A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) sofreu quedas de energia durante o depoimento do presidente da Enel, Max Xavier Lins, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga a qualidade dos serviços prestados pela concessionária.
Segundo os deputados, a energia no plenário José Bonifácio da Alesp falhou duas vezes, uma delas pouco antes do início do interrogatório e outra depois. Em ambos os casos a luz voltou em segundos.
O presidente da CPI, deputado Thiago Auricchio (PL), informou que uma televisão e um outro aparelho foram danificados pela oscilação e que poderia solicitar uma indenização à Enel para reaver os prejuízos com os equipamentos.
Em nota, a Enel negou relação da oscilação com sua rede de distribuição. Além disso, durante a sessão, o presidente da empresa reforçou que a falha não foi responsabilidade da companhia.
“Não houve problema elétrico da Enel no que tange às duas falhas aqui na Alesp. Nós comprovamos isso tecnicamente. Mantivemos contato com a área de manutenção da Alesp e confirmamos que foram oscilações provocadas por chaveamentos internos”, disse Lins.
Na ocasião, o presidente da Enel também lamentou o fato de 2,1 milhões de clientes ficarem sem luz por mais de 24 horas no início do mês. Em algumas regiões a energia demorou uma semana para ser restabelecida.
“Nós sabemos do transtorno. A energia elétrica é um insumo essencial à sociedade e à vida moderna. Ninguém vive sem energia elétrica. Nós sabemos que ficar sem energia elétrica durante um tempo significativo representa um grande transtorno para todos”, afirmou.
A CPI da Enel foi instaurada em maio deste ano para apurar a qualidade dos serviços prestados pela empresa entre 2018 e 2023. Após o último apagão, a CPI decidiu convocar os executivos da concessionária para prestarem depoimentos.
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