5 de junho de 2026

O banquete da vergonha, por Ricardo Mezavila

Agora, o Master arrastou em suas águas turvas figuras proeminentes da Corte, do Congresso e de ramificações pelos Estados.
A Festa de Babette - Divulgação

O escândalo do banco Master envolve políticos, juízes do STF e governadores, causando crise institucional no Brasil.
Ministros do STF, como Alexandre de Moraes, rejeitaram Jorge Messias para vaga no Supremo, gerando suspeitas de articulação.
Congresso derrubou veto de Lula ao PL da dosimetria, e PT prepara ADI para contestar a nova lei no STF.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

O banquete da vergonha

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

por Ricardo Mezavila

O escândalo do banco Master, com seus afluentes políticos e corporativos, formou uma tsunami sem precedentes na República brasileira. Maior que o golpe contra a presidenta Dilma, a Vaza Jato e os atos golpistas de 8 de janeiro.

O estrago do caso Master é significativamente mais devastador porque não conta com o apoio da Suprema Corte para combatê-lo. O 8 de janeiro, por exemplo, foi apurado dentro dos trâmites da Justiça, e os envolvidos foram julgados e condenados.

Agora, o Master arrastou em suas águas turvas figuras proeminentes da Corte, do Congresso e de ramificações pelos Estados. No tubo de esgoto estão juízes do STF, senadores, deputados e governadores.

A rejeição de Jorge Messias ao Supremo indica que alguns ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes, não o queriam assumindo a vaga do “malandro agulha” Luís Roberto Barroso, que pulou do barco antes que afundasse. Há especulações sobre uma possível dobradinha Moraes/Alcolumbre, na maior vergonha institucional deste século.

À reboque, e aproveitando que a sujeira está espalhada por todos os lados, o Congresso derrubou o veto do presidente Lula ao PL da dosimetria, que permite a redução de pena dos condenados pelos atos golpistas.

O Partido dos Trabalhadores prepara uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) para enviar ao STF, que terá prazo para decidir sobre a constitucionalidade da nova lei.

A questão é: a conexão de ministros do STF, como vem sendo apurado pela imprensa, com o banco Master será impedimento para uma consulta detalhada à Constituição Federal?

De fato, o banco Master conseguiu unir desafetos e inimigos políticos para um banquete. O eleitor tem a obrigação de ir até a porta para anotar os nomes dos convidados e execrá-los na eleição deste ano.

RIcardo Mezavila é cientista político.

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected]. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

“Democracia é coisa frágil. Defendê-la requer um jornalismo corajoso e contundente. Junte-se a nós: https://www.catarse.me/JORNALGGN

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados