O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, dissolveu o gabinete de guerra, afirmou um funcionário de alto escalão do governo, nesta segunda-feira (17), segundo a Agência Reuters.
O gabinete contava com seis membros. De acordo com o The New York Times, a dissolução já era esperada desde a saída do ex-general centrista Benny Gantz e seu aliado Gadi Eisenkot do grupo. Entenda.
A entrada e a saída de Gantz do governo
Gantz era um rival político antigo de Netanyahu, mas se uniu ao governo após o ataque do Hamas contra Israel, em 7 de outubro. A criação do gabinete havia sido uma exigência de Gantz e seu partido para a sua entrada na coalizão.
O ex-general e seu aliado Eisenkot deixaram o governo no início deste mês, em meio a divergências sobre a condução da guerra. Segundo os críticos, Netanyahu foi influenciado na guerra por ultranacionalistas do seu governo, que são contra a um acordo de cessar-fogo em troca da libertação de reféns.
Exigências e tensões
Agora, Netanyahu deve manter as consultas sobre a guerra em Gaza com um grupo de ministros, incluindo o ministro da Defesa, Yoav Gallant, e o ministro dos Assuntos Estratégicos, Ron Dermer, que integrava o gabinete de guerra.
Outros aliados nacionalistas-religiosos de Netanyahu, no entanto, teriam exigido também suas inclusões no gabinete de guerra, entre eles os ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir – este último o mais radical do governo e líder de um partido da extrema-direita.
Esta ação teria intensificado as tensões com parceiros internacionais, incluindo os Estados Unidos. Contudo, vale lembrar que Netanyahu só conseguiu formar governo após se aliar com a sigla de Ben-Gvir.
Pausa e críticas
Neste domingo, o Exército de Israel anunciou uma pausa diária nos ataques na Faixa de Gaza para facilitar a entrada de ajuda humanitária – medida que foi exigida por aliados internacionais de Israel, incluindo os EUA.
Como esperado, a ação enfureceu os ministros radicais do governo e, consequentemente, foi criticada por Netanyahu.
Mas, em abril, Israel já havia prometido em abril que permitiria a entrada de ajuda no território palestino, após um telefonema entre Netanyahu e o presidente estadunidense, Joe Biden.
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