5 de junho de 2026

Uma pedra sobre o assassinato de Marielle Franco, por Gustavo Gollo

Acaso a denúncia que levou à prisão do réu, não se referia aos mesmos denunciados no artigo de O Globo sobre o “Escritório do Crime”?

Uma pedra sobre o assassinato de Marielle Franco, por Gustavo Gollo

O delegado do caso Marielle acaba de ser trocado. O que assume agora, indicado por um governador comprometido até sua posse em abafar as investigações, parece ter sido escolhido exatamente com esse propósito – de abafá-las.

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O antigo delegado, de qualquer modo, o que deveria ter se responsabilizado pela solução do caso, passou um ano em silêncio, pedindo compreensão para com o sigilo sobre investigações que talvez em nada resultassem, não tivessem sido tão intensos os clamores carnavalescos. Foi só a partir de denúncia anônima, aliás, que os longos esforços acabaram resultando na prisão de um miliciano e de seu fiel escudeiro. A estratégia de manter sigilo, já anunciada também pelo novo delegado, aliás, se assenta como uma luva aos propósitos da Franquia do Crime, que consistem em abafar qualquer alusão a crimes cometidos por milicianos.

Antes que se instale o anunciado silêncio, lembremos de algumas lacunas, de respostas que não foram esclarecidas pelo delegado agora afastado do caso – afastado, aliás, para bem longe.

Acaso a denúncia que levou à prisão do réu, não se referia aos mesmos denunciados no artigo de O Globo sobre o “Escritório do Crime”, que teriam cobrado R$ 200 mil pelo assassinato, e teriam sido alvo da operação Intocáveis, na qual o mais intocável deles, o amigo da família do presidente, teria sido avisado das buscas, e escapado da prisão?

Qual o teor restante da denúncia que levou à prisão do réu?

Não foram 2 os carros usados para fechar aquele em que estava Marielle e executá-la? Não estariam os réus no carro que a fechou? Não estava no outro carro um especialista no uso da submetralhadora suposta como arma do crime?

Enquanto esperamos pelas respostas, atentemos para a extrema consideração outorgada pelos meios de comunicação aos ilustres criminosos, tão claramente alinhada às novas diretrizes tomadas pelo país, e em nítido contraste com a que foi dispensada ao ex-presidente Lula.

Fiquem também com esse vídeo ilustrativo da atuação das milícias:

https://youtu.be/HjmqMDO7rgQ

Veja também:

Conspiração 1: O Escritório do Crime

Conspiração 2: A Franquia do crime

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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