21 de junho de 2026

Ministro de Israel ameaça dominar territórios de Gaza, caso não libertem reféns

A declaração foi feita após a quebra do cessar-fogo de dois meses nesta semana, onde Israel bombardeou Gaza deixando pelo menos 504 mortos
Ministro da Defesa israelense, Israel Katz. | Foto: reprodução/X @Israel_katz

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, deu uma declaração nesta sexta-feira (21), onde ameaçou anexar partes da Faixa de Gaza caso o Hamas não liberte os reféns israelenses ainda mantidos em cárcere no território palestino.

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“Ordenei que o Exército tomasse mais território em Gaza (…). Quanto mais o Hamas se recusar a libertar os reféns, mais território perderá, que será anexado por Israel”, afirmou Katz.

O ministro também ameaçou expandir as zonas-tampão ao redor de Gaza com uma “ocupação israelense permanente” para proteger as populações civis.

Após dois meses de trégua, Israel intensificou os ataques contra Gaza, ainda nesta semana, bombardeios massivos atingiram o território palestino. Segundo a Defesa Civil da Faixa de Gaza, pelo menos 504 pessoas morreram desde os novos ataques, incluindo 190 menores de idade.

Na quarta-feira (19), tropas israelenses ampliaram operações terrestres, aumentando a pressão sobre o Hamas para a libertação dos reféns, enquanto no dia seguinte, Israel expandiu a ofensiva no sul de Gaza, após o lançamento de foguetes contra Tel Aviv, além de anunciar a morte do chefe da agência de segurança interna do Hamas, em Gaza.

Até o momento, não existem possibilidades ou atualizações sobre um novo acordo de cessar-fogo.

O grupo do Hamas quer um cessar-fogo permanente, a retirada israelense de Gaza, a reabertura das passagens para ajuda humanitária e a libertação dos últimos reféns. Enquanto, Israel deseja estender a primeira fase da trégua até abril e exige a “desmilitarização” de Gaza e a saída do Hamas antes de avançar para um segundo estágio do acordo.

Israel tomou a iniciativa de bloquear a entrada de ajuda humanitária e cortou o fornecimento de eletricidade para Gaza, onde vivem cerca de 2,4 milhões de palestinos, para pressionar ainda mais. O governo israelense também não descarta retomar a guerra caso o Hamas não ceda.

A primeira fase da trégua, encerrada em 1º de março, resultou na devolução de 33 reféns a Israel, oito deles mortos, e na libertação de cerca de 1.800 prisioneiros palestinos.

Desde o seu início em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas atacou o sul de Israel, deixando 1.218 mortos, a maioria civis, segundo balanço da AFP com base em dados oficiais, Israel lançou uma retaliação causando a morte de pelo menos 49.617 pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, e divulgados pela ONU.

*Com informações do portal G1.

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Milleny Ferreira

Milleny Ferreira é estudante de jornalismo, repórter no Jornal GGN e produtora na TV GGN.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Carlos

    21 de março de 2025 11:40 pm

    Voltaram, foram só umas ferias e precisam aproveitar o apoio dado a matança pelos EUA e a leniencia, porque não cumplicidade, do resto do mundo.
    Quando estes canalhas conseguirem seu objetivo, o holocausto palestino, vão tentar expandir pela região é aí é aquela história:
    “Primeiro eles vieram buscar os palestinos , e eu fiquei calado — porque não era palestino.

    Então, vieram buscar A,B e C, e eu fiquei calado — porque não era A,B ou C.

    Foi então que eles vieram me buscar, e já não havia mais ninguém para me defender.

    Desculpe Martin Niemöller pela alteração.

  2. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    22 de março de 2025 7:32 am

    É a mesma promessa macabra desde outubro de 2024. Será que eles lembrarão dessas promessas quando o tsunami islamita cair sobre eles?

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