “naquele tempo a história era outra. Hum” é sucesso de crítica e público entre os mais velhos, principalmente se o tom do “hum” deixar em aberto se o “naquele tempo” era melhor ou pior.

Grunhidos também são recomendáveis. “Eita”, “nossa”, “vixe”, “nem me fale”, “xiiiii”, “ah é”, “pois não é?” são tiro e queda.

Como em jogos de futebol, o mais difícil é suportar os dez minutos iniciais do bombardeio e entender a estratégia dos anfitriões. Passada a primeira etapa, resta administrar a peleja para não ouvir perguntas sobre quem você votou na última eleição. É hora então de chutar a bola para o mato e fingir lesão. A tosse, nesses casos, é um divino xarope.

A persistirem os sintomas, não hesite em seguir tossindo e reclamar do vício no cigarro. Será a deixa para tirar o maço do bolso e pedir dois minutos para “bronzear o pulmão”. Se você não fuma, volte algumas casas do curso de procrastinação. A ausência de cigarros na hora da emergência pode ser prejudicial à saúde mental.

Mas se você é do tipo pavio curto que cora, range os dentes ou espuma quando a linha do aceitável é ultrapassada – como quando alguém defende que por aqui alguém devia ter feito igual o Maduro ou quando o pai de família acha uma puta crítica social foda a figura da prostituta açoitada por Oscar Maroni com a imagem de dois santos juízes protetores ao fundo – não há outro recurso se não colocar um osso inteiro do frango do jantar na goela até a sopa de ervilha sair pelo nariz.

Não tem ódio político que não se compadeça de uma boa sopa de ervilha quente sendo jorrada do nariz.

Se nada disso funcionar, respire fundo e agradeça por não ter nascido em uma época em que as pessoas postavam na vida privada o que pensavam sobre a Lei Áurea, a Independência, as Cruzadas ou as covas dos leões em Roma. Não parece, mas o mundo já foi pior.

Em algum momento da História o bom senso precisou ignorar as conversas paralelas e prevalecer. Caso contrário, estaríamos até agora caçando onça para ter o que jantar.

 

A imagem pode conter: 9 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas sentadas, mesa, comida e área interna

 

JB Costa

- 2018-04-10 18:54:23

O que antes não passava de

O que antes não passava de uma alusão retórica, força de expressão, devaneio de pessimistas, se tornou realidade: o país está dividido. E a divisão se espraia em termos geopolíticos, sociológicos e antropológicos: norte/nordeste versus sudeste/sul, amigos versus amigos, parentes versus parentes. Papoca nos lares, nos bares e em qualquer dos lugares. 

Paulatinamente, haverá regramentos para adequar um cisão que parece irreparável. Lugares públicos ganharão novas diretrizes a substituir ou agregar as já demodê, tipo fumantes x não fumantes; e nos banheiros, além da classificação ordinária Homem x Mulher, mais duas: Homem lulistax Mulher lulista e Homem antilulista x Mulher antilulista. Idem para teatros, aviões, fila do pão, estádios.etc. Talvez até esse tal de "etc" precise ser cindindo nas duas variantes.

O certo, meus amigos/amigas lulopetistas, é que precisamos nos acostumar com a nova conjuntura. Dicas: evite vermelho. Roupas, incluindo cuecas e lenços, sapatos, meias, celulares, batons, colares, carros, motos, tudo de qualquer cor, menos vermelho. Na eventualidade de um sagramento incidental, cubra, esconda o sangue. Se impossível. diga que comeu muita beterraba, mas que seu sangue não é vermelho, é verde-amarelo. 

Na linguagem, coloquial ou formal, nada de expressões singulares tipo: "nunca antes neste país", "povo unido jamais será vencido", "fascismo", e, claro, os proverbiais "coxinha", "manifestoche". 

Não, não estou fazendo graça. Mesmo porque nada disso é engraçado: é sumamente grave; extremamente doloroso e ridiculamente verdadeiro. Um processo de autofagia assoma o país desde a redemocratização, agudizado a partir da emersão de um governo popular de Esquerda. Um ineditismo inaceitável que deveria ser combatido sem tréguas, ou seja, o "vale tudo" seria o patamar. 

De certo modo, sem demagogia e pieguice, a "morte" de um amigo, em especial quando a causa mortis é tão banal, nos faz também morrer um pouco. 

Marcos Antônio

- 2018-04-10 18:47:36

Quando temos uma idéia clara

Quando temos uma idéia clara podemos aceitar ou rejeitar com maior facilidade...

Uma coisa clara é a divisão nas altas esferas do golpe.

A ideia do golpe é uma ação central - ela caminha para a manutenção do golpe, agora o rumo tem variantes e as duas mais fortes hoje são o caminho que quer a Globo e o caminho que quer os políticos, notadamente o MDB.

Isso pode ser visto na guerra entre Gilmar e barroso, pode ser visto nas ações da Dodge que quer a cabeça do LULA, protege o Temer para que ele saia sem traumas "para o bem do país".

Isso nos dá conta que o golpe esta parcelado em cada grupo, os juízes sabem uma parte, o "vem para rua" recebeu uma tarefe no principio, mas nenhum deles tem a ideia global - objetivo.

E se traçada a rota descobrirmos um conto do vigário, a quebra do pais como ato final?

Quanto mais clara ficar a ideia do que é o golpe, mais claros serão as possibilidades de que cada parte envolvida nele faça uma reflexão se valerá a pena persistir nele.

Desde que nasci há uma guerra entre árabes e judeus, é quase certo que morrerei e eles continuarão em guerra!

Pelo que vejo não haverá uma guerra civil, mas há uma divisão que inviabilizará qualquer projeto de nação - seremos uma pais com sinergia menor para maioria de projetos, vamos perder competitividade!

Não temos uma alternativa midiática, uma alternativa de difusão de idéias, na esquerda está provado que o LULA é, por enquanto o único caminho - pois em primeiro temos a globo, em segundo a record, é o mesmo que sair da boca do leão e cair na boca do lobo...

O desejo de maiores lucros de nossa(?) elite e os interesses geopolíticos dos EUA criaram esse monstro.

O golpe em Honduras deve ter despertado a "curiosidade" de empresários brasileiros que devem ter formado convicções após o golpe no Paraguai.

Era a hora de comprar!

Deve ter havido uma busca de entendimento e o teste de força, foram as manifestações de 2013.

Tudo começou por 20 centavos e hoje querem jogar o LULA dos helicópteros e o povo só perdendo!

Para os EUA é guerra hibrida na qual ele limita a influência do Brasil e dos Brics na America latina, na minha visão foi um erros das forças armadas darem proteção ao golpe com a condição limite de distúrbios pelo pais!

Ou seja, se o povo se rebelar, se o LULA não for preso, ai teremos intervenção militar!

Esse acordo para trânsito dos golpistas para o seu objetivo, é perigoso por que abriu-se uma porta para interesses internacionais dentro do Brasil, para alguém que é muito poderoso abrir novas portas torna-se mais fácil, por que as resistência mais nacionalistas já estarão quebradas, o público do golpe não se incomoda com perdas do pré-sal, amazônia azul e riquezas minerais - no máximo interesse econômico!

Vez ou outra evocam as pessoas de bem e uma tal sociedade para reforçar o compromisso com o destino do Brasil!

Qual parcela da sociedade se importou com a renúncia de 300 bilhões de dólares do governo do Brasil?

Os jornais? a globo? os Juízes? O dono do prostíbulo que homenageia Moro e Carmem Lúcia?

E temos crianças sem escola, um povo sem escola que se continuar sem escola e alto desemprego provavelmente no futuro alguns destes serão os metralhados do bolsonaro!

Só uma sociedade burra não entende isso, acho que somos mais que isso!

Quanto mais claro ficar a ideia do golpe, com maior precisão poderemos calcular os danos e revelar ao povo!

Os juizes estão andando no escuro, por que estão indo contra a própria justiça, estão a caminho de se tornarem verdugos!

É possivel alguem estudar medicina e depois achar que matar pessoas é normal?

Alguém vendeu uma coisa aos juízes, mas não passou a consequência deste ato!

É preciso pensar, analisar isso e revelar, por que estamos caminhando apenas como estouro de boiada, apenas a cada dia analisando os acontecimentos...

Temos criar uma teoria que veja o principio e trace as possibilidades do fim, não é impossivel!

Jose Clodoaldo de Lima

- 2018-04-10 18:14:40

Sinto por essa grande idiotice...

Quando vejo esse tipo de carta penso "definitivamente, o brasil perdeu as redeas" pessoas deixando suas amizades por simplesmente discordarem de um assunto.

ele é juiz e motivou sua decisão, respeito é o mínimo que eu esperaria de um amigo. O sr. nunca foi amigo, se amigo fosse, seria o último a sair do lado da pessoa, por mais que o caminho da outra pessoa fosse diferente do seu, por mais que suas opiniões discordassem das suas, e por mais errados fossem os atos do seu amigo, ao seu ver, o Sr. nunca faria uma carta idiota assim para um amigo que ainda está vivo.

o Sr, não conhece amizade, acha que viajar juntos, fazer uns favores alí e outros acolá o transforma em amigo, não colega, amigo o Sr. seria se não colocasse uma decisão dele como juiz sobrepondo a amizade de vocês. O sr. colocou um condenado na frente da amizade de vocês.

eu fico triste pois, infelizmente, as pessoas estão assim hoje em dia, intolerantes, irresponsáveis, falam o que querem, quando querem, mas não querem ouvir nada da outra parte, cheios de razões, não querem debater, querem impor suas vontades e opiniões, como se o mundo tivesse que rodar no entorno do umbigo de cada um.

vejo que o Sr. já tem um certo conhecimento adquirido durante os anos, deveria ter a hombridade de saber separar a amizade das opiniões pessoais.

Esse manifesto foi de uma idiotíce tremenda, rezo para que o Excelentíssimo Ministro Fachin não tenha outros "amigos" como o Sr. pois como eu sempre digo, antes só do que mal acompanhado.

Ugo

- 2018-04-10 18:01:01

"errata"

comentário colocado no post errado

hc.coelho

- 2018-04-10 15:02:31

Também estou pesaroso. Muito triste.

Que será que leva ao suicídio uma pessoa que atingiu o mais alto posto da sua carreira e pela qual havia dado sua vida?

Chegou lá em cima, foi humilhado, traiu e... suicidou de vez.
Outros(as) suicidaram para apoiar a "maioria", que também suicidou.

Quem os(as) suicidou?
Um dia não distante saberemos quem. Espero que logo. Tá perto.

Depois do golpe, o caos.

José de Queiroz

- 2018-04-10 14:18:15

Muitos costumam cometer esse

Muitos costumam cometer esse erro. Em nome de fama e poder, abrem mão de amizades verdadeiras, as que nascem do acaso e se enraizam de forma profunda ao longo dos anos. Para alimentar seus egos, acham que vale a pena. Ganham uma quantidade imensa de amigos bacanas, importantes e aí, aumenta a convicção  de que fizeram a coisa certa. Como nenhum poder é eterno, perceberão, mais tarde, que os "novos amigos" eram de mentirinha e que os verdadeiros amigos não existem mais.

Genaro

- 2018-04-10 14:01:56

Prezado Xixo; Muitíssimo

Prezado Xixo;

Muitíssimo obrigado pelo teu testemunho e coragem, você bem que poderia ficar calado e nos privar do conhecimento da outra face do finado.

Penso que seria muito relevante vocês descrever como foi a vida do teu finado amigo em defesa das lutas sociais. Da parte dele tenho a certeza de que foi usada esta demagogia somente para ser elevado a supremo ministro, pois quem estava na linha de frente, nunca viu ou ouviu o finado nas referidas batalhas.

Você tomou conhecimento de verbas doadas por empreiteiras, envolvidas na lava jato, para alavancar a candidatura do finado amigo ao cargo de supremo ministro?

Da mesma forma como já foi solicitado em comentários anteriores, nos fale sobre as "pressões sobre os ministros indicados pelo PT, não se restringem ao campo político"  Este testemunho seria muito relevante para todo o Brasil

 

Mais uma vez muito obrigado pela tua coragem, a história contará o que você nos conta agora e muito, muito mais.

 

Genaro

Ugo

- 2018-04-10 13:57:43

vendeu a alma

Facchin, não ganhastes amigos, os do momento são oportunistas a te largar quando não obedecerdes ao script.

Perder os amigos sinceros dos quis conhece a profundeza do caratê e a alma é irreparável.

Ugo

- 2018-04-10 13:49:15

cheirando troll

tá ainda lá na feiosa?

André Oliveira

- 2018-04-10 13:36:09

Aquelas cadeiras feiosas tem
Aquelas cadeiras feiosas tem veneno. Quem senta ali nunca mais é o mesmo, vira um zumbi.

Luiz LS

- 2018-04-10 13:35:42

Seu amigo não morreu. Você é que não o conhecia!

Maria Luisa

- 2018-04-10 13:07:40

Que essa vida é morte e a morte é a vida que se quer

Acho que apos todos esses acontecimentos na vida politica e social do Pais, muitos dentre nos poderiam enviar essa carta ipsis litteris a um amigo. Todos perdemos pelo menos um amigo e as ilusões.

 

Rui Ribeiro

- 2018-04-10 12:50:01

Pô, Xixo, que mico você me fez pagar gratuitamente

Eu pensei que era um amigo, mas é o Fachin. Pelamor, desconsidere o meu comentário que ainda não foi publicado.

 

Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis.

Bertolt Brecht O Fachin não é imprescindível. A morte dele lhe vai fazer bem.

 

Mário Mendonça

- 2018-04-10 12:37:10

Prezado Mouro Bom dia  É por

Prezado Mouro

Bom dia 

É por causa desses exageros que o país anda flertando com o fascio!

Abração

Eduardo Outro

- 2018-04-10 12:25:52

Prezado Wilson, que pena ! O

Prezado Wilson, que pena ! O consolo, se é que é possível, é que nada se podia fazer. Câncer é assim mesmo, só tem cura quando precocemente diagnosticado, infelizmente o que não acontece na maioria das vezes. É aquela pequena célula defeituosa, que vai se multiplicando, muitas vezes lentamente, sem gerar qualquer sintoma. Quando se percebe as metástases podem ter atingido até a alma do pobre infeliz. Você não percebeu porque não tinha como perceber, mas lá na faculdade, a célulazinha já estava latente, esperando apenas os fatores desencadeantes da moléstia. Por final, uma singela sugestão : Quando tomar seu vinho, ou o chimarrão, o faça em dose dupla, uma por você e a outra pelos bons tempos, porque o seu amigo, coitado, está definitivamente alijado desses prazeres.

Fernando J.

- 2018-04-10 12:07:56

O afeto que se encerra

Não foi por falta de aviso. O Xixo alertou para o que viria, naquele momento, assumir o STF. O ex-amigo alegou "convocação". O cacete, isso tem outro nome, mais exatamente fogueira das vaidades, onde se imolou. 

Se as relações sociais e familiares já estavam estraçalhadas, atingiram o grau máximo nos últimos dias. O que mais se lê nas redes sociais são desabafos, não exatamente com as palavras elegantes do Xixo, envolvendo amigos e parentes. O Brasil nunca mais será o mesmo. 

Os dois ex-amigos moram em Curitiba, que não é tão grande assim. Em vários momentos vão se cruzar. Alguém vai baixar os olhos de vergonha (ou não), e não será o Xixo. 

Sei como é isso. Por volta de 2013/2014, rompi uma amizade de 19 anos, construída em madrugadas etílicas, pelos mesmos motivos. Não lamento nem por um segundo.

PS.: Wilson Ramos Filho é o pai do garoto de 18 anos que tirou aquela foto que irá para os livros de História. Olha só o naipe das fotos do menino. https://www.franciscopronerramos.com/

A imagem pode conter: 2 pessoas, multidão e atividades ao ar livre

Tamosai no GGN

- 2018-04-10 12:05:16

Alguém pode esclarecer um pouco mais sobre essas pressões?

Alguém pode esclarecer um pouco mais sobre essas pressões?

Com certeza, a mídia hegemônica faz uma pressão enorme, mas eu desconfio que existam pressões que são ainda mais avassaladoras. Quem pode me esclarecer isso?

Rui Ribeiro

- 2018-04-10 12:00:50

Conviver apenas com quem comunga nossas idéias?

 

Estão se Adiantando

(Affonso Romano de Sant'Anna)

 

Eles estão se adiantando, os meus amigos.
Sei que é útil a morte alheia
para quem constrói seu fim.
Mas eles estão indo, apressados,
deixando filhos, obras, amores inacabados
e revoluções por terminar.
Não era isto o combinado.
Alguns se despedem heróicos,
outros serenos. Alguns se rebelam.
O bom seria partir pleno.

O que faço? Ainda agora
um apressou seu desenlaçe.
Sigo sem pressa. A morte
exige trabalho, trabalho lento
como quem nasce.

 

 

Conviver apenas com pessoas que pensam como nós equivale a pregar para o coro.

Meus pêsames e que a terra seja leve ao seu amigo.

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