2 de julho de 2026

Advogados e juristas apontam irregularidades na Lava Jato em vão, por Janio de Freitas

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Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN – Em um país no qual a Suprema Corte, a Presidência da República e o Congresso Nacional são questionados, advogados e juristas têm apontando, em vão, as irregularidades cometidas pela Lava Jato na primeira instância judicial.
 
É o país ao contrário, diz Janio de Freitas em sua coluna na Folha de S. Paulo, onde o jornalista também comenta que Rodrigo Janot, procurador-geral da República, planeja propor o “caixa dois sem corrupção”, com a suspensão dos processos contra políticos que receberam e não declararam à Justiça Eleitoral, dinheiro não ligado a facilitações.
 
Para o colunista, tal estratégia traz de volta o favorecimento aos membros do PSDB, que, fora dos governos Lula e Dilma, não teriam como vender facilidades, mas nem por isso deixaram de receber altas contribuições.

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Leia a coluna abaixo: 

Da Folha

 
por Janio Freitas

A crise vai ficando a cada dia mais original. Mais brasileira. Há dias, discutia-se a autoridade do Supremo, ou sua falta, para reexaminar a imunidade criminal concedida pelos procuradores da Lava Jato a Joesley Batista, o chefão da JBS que gravou comprometimentos ilegais de Michel Temer. O próprio Supremo entregou-se à discussão do acordo que autorizara. Pôs-se, portanto, em questionamento público. Mas a preocupação dominante, notada inclusive em integrantes do tribunal, não era com a respeitabilidade da instância mais alta da Justiça. Era, se admitido o reexame do acordo, com a repercussão na Lava Jato. Logo, na primeira instância que criou a imunidade mal vista na opinião pública.

É o país ao contrário. Onde o Supremo, a Presidência, o governo e o Congresso estão questionados, é em vão que juristas e advogados têm apontado irregularidades processuais, além de outras, na Lava Jato do primeiro nível judicial. Em artigo na Folha e, depois, em defesa formalizada nesta semana, advogados reiteraram que só dois dias antes do recente indiciamento de seu cliente puderam conhecer o inquérito. O juiz Sérgio Moro o manteve sob sigilo desde que o instaurou em julho de 2016. Nenhum recurso alcançou resultado, possível, porém, contra medida do Supremo. Mas entrevistas e sentenças dirão, depois, que no processo foi respeitado o pleno direito de defesa exigido pela Constituição.

Em breve haverá motivo para outra discussão no gênero da motivada pela imunidade de Joesley Batista. O tema será suscitado pelo procurador-geral Rodrigo Janot, que planeja propor a suspensão dos processos contra políticos que receberam, e não declararam à Justiça Eleitoral, dinheiro não ligado a facilitações e negócios. Seria o caixa dois sem corrupção. Apesar disso, com transgressão da lei.

O novo presente traz de volta o favorecimento a políticos do PSDB. Não fazendo parte dos governos Lula e Dilma, esses políticos não teriam como vender facilidades de ministérios e estatais (a Lava Jato não se interessa pelas práticas ilegais anteriores aos dois governos). Nem por isso deixaram de receber altas contribuições. Muitas só declaradas em parte ou nem declaradas. São, no entanto, a explicação não só para a evidência de gastos de campanha superiores ao declarado, como para compras de imóveis e outros bens sem reservas para tanto. E ainda proporcionam lavagem de dinheiro da corrupção, com a explicação falsa, se necessário, de que o acréscimo de patrimônio veio de doação eleitoral não declarada. É frequente essa prática em políticos mais expostos.

À parte a volta do dirigismo judicial, pouco importa se deliberado ou não, a suspensão dos processos é outro privilégio de classe. E também um calmante para várias dezenas de congressistas hoje hostis ao Ministério Público. Sobretudo, é uma discriminação entre os que agiram fora da lei e os que a seguiram. Em benefício dos incorretos. No país ao contrário.

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6 Comentários
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  1. WALDOMIRO PEREIRA DA SILVA

    23 de junho de 2017 6:38 pm

    .
    .
     
    Estamos em uma

    .

    .

     

    Estamos em uma sociedade em que os valores estão invertidos, temos BANDIDOS fazendo suas leis e julgando INOCENTES.

    .

    .

  2. romulus

    23 de junho de 2017 6:51 pm

    “COM SUPREMO COM TUDO”: GLOBO/ MPF CHANTAGEIAM MINISTROS

    “COM SUPREMO COM TUDO”: GLOBO/ MPF CHANTAGEIAM MINISTROS DO STF – À LUZ DO DIA!

    Por Romulus e Núcleo Duro

    “Em suma – mais um triste episódio para a ‘institucionalidade’ (rá… rá… rááá…) brasileira:

    – Ministra que não tem a menor condição intelectual de estar lá no STF;

    – Ministro – Barroso – que se insurge contra o ‘jeitinho brasileiro’ – em Harvard… – tentando dar um ‘jeitão’ e meter um “jabuti” no acórdão.

    Metendo-o, inclusive, na boca de outros Ministros!

    – Chantagem e dossiês rolando soltos!

    – Inclusive com press-release (!): Dallagnol/ Revista Época/ Folha no Twitter na véspera do julgamento!

    – Em consequência, Ministros dando cavalos de pau…

    – E, até mesmo, um dando cavalo de pau no cavalo de pau anterior (!)

    Sim…

    – As ‘instituições funcionam normalmente’ (!)

    – O problema é justamente esse: o ~nosso~ ‘normal’ brasileiro!”

     

    LEIA MAIS »

  3. rl

    23 de junho de 2017 7:20 pm

    Bondade?

    Acho que o Jânio comete um equívoco (e o Janot também?) ao imaginar que políticos da oposição às administrações federais do PT receberam caixa 2 que não eram propinas. E os contratos de obras nos Estados em que o PSDB era governo?

    1. NP Freitas

      23 de junho de 2017 10:08 pm

      E Furnas, desde sempre sob a
      E Furnas, desde sempre sob a influência de Aécio?

      E quem disse que o “civilizado PT” não deixou tantas outras áreas, na burocracia estatal sob o comando e influência de velhos caciques, ainda que seus adversários?

      1. luiz fazza antonio

        24 de junho de 2017 12:01 am

        Tucanos e a corrupção nos estador que administram

        Mensalão tucano-mineiro, Trensalão e Obras da Cidade Administrativa em BH, também conhecida como “Disneylândia do Aécio”, parecem não ter existido, segundo alguns cidadãos desinformados e talvez sejam apenas fruto de imaginação petista, ou ainda, não haveria porque relacionar a Lista de Furnas com o movimento eleitoral mineiro de 2002, conhecido como “Lulécio” que ,irritando profundamente o candidato tucano à presidência da república, José Chirico Serra, garantiu a vitória da dupla Lula-Aécio em Minas Gerais, vitória esta que gerou a continuidade do aecista Dimas Fabiano (reconhecido autor da famigerada Lista de Furnas, na qual consta também o nome ilustre de Gilmar Ferreira Mendes como agraciado com 150000 reais) na Diretoria de Furnas Centrais Elétricas durante o mandato de Lula na Presidência da República, ao que parece até que Dona Dilma Rousseff mandase demití-lo.

  4. lenita

    23 de junho de 2017 11:54 pm

    Qual seria a razão ?

    Para o início da investigação ter sido no  começo dos governos do PT ? Não era prá ser contra a corrupção na Petrobrás.

    Será que sabiam de antemão que os tucanos eram totalmente inocentes, apesar do escândalo do Banestado ter sido sobre a CHEFIA do mesmo Juiz, e que acabou dando em nada.

    Por tudo isto sempre acreditarei que os brothers do Norte estão no meio da lama, sim. Quem são os eternos amiguinhos dos tucanos para terem as costas  assim tão largas ?

    O XERIFE do mundo , claro !

     

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