STF, uma Corte à deriva, que acolhe a mentira e aprisiona a esperança, por Sergio Medeiros

Não é somente a história que agregará a infâmia de seus atos, insensíveis, inservíveis, decadentes, a vida lhes cobrará parte da conta.

STF, uma Corte à deriva, que acolhe a mentira e aprisiona a esperança

por Sergio Medeiros

Não foi a decepção, a dor maior foi não poder ver a alegria…

Por um instante, imaginei como seria a alegria que, como uma onda avassaladora, iria se espalhar pelas ruas do país assim que fosse anunciada a liberdade de Lula.

Imaginei o riso contagiante dele, o rosto brilhando de felicidade, resplandecente como o de um menino.

Imaginei os nossos próprios gestos, a mão cerrada de cada um, em todos os lugares um punho erguido num gol, puro êxtase e alegria.

As pessoas saindo das casas, nas ruas, nas praças, nos lares, nos bares, a cerveja enchendo cada copo e o brinde efusivo entre todos, todos amigos, todos solidários, todos numa imensa festa coletiva.

Não haveria espaço para lembranças tristes em tal manifestação, somente luta e resistência insubmissa seriam toleradas, para compartilharem os sorrisos.

E ai, nestes tantos atos espontâneos, talvez, estaria o germe de um novo mundo, fundado no desprendimento e no riso.

Por isso posso dizer mais uma vez.

Não foi a decepção, a dor maior foi não poder ver a alegria...

Olhem ministros, ao invés de praticardes a justiça, que viria junto com seus primos irmãos o riso e a distribuição do pão, vocês insistiram na força, no cultivo do ódio e no encarceramento da verdade.

Não ignorais as mentiras de Moro e Dallagnoll, então porque as acolheram e lhes deram guarida, como se a lei permitisse tal degradação e, ainda que provisória a decisão, isso em nada diminui a infâmia praticada.

A miséria da existência perpassa por vossas mãos.

Crede, para vocês, alguns degraus de Dante já foram transpostos e em direção a um local sem retorno.

Não é somente a história que agregará a infâmia de seus atos, insensíveis, inservíveis, decadentes, a vida lhes cobrará parte da conta.

De suas sentenças, não se colhe a verdade, mas apenas uma mal disfarçada arrogância, fruto de medo e poder, escondida em meio a frases pomposas e vazias, um poder vassalo, com rédeas, morais e físicas.

Nem mesmo Caronte se dignará a acolher suas moedas.

Nenhum livro contará suas histórias com regozijo, mas sim com lamentação e desprezo.

Sua maior culpa, não é somente a traição a Constituição cidadã que juraram guardar, seu maior crime é tirar a esperança do povo, que esperava apenas um pouco de liberdade e consolo na voz de um dos seus.

Há tempo de emoção e tempo de razão, tempo de rir, de chorar e de abraçar com força os amigos, engolindo a impotência frente a força bruta.

A indignação nesta hora cede ao lamento, a solidariedade, ao abraço.

Mas, o Amanhã (que também é hoje), nos encontrará novamente na luta.

Vocês não perdem por esperar, sem contemplações, a alegria vai vencer o ódio e encher as ruas de risos e esperança.

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