
Por Motta Araujo
Ref. ao post: Entendendo o desgaste de Dilma com os empresários
Não existe uma só categoria OS EMPRESÁRIOS. Há empresários globais, grandes, médios e pequenos, cada grupo tem atitudes, interesses, percepções e aspirações próprias e em função dessa postura sua relação com a politica é condicionada, a questão psicológica, social, atitudinal é a chave para entender o atual clima econômico.
No geral os empresários querem um ambiente de REGRAS estáveis, previsibilidade, horizontes claros, postura para os negócios dos governos. A atenção do governo aos empresários, suas demandas e sugestões, cria um clima de otimismo e apoio que se reproduz em ondas por toda a cadeia empresarial.
Durante o Governo Militar, os almoços anuais das grandes entidades empresariais, ABIMAQ, ABDIB, ABINEE tinham oito a dez Ministros, no almoço de 1978 da ABINEE havia 11 Ministros, durante os anos 70 especialmente os Ministros da área econômica percorriam o País se encontrando com empresários, fui a dezenas de encontros com Ministros, como Simonsen, Delfim, Stábile, César Cals, Galveas, outros Ministros organizavam Missões comerciais com 100 ou 150 empresarios, como o Ministro Galveas para a Argélia e Tunísia em 1981, no ano seguinte para a Arábia Saudita, Kuwait e Iraque, havia um contínuo intercâmbio de ideias e projetos do Governo com empresários. Simonsen recebia os empresários para almoços no Nacional Clube ou no São Paulo Clube, no Paulistano; José Flavio Pécora que era o 2º do Delfim também tinha intenso contato com empresários, hoje um grande empresário não é atendido nem pelo Chefe de Gabinete, mandam alguma secretária atendê-lo A NÃO SER se for contribuinte de campanha, dos fortes.
Neste governo quis levar um importante empresário asiático, presidente mundial de um grande grupo que acaba de investir US$1 bilhão em nova fábrica no Brasil, ele queria apenas agradecer a acolhida ao Governo. Tentei audiência com três Ministros, impossível, depois com o Secretário Executivo dos Ministérios, impossível, no fim em um Ministério foi possível uma audiêcia com um funcionário de terceiro escalão, todas as audiências foram solicitados com três meses de antecedência. Altas autoridades do Governo não demonstram o MENOR INTERESSE em receber um empresário importante de um grande País, tambem líder empresarial nesse País, que tem muito a investir no Brasil.
Um empresário que invista US$1 bilhão em QUALQUER ESTADO AMERICANO seria recebido no aeroporto pelo Governador, nos grandes países quem monta uma grande fábrica é atendido com TAPETE VERMELHO, flores e almoço pelo menos por algum Ministro, aqui o desdém do governo federal é absoluto, a cultura marxista de todo o escalão econômico do Governo é ANTI-EMPRESARIAL, eles fazem um esforço algumas vezes para dar a mão para empresários mas é forçado, fazem com repulsa, já líderes de movimentos sociais, de índios, de quilombolas, de pescadores, de grevistas, sem teto, sem terra, passe livre tem acolhida cordial no Planalto.
A coisa é assim, depois não sabem porque a economia não cresce e porque os empresários não curtem o governo.
anarquista sério
3 de setembro de 2014 1:14 pmPerceberam uma coisa?
Perceberam uma coisa?
Nenhum pobre,principalmente antes de 1990,tinha duas consoantes juntas no nome.
Duas consoantes juntas é coisa de gente chic.
Não é mesmo, MoTTa?
Motta Araujo
3 de setembro de 2014 2:01 pmMeu caro, não posso fazer
Meu caro, não posso fazer nada se o nome é assim nos documentos.
Francy Lisboa
3 de setembro de 2014 2:26 pmPutz. Contribuicao
Putz. Contribuicao imponderavel ao debate dada pelo Anarquista Serio, como sempre, divino.
Dê
3 de setembro de 2014 3:03 pmE???
E???
Lionel Rupaud
3 de setembro de 2014 1:19 pmRelato muito importante do AA,
tem obviamente certo nostalgia do passado mas é muito realista.
O Pimentel foi um terrível “ministro do desenvolvimento” não saia da sala com ar condicionado, só para voltar para Minas cuidando da sua candidatura a governador.
Acho que vemos claramente o fim do ciclo “PT no governo federal”, visível na terrível mediocridade do ministério Dilma.
Agora a “era Marina” será a dos financistas “lobos de Wall Street”, o Brasil se transformará num “imenso Portugal”.
A única esperança é que seja uma “destruição criativa”, mas tenho lá minhas dúvidas.
Ivan de Union
3 de setembro de 2014 1:24 pmO exemplo dos militares foi
O exemplo dos militares foi ruim, Andre, so porque TODAS as companias brasileiras -portanto, os empresarios-viviam sob guerra declarada do governo entao. Alias, nao ficaria nem um pouco surpreso se isso tivesse durado ate 2002.
Tambem, o numero de falencias (absoluto ou porcentagem) de grandes e pequenas empresas causadas por barbeiragens do governo militar comparado com agora seria… meio obsceno.
José X.
3 de setembro de 2014 1:28 pm“ele queria apenas agradecer
“ele queria apenas agradecer a acolhida ao Governo”
Bobagem…desde quando empresário quer “agradecer” governo ?
Não sei o contexto do caso citado, mas o que empresário sempre quer é mamar nas tetas do governo, qualquer governo.
Aqui, nos Estados Unidos, no Japão, em tudo quanto é lugar.
Empresário não quer colo de governo, empresário quer é teta de governo
Motta Araujo
3 de setembro de 2014 2:28 pmEsse caso foi tratado por
Esse caso foi tratado por mim, pessoalmente. No mundo empresarial global há PROTOCOLOS de convivencia e relacionamento. Uma grande empresa estrageira espera ser bem vinda e bem recepcionada em um Pais onde faz seu primeiro investimento, é protocolar e os empresarios japoneses especialmente DÃO EXTREMA IMPORTANCIA A PROTOCOLO. Uma empresa que investe US$1 bilhão quer ter certeza de que pode acessar o governo quando tiver problemas e o primeiro encontro com um Ministro da area é considerado MUITO IMPORTANTE, até para entregar PESSOALMENTE o convite de inauguração da fabrica, isso é para eles de extrema importancia. Neste caso que citei
se tratava do CEO mundial de uma grande empresa. Não conseguiu ser recebido por nenhum Ministro, nem por nenhum Secretario Executivo, aliás um Ministro agendou e na ultima hora desmarcou. Está claro?
Nos anos 60 a Metal Leve, fabrica brasileira de auto peças, fez um pequeno investimento em um laboratorio no Estado da Carolina do Norte nos EUA, era necessario para certificar pistões de avião que seriam evendidos nos EUA, o investimento foi de US$3 milhões, meu pai naquela época era diretor da empresa, o Governador deu boas vindas pessoalmente ao novo empreendedor no Estado e se colocou a disposição para qualquer problema, repito era um investimento pequeno,
é da cultura de um pais empreendedor dar boas vindas a quem se arrisque a investir em seu territorio, é questão de BOA EDUCAÇÃO, de cultura empresarial, de civilização e de organização de um Pais.
Ricati
3 de setembro de 2014 5:41 pmMotta, muito oportuno seu
Motta, muito oportuno seu post.
Essa arrogância do atual governo advém de inexperiência. Precisam tomar um trupicões. E este pessoal esquerdista não entende nada de cultura oriental, onde a falta de respeito pode provocar desonra e levar até ao “sepuku”. Eles não conseguem imaginar pensamentos diferentes dos vermelhecidas e não entendem que empresariar é um sacerdócio que exige muita fé no futuro e precisa estabelecer de confiança nos cenários. O remédio pra curá-los ja está chegando.
Agora esta postura que vc atribui à esquerda, hoje é geral no meio político. Eles estão poderosos que nem se importam em dar as mãos a eleitores. Aqui na minha cidade o prefeito anterior foi cassado pois o 30% partidário das obras que ele realizavam não estavam fluindo da maneira correta. Já o atual espantou 3 grandes empresas – tipo Mercedes Bens e Honda – por falta de visão e por não dar-lhes a devida atenção.
O pior é que só a Marina, a ainda sutilmente, é que ouviu as vozes por mudanças clamadas nas ruas no ano passado.
Ricati
3 de setembro de 2014 5:41 pmMotta, muito oportuno seu
Motta, muito oportuno seu post.
Essa arrogância do atual governo advém de inexperiência. Precisam tomar um trupicões. E este pessoal esquerdista não entende nada de cultura oriental, onde a falta de respeito pode provocar desonra e levar até ao “sepuku”. Eles não conseguem imaginar pensamentos diferentes dos vermelhecidas e não entendem que empresariar é um sacerdócio que exige muita fé no futuro e precisa estabelecer de confiança nos cenários. O remédio pra curá-los ja está chegando.
Agora esta postura que vc atribui à esquerda, hoje é geral no meio político. Eles estão poderosos que nem se importam em dar as mãos a eleitores. Aqui na minha cidade o prefeito anterior foi cassado pois o 30% partidário das obras que ele realizavam não estavam fluindo da maneira correta. Já o atual espantou 3 grandes empresas – tipo Mercedes Bens e Honda – por falta de visão e por não dar-lhes a devida atenção.
O pior é que só a Marina, a ainda sutilmente, é que ouviu as vozes por mudanças clamadas nas ruas no ano passado.
Free Walker
3 de setembro de 2014 1:31 pmO Motta eh Nota DEZ, o bruxo
O Motta eh Nota DEZ, o bruxo quatrocentao que levanta o blog.
Henrique, Outro
3 de setembro de 2014 1:32 pmDilma recebeu até seus arqui-inimigos no palácio
Dilma Roussef , recebeu no palácio um Marinho – dono da TV Globo- e um Civita – dono da Abril/Veja, arqui–inimigos confessos do governo, com suas canhoneiras apontadas diuturnamente contra o governo
Sabe de uma coisa nossa burguesia é burra. Seu cérebro é do tamanho de uma noz.
Prefere perder dinheiro e falir mas que o governo seja neoliberal puro sangue. É suicida.
Com o governo de Lula e Dilma encheram as burras de dinheiro, mas tem saudade da política de 1998-2002,
quando afundou.
Francy Lisboa
3 de setembro de 2014 2:17 pmNao se pode criticar nada do
Nao se pode criticar nada do texto sob o risco de ser chamado de fanatico petista. Mesmo com fabricantes vindo se instalar aqui no Brasil, investimento estrangeiro, a tal “politica de gabinete” reverberada pelo Nassif ganha forca em um setor que majoritariamente aprendeu a mamar no Estado desde dos tempos da ditadura. Ai quando um empresario americano diz que os empresarios latinos querem que os Governos sejam suas babas, eh facilmenete compreensivel.
Free Walker
3 de setembro de 2014 3:06 pmO feitico e o feiticeiro..
Tais entendendo (nessa epoca de vacas magras petistas) o que eh ser chamado de coxinha, reaca, fascista, nazi, troll, e outras coisas menos edificantes soh por discordar o mainstream do PT?
Cunha
3 de setembro de 2014 1:34 pmO Brasil é um dos países que
O Brasil é um dos países que mais atrai capital estrangeiro.
Os investidores estrangeiros devem ser burros.
Motta Araujo
3 de setembro de 2014 5:18 pmO capital estrangeiro que tem
O capital estrangeiro que tem chegado ao Brasil nos ultimos anos são em grande parte:
1.Para COMPRA de empresas que já existem, o valor pago ao antigo dono vai para paraisos fiscais, a empresa comprada não cria um unico emprego, ao contrario, costuma demitir. Duas transações no ano passado já bateram os US$10 bilhões
a venda da AMIL para a United Health e a compra de linhas de transmissão pela State Grid chinesa. Agora teremos 7,3 bilhões de Euros da Telefonica comprando a GVT, parte liquida aqui, parte liquida fora.
2. Investimento de empresas que estão aqui há decadas, como GM, remetem lucros e o dinheiro volta como novo investimento.
3.Investimento em renda fixa e portfolio de bolsa.
Há MUITO POUCO investimento greenfield, novas fabricas de novas investidores, são ririssimos. Porque será que o crescimento está abaixo de 1%?
O Brasil quase parando e os santelmos batendo palmas para maluco dançar.
Motta Araujo
4 de setembro de 2014 1:36 amPara os neoliberais
Para os neoliberais fanaticos, minha posição com rlação a venda de empresas brasileiras com grande participação de mercado é CONTRA. O Pais não ganha absolutamente nada com a United Health comprando a Amil e o sr.Edson Bueno saindo com 5 bilhões de dolares no bolso, Um governo de esquerda com MASSA CRITICA DE PENSAMENTO E DOUTRINA não poderia permitir esse tipo de negocio, é uma aberração em qualqur lugar do mundo. O Governo Dilma poderia barrar na ANSS e pelos seus operadores no CADE. Tambem no ensino superior, hoje mais de 50& das matriculas são de grupos estrangeiros. Capitalismo não é farra e nem suruba, há limites e regras, mesmo em um regime de consistencia neoliberal.
Aqui o capitalismo virou uma cracolandia, não há mais nenhuma regra.
Ivan Arruda
3 de setembro de 2014 1:36 pmVocê está querendo dizer que
Você está querendo dizer que os empresários que a Dilma colocou no seu staf a sabotaram? Ou que os governantes estaduais e municipais com suas entidades empresariais representativas, também falharam na recepção aos investidores que queriam agradecer? O que agrada empresário é mercado, subsídios e lucro. E o que os desagrada, uma máquina fiscalizatória que não negocia de forma não republicana, tipo a desmantelada por Haddad na prefeitura.
Reynaldo Leite
3 de setembro de 2014 1:37 pmFiz um consulta sobre
Fiz um consulta sobre interpretação de legislação tributária em Janeiro desse ano, referente à alfândega (afinal, retornando de viagem ao exterior, posso ou não trazer QUALQUER máquina fotográfica/lente, fora da caixa, em uso, como objeto de uso pessoal, declarar na alfândega sem pagar imposto e formalizar a imprtação legal?), após assistir uma entrevista na internet do PORTA VOZ OFICIAL da receita federal que insinua que sim, mas não deixa isso claro.
A consulta protocolada rodou por várias cidades (Brasília, São Paulo..) por OITO MESES, e hoje peguei a resposta: CONSULTA INEFICAZ. Não disseram nem que sim nem que não. Me mandaram procurar o setor de dúvidas da receita na minha cidade, que é tudo de boca, não formaliza nenhuma resposta, me deixando a mercê da interpretação do agente alfandegário.
Sou fotógrafo amador, não dependo disso…mas imagino gente cujo negócio depende da boa (ou má) vontade de agentes do estado que te atendem como se tivessem pretando um favor, coisa que é da obrigação deles. Imagino esse pequeno empresário peranbulando por órgõs públicos, perdendo manhãs, tarde, em filas de espera, senhas e etc, sem receber resposta satisfatória, indo de um lado para o outro.
Esse cidadão vai descarregar sua raiva na urna, contra o governo de ocasião, seja isso racional ou não.
Se eu não lesse muito sobre política, se fosse basear meu voto no dia a dia, isso ia pesar a Dilma ia dançar no meu voto.
Quantos milhares fazem isso?
Cunha
3 de setembro de 2014 1:38 pmForam instaladas no Brasil 12
Foram instaladas no Brasil 12 novas empresas de fabricação de automóveis porque os donos delas têm dó do Brasil.
Toda a infraestrutura que está sendo construída no Brasil se deve ao espírito caridoso empresarial.
Motta Araujo
3 de setembro de 2014 2:13 pmNenhuma FABRICA de
Nenhuma FABRICA de automoveis, são instalações para MONTAR automoveis onde todas as peças são importadas, as farbicas da era JK chegaram a quase 100% de nacionalização.. Hoje as tais “fabricas” tem 400 ou 500 empregados, são meros corredores de importação, a Volkssó na fabrica de São Bernardo chegou a ter 43.000 operarios.
autonomo
3 de setembro de 2014 1:46 pmEssa visão de recepção com
Essa visão de recepção com tapete vermelho e champagne para se obter investimentos e simpatia de empresarios é pueril.
Empresario vive atras de lucro, de dinheiro, não de tapete vermelho.
Fareja dinheiro. Vai a africa onde pisa na lama e corre o risco de uma ebola ou de uma revolução por minuto.
O cidadão que pretende encontrar no mundo atual “um ambiente de REGRAS estáveis, previsibilidade, horizontes claros” vai ficar em casa, na cama, de preferencia debaixo do cobertor.
O mundo esta em repleta ebulição.
O que não quer dizer que não existam empresarios fazendo negocios na Libia, em pleno conflito ou na China, em constante transformação politica.
O que aconteceu com nossos “empresarios” foi que se contaminaram pelo proprio veneno que administraram aos seus inimigos.
A direita deixou de lado o apoio dos militares para impor suas vontades e optou pela obstrução todos os canais de informação.
Toda a informação, hoje, é truncada, manipulada, para enganar a opinião publica.
So que empresario tambem precisa de informação. Se ela é ruim ele tambem perde a noção do seu espaço. E cego, se orienta por tapetes vermelhos.
So isso.
Nos ultimos dias, conversando com um proximo amigo, executivo de nivel internacional, fiquei perplexo com seu analfabetismo politico.
Sua informação vem da Folha, Estadã,Veja e correlatos internacionais.
Marco St.
3 de setembro de 2014 1:47 pmGoverno de Gabinete
Nunca houve comunicação no governo Dilma.
Ela não fala. Não discursa, nunca deu entrevistas. Seu ministério é um espelho seu. Todos calados. Todos gaguejam. Todos enfurnados em seus gabinetes. A comunicação é algo sobre-humano para essas pessoas. A Presidenta se isolou no Palácio do Planalto e fez um excelente governo. Mas quase ninguém sabe disto. Mesmo os diretamente beneficiados nem fazem idéia das benesses que receberam do governo federal. Não adianta ser um bom governo. Tem que parecer ser um bom governo.
Obras federais viram automaticamente obras de governadores e prefeitos.
Grandes resultados do país são escanteados ou solenemente ignorados pela mídia. E o governo, impassível, não faz a menor questão de comunicar esses feitos.
A comunicação ficou exclusivamente sob responsabiliade da mídia. E aí foi pintado esse quadro apocalíptico que ora presenciamos.
“O que é ruim cai no colo da Dilma. Se for bom, ou ignoramos ou repassamos para os amigos”.
Quem não se comunica…
Ps: E ainda se corre o risco da Marina, (se não for uma completa idiota), herdar todo esse bom governo de Dilma e assumir tudo o que foi feito como se tivesse sido “obra da Marina”.
Comunicação é tudo.
DanielQuireza
3 de setembro de 2014 3:39 pmPerfeito.
Perfeito.
Antonio Passos
3 de setembro de 2014 1:56 pmTadinho do empresário brasileiro, ele é tão sofredor. Ridículo.
Quanta idiotice. O empresário brasileiro é o pior do mundo. Não cria, não ousa, não gosta de investir, quer retorno rápido, EXPLORA seus empregados. Aí reclamam, reclamam, reclamam e reclamam do governo.
Motta Araujo
3 de setembro de 2014 2:07 pmAo contrario, é um dos
Ao contrario, é um dos melhores do mundo. Consegue operar neste mar de burocracia, já operou com mega inflação,
é flexivel, criativo, entusiasmado mesmo nas piores crises, consegue sobreviver com juros anltissimos, com inimigos naturais a cada metro de calçada, justiça do trabalho, fiscal do imposto de renda, fiscal da prefeitura, fiscal do Ministerio do Trabalho, quatro Ministerios pUblicos, assaltos, sindicatos pouco ´serios, é um milagre que exista empresario no Brasil.
Juliano Santos
3 de setembro de 2014 4:29 pmMas, AA, e os salarios
Mas, AA, e os salarios baixos, ao contrário de Europa, não é do agrado do empresário brasileiro? E a opção de aplicar na bolsa, caso o investimento em produção está dificultado (seja pelo que motivo for)? Será que a vida de grande empresário no Brasil é tão ruim assim? Taí as empresas de telefonia que tem lucro de 700%!
E na época do Lula? Sei que ele gostava de conversar com todo mundo. Isso é bom mesmo. Tinham esses mimos tipo “tapete vermelho” e almoços suculentos?
Motta Araujo
3 de setembro de 2014 5:49 pmOs salarios no Brasil não
Os salarios no Brasil não estão baixos, até por causa da valorização artificial do Real, a faxineira diarista em São Paulo custa hoje 130 Reais por dia, o mesmo que se paga em Dallas, 50 dolares. Foi-se o tempo que a mão de obra brasileira era barata, é uma das causas do alto “custo Brasil” que liquidou com nossas exportações de manufaturados.
Executivos de nivel baixo, médio e alto custam mais caro no Brasil do que nos EUA, os salarios são maiores e os encargos muito maiores. Muitas empresas brasileiras estão se transferindo para o exterior por causa da mão de obra.
Encanador, eletricista, marceneiro é mais barato em Dallas do que em São Paulo para o mesmo serviço. Engraxate em Washington cobra 5 dolares pela engraxada, em São Paulo, no Conjunto Nacional cobram 15 Reais, que é mais que 5 dolares.
Paulo F.
3 de setembro de 2014 4:38 pmMédio
Mar de burocracia, Ok poderia ser mais simples o processo.
Mega inflação, Nadava de braçada pois era tudo indexado! E não havia a mínima culturade custos que foi recriada após Collor.
Flexivel e criativo. Sim, para o bem ou para o mal!
Entusiasmados. Dilma não concorda com esta afirmação.
Juros anltissimos. O maior inimigo dos empreendedores, mas como todos tem um pé no rentismo, deixa prá lá.
Agora para estes Andy:
Justiça do trabalho: faça a coisa certa!
Fiscal do imposto de renda: faça a coisa certa!
Fiscal da prefeitura: faça a coisa certa!
Fiscal do Ministerio do Trabalho: faça a coisa certa!
Faça a coisa certa! = seja um pouco menos ganancioso e opere dentro da legalidade , não se deixe levar pela criatividade e flexibilidade citadas acima (lado mau).
O resto :
Quatro Ministerios Publicos, Quando o alvo são os desafetos, eles até aplaudem e pedem bis!
Assaltos. Perpretados por quem? Pelos que praticam cartel?
Sindicatos pouco serios. É que a mentalidade de Henry Clay Frick e Andrew Carnegie é a preponderante entre o empresariado brasileiro e é uma pena que não se possa chamar a Pinkerton para fazer “o serviço sujo”!
R. Lácio Nado
3 de setembro de 2014 2:03 pmVisão reducionista
Um governo relacionar-se com setores diversos, dentre os quais o empresariado, é muito mais do que almoçar…
Ricardo CP
3 de setembro de 2014 2:08 pmEmpresários, Uni-vos!
Continuo achando que representantes da Indústria e do Comércio Nacionais deveriam formalizar apoio explícito à candidatura Dilma, assim como José Alencar fazia com Lula e os industriais e o PSD com Getúlio. É o único caminho disponível para sua sobrevivência. Aécio e Marina são financistas pró-estrangeiro. Com o apoio explícito de segmentos importantes do empresariado nacional (ameaçados pela doença holandesa), firmar-se-ia definitivamente o desenvolvimentismo econômico no governo e todas as resistências se dissipariam em relação a Dilma. Inclusive (de parte) da mídia. E a redução segura dos juros estaria garantida para futuro próximo. É preciso que lideranças da Indústria (quem?) e do Comércio (Luiza Trajano?) iniciem um movimento de formalização de apoio a Dilma. É questão mesmo de sobrevivência deles. Com Aécio e Marina, só os rentistas e empresários ligados ao capital internacional prosperarão. Busque-se o famoso Pacto Nacional: trabalhadores junto dos empresários nacionalistas-desenvolvimentistas. Empresários desenvolvimentistas do Brasil, Uni-vos!
Lineu Ignacio
3 de setembro de 2014 2:31 pmja estou de saco cheio
Colegas que concordam com as teses ‘ esquerdistas ‘ :
Por favor, compreendam que nenhum empresário aceita INTERVENÇÃO NA ECONOMIA.
Somente mentes viciadas em raciocinio esquerdizente é que separa empresário disso de empresário daquilo.
Meu dinheiro é meu.
Se fizer algo errado eu sou punido pelo MERCADO.
Nenhum governo vai me dizer quanto devo ganhar.
Minha competencia deve ser premiada.
O problema do PT é que tem uma vertente que tenta INTERVIR NA ECONOMIA.
Por esse motivo a Dilma não vai ser re-eleita. Nãoi importa o que ele fez, faz ou fará.
O mundo evolui pela competencia não pelo compadrio.
Lineu Ignacio
3 de setembro de 2014 2:31 pmja estou de saco cheio
Colegas que concordam com as teses ‘ esquerdistas ‘ :
Por favor, compreendam que nenhum empresário aceita INTERVENÇÃO NA ECONOMIA.
Somente mentes viciadas em raciocinio esquerdizente é que separa empresário disso de empresário daquilo.
Meu dinheiro é meu.
Se fizer algo errado eu sou punido pelo MERCADO.
Nenhum governo vai me dizer quanto devo ganhar.
Minha competencia deve ser premiada.
O problema do PT é que tem uma vertente que tenta INTERVIR NA ECONOMIA.
Por esse motivo a Dilma não vai ser re-eleita. Nãoi importa o que ele fez, faz ou fará.
O mundo evolui pela competencia não pelo compadrio.
Dê
3 de setembro de 2014 3:10 pmNo geral…os empresários
No geral…os empresários querem um governo paternalista…. Querem um governo que arque com seus prejuízos, e que lhes poupe, nos lucros. Ademais, esses almoços que pleiteia tem um cheiro de lobbie….
Fulvia
3 de setembro de 2014 3:38 pmNeste governo quis levar um
Neste governo quis levar um importante empresário asiático, presidente mundial de um grande grupo que acaba de investir US$1 bilhão em nova fábrica no Brasil, ele queria apenas agradecer a acolhida ao Governo.
Li todos os comentários, dos que acharam lobby, bajulação ou politicagem. Mas fica a pergunta: Custava ao governo receber o homem de um bilhão de dólares? Dava pra fazer uma médiazinha não? Afinal um bilhão de dólares, não são a mesma coisa que um milhão de reais.
evandro condé de lima
3 de setembro de 2014 6:00 pmAssino embaixo.
Além do que são quase que atitudes protocolares. Qual o sentido de um ministro vestir terno e gravata. Será mais ou menos respeitado ou eficiente por isso? Quem fala até parece que não teve de ir ou cumprir ou aceitar situações formais na vida. Quem está na chuva é para se molhar. Aliás, até parece que ministros não recebem políticos que vão la pedir mundos e fundos.
Jorge Luis
3 de setembro de 2014 4:01 pmQuem puder, que faça a
Quem puder, que faça a comparação. A mim, só cabe fazer a pergunta: o governo Lula foi mais receptivo aos empresários, nesse aspecto, ou seja, essa audiência seria mais fácil de ser marcada? Eu tenho uma percepção sobre o assunto, mas gostaria que as pessoas que tenham conhecimento prático sobre isso possam responder.
Ricati
3 de setembro de 2014 5:20 pmSiiiimmm.
Nção se esqueça que
Siiiimmm.
Nção se esqueça que no primeiro governo Lula, onde sedimentou o alicerce do governo dele, o interlocutor empresariado/exportadores era o Sr. Furlan. Outro que também compunha o primeiro ministério era o Sr. Palocci, petista mas de canal direto com empresário sucro-alcoleiros e abriu esse nosso mercado ao mundo. Então não seja injusto de atribuir tão somente ao GRANDE LULA o sucesso do seu governo.
Já Dilma fez um governo sem sal e sem açucar neste quesito, só depositando atenção aos partidos hienas que esquartejaram seu governo. O remédio tá chegando.
Marcelo Castro
3 de setembro de 2014 4:08 pmsuposta “cultura radical de esquerda”
Após ler os comentários e ponderar sobre o assunto, simplesmente não posso concordar com a ultrapassada tese da “cultura radical de esquerda” aplicada ao governo Dilma. O seu governo é marcado pelo pragmatismo radical e uma boa dose de experimentalismo. Se tivesse que “fazer sala” para o empresário de 1 bilhão de dólares, teria de faze-lo para cada empreendedor do FINEP. Se tivesse de perder tempo comunicando suas realizações na area de infraestrutura, incentivos a empreendedores, controles macroeconomicos que efetivamente criam o ambiente de negócios, perderia muito tempo precioso que foi utilizado para realizações..
Enfim “cultura radical de esquerda” é uma idéia da década de 90 que não coaduna com o pragmatismo do atual governo.
Motta Araujo
3 de setembro de 2014 5:27 pmO marxista Arno Agustin não é
O marxista Arno Agustin não é uma figura do passado, da decada de 90, é de hoje em carne e osso e está à esquerda
do Trotsky na formação, na cara, na visão de mundo e na operação do seu cargo. Ele e não o Mantega é o simbolo da Era Dilma. Até os empresarios que se chegaram ao Governo, como Gerdau, cairam fora, ninguem aguenta esse ambiente.
Marcelo Castro
3 de setembro de 2014 8:07 pmnossos comunistas estão sob controle
Caro Motta , se um trotskista é o relações públicas para o empresariado do governo Dilma, realmente não me parece uma boa idéia. Entretanto não considero suficiente para caracterizar uma “cultura de esquerda”. Não vejo a menor condição objetiva para implantação do comunismo no Brasil. Por outro lado a dialética materialista dos nossos vermelhos tem se demonstrado bastante eficiente no experimentalismo de cunho cientifico do governo Dilma. Me explico, as concessões de aeroportos, rodovias e ferrovias estão no nível ótimo de custo/beneficio para o interesse público. Ainda penso que dvemos cultivar uma classe de empresários, que como japoneses ou indianos, reinvistam seus lucros no Brasil e não em paraísos fiscais.
DeSola
3 de setembro de 2014 4:09 pmNostalgia só isso. Obrigação
Nostalgia só isso. Obrigação do governo é criar condições de oferta e demanda,pr incipalmente de demanda.
A taxa de desemprego está ai pra provar. Empresário e invsstidor quer mais o quê?
Beijinho e tapinha na costa…? Governo tem que receber em tapete vermelho os trabalhadores isso sim que são a razão de tudo. Empresários já tem atenção demais, dos bajuladores, acionistas, banqueiros, amantes e o diabo a 4.
Motta Araujo
3 de setembro de 2014 5:19 pmNostalgia do crescimento
Nostalgia do crescimento médio de 7% ao ano e quem faz acontecer é o EMPRESARIO, sem empresario não tem trabalhador empregado.
DeSola
3 de setembro de 2014 7:42 pmé, e vai vender pra
é, e vai vender pra quem..???
Não troque as bolas.
Sem trabalhador e sem consumidor é que não existiriam empresários.
Sem o empresário grande muitos empresários pequenos assumiriam seu lugar.
Este é o grande gargalo do brasil….cheio de cartéis e oligopólios.
Grandes redes importadoras que não permnitem que alguém agregue valor….
e ai a eterna dependência da exportação de produtos primários.
É claro que é culpa do governo também…principalmente.
Wong
3 de setembro de 2014 4:09 pmAcredito que a “Velha
Acredito que a “Velha Guarda”, Nassif incluído, esteja sofrendo de Saudosismo Crônico.
Ressuscitar Pécora, Delfim, Galveas, etc. remete-me aos “Grandes Encontros Gastronômicos” (e, também, às deprimentes ante-salas do Ministério da Fazenda no Rio de Janeiro, quando se mendigava um “Repasse de Custos” ao CIP/Sunab.
Bons tempos da Ponte Aérea feita por Electras (onde, pasmem, a Varig servia Pratos Quentes, nos 50 min. da viagem…).
Caiamos na Real.
Existem Governantes/Pessoas Oradores e Governantes/Pessoas que Executam. Infelizmente caras como o Lula são exceções na Natureza (bom em Oratória e bom em Fazer Acontecer).
Todos pregaram por um Governante que Executasse, pouco ligado em Política. E, aí “ganhamos” a Dilma que não consegue nem falar sobre tudo o que já fez.
Empresário quer “Regras Estáveis”, citem exemplos de Governos que mais respeitaram Contratos, inclusive no Setor Elétrico.
Porque a Mídia e o Nassif não falam da situação da Usina de Santo Antônio? (e, em breve das demais)
Dilma está respeitando as Regras. Em contrapartida Santo Antonio fez coisas muito parecidas com a falida Enron…
Agora, corremos o risco, de ganharmos alguém que fala bem (Marina). Será que ela vai convidar o Nassif para “tomar um Cafezinho”, a exemplo do Eduardo Campos? Ou vai convidar os Empresários para Viagens e Almoços? (que alíás são importantes, mas a Vida é feita de Prioridades, e o dia só tem 24 Hs. E, ouso arriscar a dizer, quem me garante que uma ex-paciente de tratamento de Câncer teria preparo Físico para estas maratonas?).
Ou será que os Empresários vão conseguir repetir os Lucros e a Valorização que foi obtida com a “Teimosa” Dilma?
Recomendo nesta hora em que um Projeto de Nação está sendo ameaçado por Aventureiros, que se esqueçam destas picuínhas de “Cafezinhos” e “Rega-Bofes”…
http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,valor-de-mercado-de-empresas-abertas-atinge-maior-patamar-da-historia,1552953
Valor de mercado de empresas abertas atinge maior patamar da história
http://saraiva13.blogspot.com.br/2014/08/a-terra-do-lucro-animal.html
A terra do lucro animal
Mesmo em cenário pintado com cores sombrias, o lucro das empresas com ações na bolsa disparou quase 50%
Motta Araujo
3 de setembro de 2014 5:24 pmNão se trata de nostalgia e
Não se trata de nostalgia e sim de Historia Economica. A proposito da Ponte Aerea dos Electras, havia canapés de carpacio e salmão, duas marcas de whisky, vinho branco e tinto, todos os passageiros homens de terno e gravata,
subia na pista em Congomhas e descia na pista em Santos Dumont, sem onibus, ia-se andando até o terminal.
No fundo as poltronas eram uma meia curva, muitos dos passageiros, quase todos iam a trabalho ao Rio, se conheciam e as poltronas do fundo viravam um living de bate papo.
junior50
3 de setembro de 2014 10:05 pmMemórias
Dr. Motta,
Só vc. para me fazer voltar no tempo das reuniões na “salinha” de cauda do Electras da PA, alguns frequent flyers da frequencia, chegavam a querer reservar a area.
Lhe pergunto, caro Motta: VSa chegou a voar de AEROBRASIL, para ir ver as 7 pontes sobre o Tigre ?
Motta Araujo
4 de setembro de 2014 12:18 pmMeu caro, não sei o que é
Meu caro, não sei o que é esse AEROBRASIL, voei para os EUA em 1949 pela AEROVIAS BRASIL, que era do Adhemar de Barros, a viagem durou 4 dias do Rio a Miami, o DC 3 só voava de dia, dormimos em Belem, Paramaribo, Ciudad Trujillo até chegar em Miami no 4º dia; já no ano seguinte chegaram os DC-4 e a viagem ficou mair rapida.
Paulo F.
4 de setembro de 2014 1:04 pm707
Engesa!
Motta Araujo
4 de setembro de 2014 1:48 pmSe for o avião do Whitaker
Se for o avião do Whitaker da Engesa, nunca voei, estive no Iraque nos tempos aureos da relação Brasil-Iraque mas foi em missão do Ministerio da Fazenda, avião fretado da varig.
Dê
5 de setembro de 2014 3:02 amvoei muito de electra. Meu
voei muito de electra. Meu pai se mudou para SP, onde casou com minha mãe mas sua família permaneceu no Rio. era comum passar férias com minha avó paterna e duas tias solteiras. Me lembro dos meus pais me levando ao aeroporto de Congonhas, me entregando para aeromoça que me embarcava no voo. Era super bem cuidada, e assim que o avião pousava, a aeromoça me entregava à minha tia, que ficava aguardando, já com a documentação na mão para conferência. Sentava nas primeiras poltronas e recebia toda atenção….adorava. dos sanduiches, só lembro que grudavam no céu da boca….uma dificuldade para tirá-lo ….odiava.
jc.pompeu
3 de setembro de 2014 4:41 pmAA bota o dedo na ferida
AA bota o dedo na ferida empresarial com propriedade contundência experiência de quem militou advogou de dentro do sistema político-econômico empresarial por entre-regimes de governos brasileiros.
Dissimula publicamente o jeito lulopetista marxista-lumpemproletariado no poder do estado de tratar o pobre abandonado empresariado burguês – exceção aos “campeões nacionais BNDES” da curriola cutraleana “laranjas!” palaciana – a pão e água com soberbo desdém ideológico pela nobre obreira classe industrial-empresarial curtida no velho capitalismo patrimonial…
nem Lênin, o líder da Revolução, foi tão longe nesta burrice ideológica que joga para plateia plebe rude por “colher os rabanetes pelas folhas”, tão somente porque o governo lulopetista mais dilma botara, com um “aplicativo criativo” no sistema único algorítmico de dados TICs-app, a velha política teológica de caridade assistencialista católico-redundante “um elefante incomoda muita gente dois elefante…” no modo bancário online eletrônico.
“Um dia depois de meu retorno a Moscou, fui chamado com urgência ao Ministério das Relações Exteriores. Alguém ligara do gabinete de Lênin informando que ele queria me ver imediatamente. Mal pude controlar minha emoção. Eu tinha apenas 23 anos de idade e estava prestes a conhecer o líder da Revolução, o homem que passara a exercer grande poder sobre o povo soviético,..
[…]
– Os EUA e a URSS se complementam – disse ele (ele é Lênin). – A URSS é uma nação decadente com tesouros imensos, na forma de recursos inexplorados. Os EUA podem encontrar, aqui, matérias-primas e mercado para máquinas e, depois, para produtos manufaturados. Acima de tudo, a URSS necessita da tecnologia e dos métodos americanos, como também de suas máquinas, de seus engenheiros e instrutores.
Ele apanhou um exemplar da revista Scientific American.
– Olhe aqui – disse, folheando rapidamente as páginas da revista – o que seu povo fez. Isto significa progresso: edifícios, inventos, máquinas, recursos mecânicos para o trabalho braçal. A URSS de hoje encontra-se no nível de seu país no tempo do pioneirismo. Precisamos da experiência e da fibra que transformaram a América no que ela é atualmente.
[…]
– Precisamos – sua voz ressoou mais forte, os olhos brilharam outra vez – é da assistência técnica e do capital americanos, para fazer nossas máquinas funcionarem de novo.
[…]
– Sim, é isso mesmo – assentiu Lênin. – A guerra civil diminuiu o ritmo de tudo e agora precisamos começar de novo. A NEP exige a expansão de nossos recursos econômicos. Esperamos acelerar o processo por meio de um sistema de concessões comerciais e industriais para estrangeiros. Isto será extremamente favorável para os EUA. Você já pensou a respeito?
Eu lhe contei a conversa que tivera com o engenheiro de minas, que procurara me animar a investir na mina de amianto de Alapaievsk. Aliás, ela parecia ter um futuro dos mais promissores. Acrescentei alguns dados a insignificância de meu negócio.
Lênin experimentou-me:
– Isso não vem ao caso. Alguém precisa abrir o caminho. Por que você mesmo não assume essa concessão de amianto?
Eu estava assombrado mas consciente da histórica oportunidade que Lênin me oferecia, e também cético quanto às possibilidades de o negócio funcionar. A julgar por minhas experiências com os métodos soviéticos, era de esperar que as primeiras medidas de um negócio como aquele levassem meses. Fiz algum comentário a respeito.
Lênin captou meu raciocínio num piscar de olhos:
– Burocracia – disse ele. – Esse é um de nossos males. Digo isso a eles o tempo todo. Pois bem, veja o que farei. Designarei um comitê de dois homens; um deles entrará em contato com o comissariado de Inspeção dos Camponeses e Operários; e o outro, com a Cheka, as Comissões Extraordinárias para Toda a URSS. Eles tratarão desse assunto e lhe darão toda a ajuda que puderem. Fique descansado: eles agirão com rapidez. Será feito imediatamente.
Assim, lançava-se diante de mim o embrião daquilo que mais tarde se transformaria no Comitê de Concessões da União Soviética.
– Você acertará tudo com eles – continuou Lênin, rapidamente. – E, tão cedo consiga um primeiro acordo, comunique-se comigo. Estamos conscientes de que precisamos oferecer condições para que os concessionários obtenham lucro na URSS. Homens de negócio não são filantropos e seriam tolos se investissem seu capital na URSS sem a certeza de lucro.
Eu disse a Lênin que não estava seguro de que poderia trabalhar sem atritos com os operários soviéticos, tendo em vista, principalmente, que eles haviam se acostumado a ver o “capitalista” como seu inimigo.
– O governo soviético pode me garantir que não haverá problemas com os trabalhadores? – perguntei.
Lênin respondeu num lampejo, como de hábito:
– Nossos trabalhadores ficarão felizes em arranjar emprego e bons salários. Eles seriam tolos se cortassem o galho que os sustenta. Conquanto nosso governo não possa dar ordens a um sindicato de trabalhadores, como governo dos trabalhadores dispomos de influência suficiente para garantir que os sindicatos cumprirão na íntegra os termos dos contratos coletivos a serem feitos. Acima de tudo, é essencial que você se familiarize totalmente com as leis trabalhistas. Cumprindo essas leis, terá toda a cobertura de nosso governo. – E acrescentou: – Não se preocupe muito com detalhes. Tomarei providências para que você receba um tratamento justo. Se desejar alguma coisa, peça-me por escrito.
[…]
Lênin cumpriu sua promessa. Com rapidez inacreditável, tornei-me o primeiro concessionário americano, com o encargo de reconstruir uma indústria que me era absolutamente desconhecida.”
HAMMER, Um Capitalista em Moscou, de Armand Hammer com Neil Lyndon. Ed. Best Seller, 1987. (R$. 3,00 nos sebos da Sé de Sampa).
Motta Araujo
3 de setembro de 2014 5:43 pmNão existe um EMPRESARIO
Não existe um EMPRESARIO unico, cada qual pensa de uma forma, há de todo o tipo, portanto dizer que o “”empresario”” é assim ou quer isso é uma estupidez. É como usar a expressão “a mulher brasileira” como tipo unico, essas generalizações não servem para o mundo complexo de hoje.
Eden SP
3 de setembro de 2014 5:53 pmUma passagem interessante
Em 15 de agosto ultimo, comemoraram-se os 40 anos do estabelecimento das relações diplomáticas com a China Popular. Vale destacar um importante ensejo, prévia a efetivação, a epoca do chanceler Azeredo da Silveira.
Em 1971, o governo brasileiro concedeu uma autorização para que Horacio Sabino Coimbra, da Companhia Cacique, fosse para a China Popular fazer uma visita, em carater nao oficial, no sentido de tentar vender o seu produto, café soluvel, e conhecer a Feira de Cantão. Mal sabia ele que, dessa ida, semeou-se o início de uma das mais profuncuas relações exteriores do Brasil em todos os tempos. A partir desse instante, constante foram as suas pressões junto ao Itamaraty no sentido de o Brasil estabelecer, em definitivo, as relações com aquele país, o que veio a se fomentar em 15 de agosto de 1974. Em gesto de profundo agradecimento, todos, repito, todos os membros da primeira delegação oficial chinesa ao Brasil fizeram questão de visita-lo, em sua residencia, como forma de reconhecer o pioneirismo de sua atuação.
alexis
3 de setembro de 2014 6:55 pmBrasil se relaciona mal com o dinheiro desses empresários
Embora os fatos sejam quase aqueles mesmos, relatados pelo AA, o texto mostra que o Brasil parece não amar aos seus empresários. Mas, falta comentar em algo relação a estes chamados empresários, uma categoria muito ampla. Um vendedor de balas pode ser um pequeno empresário.
Antigamente tinha o Barão de Mauá. Depois, Gurgel, Antônio Ermírio de Moraes, José de Alencar, Abílio Diniz e uma meia dúzia de outros empresários que nos fizeram sentir que acreditavam no desenvolvimento do Brasil. Esses antigos empresários, agora, vivem somente nos romances do AA.
Nos tempos modernos, os grandes economistas globais (desde Keynes a Milton Friedman) foram atropelados pelo maior filósofo brasileiro (e que contribuiu fundamentalmente para esta virada): o Gerson, e sua famosa Lei de levar vantagem em tudo.
A diferença está no foco pessoal desta nova categoria de “empresários” e na forma como eles enxergam a nação brasileira. Quanto maior e mais rico o empresário ele fica mais próximo de Miami e longe do Brasil. Pequenos levam dinheiro até os maiores e estes levam para o exterior. Hoje mais de 520 bilhões de dólares – supostamente brasileiros – encontram-se depositados no exterior.
O pequeno empresário sonega e, quando ganha um pouco, compra casa no Alfaville (ou condomínio qualquer) mais próximo da sua cidade e, quando ganha muito, compra casa no grande Alfaville do Brasil: Miami. Longe da pobreza, da favela, ou seja, longe do Brasil. Os donos das maiores fortunas do Brasil parece que nem tão brasileiros são, digamos assim. Alguns na Suíça mesmo, do lado do seu dinheiro, e outros mais espalhados, como um dos apoiadores da Marina, que mora há décadas em Londres e, provavelmente, deva ter influenciado para outorgar a Marina um “diploma” em plena Olimpíada, nas barbas da Dilma, sem o conhecimento nem do comitê olímpico nem do Itamaraty.
O papai de Neymar é então um empresário bacana; paga o mínimo possível ao Santos e aos seus cartolas e recebe por fora no exterior. Mineradoras saem do porto com valor FOB lá embaixo, e faturam alto lucrando desde paraísos fiscais. Até o ministro Barbosa é um empresário dos bravos; utilizando apartamento funcional em Brasília para sede da sua empresa e comprando com caixa dois o seu apartamento em Miami.
Brasil não precisa desses empresários nem de estender tapete vermelho. Brasil deve criar uma nova categoria de empresários: aqueles que correm riscos, ganham, vivem e morrem no Brasil. Eles devem ser estimulados, apoiados, mas, também, fiscalizados e controlados.
Brasil não irá melhorar apenas tratando com mais carinho aos seus empresários (que, a rigor, ganham muito nesta terra), mas sim protegendo que o dinheiro brasileiro fique mesmo em casa.
Schell
3 de setembro de 2014 7:30 pmAfinal, o chinês aplicou os 1
Afinal, o chinês aplicou os 1 bilhão por aqui ou não? O que ele barganhou em termos de infra-estrutura (terrenos, terraplanagem, energia, água, comunicações)? Quais foram as isenções fiscais a que se habilitou e levou? Ou “se-foi-se” embora levando seu bilhão? E, afinal, qual a razão para agradecer? As benesses? Se não houvessem benesses, traria o bilhão pra cá, mesmo que fosse recebido, hospedado, com direito a casa-comida-3milhão-por-mês? Portanto, criticar o governo Dilma por não haver recebido alguém que “só” queria agradecer e, ao mesmo tempo, não dar-lhe crédito por tudo de bom que aconteceu na economia brasileira… Pois é, valem os salamadeques.
junior50
3 de setembro de 2014 10:33 pmAnalise complexa e dificil
Não creio em “inclinação marxista”, seria ridiculo, estapafurdio, ausente de qualquer nexo, mas sei lá o porque, a interlocução entre empresários e o governo ficou tão dificil, tão burocratizada – o que mais me espantou foi o declinio desta comunicação durante o governo Dilma Rousseff, afinal é o mesmo partido, mas na época de Luis Inacio, tanto ele quanto seus ministros, eram muito mais acessiveis e resolutivos.
Em algumas ocasiões, relatos de pessoas que conheço, por incrivel que possa parecer, para se ter acesso a um ministro, o caminho mais direto não era tentar falar com ele, mas acessar a Casa Civil ou o próprio gabinete da PR, e nas poucas ocasiões que vc. conseguia audiência com o ministro diretamente, ou com seu Secretário – Geral, invariavelmente a descisão era “tercerizada” para a PR – talvez, estou chutando, ninguem decide nada, só a Casa Civil e a PR, portanto a visão é: os Ministros são FRACOS, dependentes, amorfos.
O “case” que mais conheço, é sobre o FX-2, enrolado por anos, até décadas, passou por varios Ministros e Ministérios, quem resolveu, em menos de 30 dias ? A Sra. PR pegou os “calhamaços” de analises, da FAB, MDefesa, do Pimentel (Industria e Comércio), do MCTI, do MEducação ( Ciencia sem Fronteiras), MRE (Itamaraty) e na prerrogativa constitucional de C-in-C das FFAA, exarou sua descisão – e ó que ela sabia tudo sobre a licitação – em 30 dias ela aprendeu – e resolveu.
Motta Araujo
3 de setembro de 2014 10:51 pmMeu caro Junior vc sempre com
Meu caro Junior vc sempre com otimas colaborações. A coordenação entre empresas e Governo é FATOR CENTRAL da eficiencia de um governo. O segundo governo Vargas, o governo JK e os governos militares elaboraram muito o sistema de coordenação Governo-Empresa através do modelo GRUPO DE TRABALHO, Vargas tinha otimos nucleos de coordenação na Comissão SALTE, na Assessoria Economica (Romulo de Almeida), JK tinha os trinta Grupos de Trabalho com empresarios e funcionarios de alto nivel do governo, o mais conhecido foi o GEIA, Grupo Executivo da Industria Automobilistica, chefiado pelo Almirante Lucio Meira, os governos militares usavam o Grupo de Trabalho intensamente.
Agora no Governo Dilma virou-se do avesso o setor crucial de energia eletrica, sem qualquer interação com as empresas privadas, foi apresentado um prato feito e ENGULA, ninguem perguntou nada a ninguem, é um metodo tão burro que nem chega a ser de esquerda, é de burrice mesmo, não pode dar certo.
Nos programas da Petrobras falta interação com os empresarios, é tudo prato feito e mal feito.
O Ministro da Industria e Comercio não exerce qualquer liderança como no passado faziam Paulo Egidio, Severo Gomes, Camilo Penna, Fabio Yassuda, Pratini de Moraes, figuras que transitavam diariamente no meio do empresariado. Esse Fernando Pimentel era invisivel, nem ia ao Ministerio, muito menos visitava as grandes Federações e Associações, Missões no Exterior para atrair investidores ou incedntivar xportações, nem sonhar. Politiquinhos regionais sem qualquer visão ou ação de Pais, lembro de Galveas liderando grandes missões para exportar na Algeria, Tunisia, depois em uma outra Arabia Saudita, Kuwait, Baharain, Iraque, recebido pelos Ministros de cada Pais, com seu francês e inglês fluente vendendo produtos brasileiros, hoje ninguem mais faz nada disso, é uma paralisia e pasmaceira completa.
Essa coordenação por Grupos de Trabalho só pode existir se o governo estiver convencido que os empresarios são peças fundamentais para o crescimento. Como esse governo acha que empresario só atraalha, é bom nem irem a Brasilia.
Tio Almir da Bahia
4 de setembro de 2014 1:06 pmJunior50, os caras passam a
Junior50, os caras passam a juventude falando da elite branca burguesa, passa a faculdade lutando contra o grande capital, faz curso de marxismo e revolução, vão para Cuba fazer curso de guerrilha.
Agora pq estão no governo tudo muda?
West
4 de setembro de 2014 5:22 pmÓtimo post.
Ótimo post.
Orlando Soares Varêda
5 de setembro de 2014 2:31 pmEra maravilhoso o
Era maravilhoso o crescimento médio de 7% e a população nem brioche dormido pra matar a fome. Já foi meus caros. Os bons tempos para o 1/3 de parasitas, não haverá de voltar nunca mais.
Orlando