Riyad Mansour, representante da Palestina no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou em coletiva de imprensa, nesta terça-feira (17), que um dos principais objetivos dos palestinos é o cessar-fogo, após o suposto ataque de Israel a um hospital em Gaza.
“O nosso grupo está reunido e unificado ao redor de tres objetivos. Primeiro, pôr fim à carnificina, com o cessar-fogo. Segundo, permitir que o auxílio humanitário chegue a todos os pontos da Faixa de Gaza. E terceiro, não permitir que esse desalojamento forçado aconteça”, afirmou Mansour.
O pedido de cessar-fogo ganhou força depois que um míssel atingiu o hospital de Ahly Arab, em Gaza, e vitimou, pelo menos, 500 pessoas, de acordo com a estimativa do Ministério da Saúde da Faixa de Gaza.
“Não há objetivo mais alto do que o cessar-fogo imediato, porque a continuidade da guerra significa continuidade de vítimas, mais pessoas sendo mortas, crinças, mulheres, idosos, enfermos e assim por diante”, continuou o representante palestino.
Mansour afirmou ainda que fará tudo o que estiver ao seu alcance para pôr fim, ao menos temporariamente, a guerra e “interromper a agressão ao povo de Gaza”. “Não demonstraremos nenhuma leniência neste ponto. Há a urgência maior para alcançar este objetivo do que alguns dias atrás e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance, inclusive por meio da nossa representação, da nossa irmã que representa os árabes no Conselho de Segurança.”
Ataque
O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza estima que um ataque supostamente israelense atingiu o hospital de Ahly Arab e matou, ao menos, 500 palestinos, número que deverá ser ainda maior, pois além de receber feridos, o local também servia de abrigo para muitos civis que tiveram suas casas destruídas ou cumpriam as ordens de evacuação de Israel.
“Um novo crime de guerra cometido pela ocupação no bombardeamento do Hospital Al-Ahli Arabi, no centro da Cidade de Gaza, resultando na chegada de dezenas de mártires e feridos ao Complexo Médico Al-Shifa devido ao bombardeamento. Deve-se notar que o hospital abrigava centenas de pacientes, feridos e pessoas deslocadas de suas casas à força devido aos ataques aéreos”, informou o governo.
Se os 500 óbitos forem confirmados, este será o ataque mais mortal promovido possivelmente por Israel desde 2008. O ataque deixou, ainda, centenas de vítimas que estão sob os escombros, de acordo com o ministério.
LEIA TAMBÉM:
Deixe um comentário