Crivella pede metade do fundo bilionário da Petrobras para aplicar no Rio de Janeiro

No pedido de liminar feito ao relator do caso no Supremo, prefeito argumenta que a capital foi a maior prejudicada com o desemprego gerado na Petrobras pela Lava Jato

Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Jornal GGN – O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, encaminhou um pedido nesta quinta-feira (25) ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu o acordo que cria um fundo bilionário da Lava Jato, com recursos da Petrobras. No dia 15 de março, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu a decisão do Ministério Público de Curitiba e também bloqueou o valor de R$ 2,5 bilhões.

Crivella pede metade desse valor (R$ 1,25 bilhão) para aplicar na capital carioca que, assim com o Estado, vive uma situação de crise financeira que vem se arrastando nos últimos anos.

Segundo informações do G1, o prefeito solicitou uma liminar (decisão provisória) e se compromete a devolver o valor em até 90 dias se o plenário do Supremo não concordar que a capital tem direito à quantia.

“Considerando que as necessidades dos mais desvalidos não podem esperar, e as exigências do bem comum, requeiro (…) que vossa excelência autorize de imediato, em caráter liminar, o levantamento de 50% do valor em apreço ou outro percentual que vossa excelência entender como conveniente, para utilização em saúde, educação e na mitigação dos efeitos deletérios das fortes chuvas que atingem a cidade”, escreveu o prefeito no pedido.

Crivella argumenta que a Petrobras fica na cidade que foi atingida pela redução de empregos após a Operação Lava Jato.

“O município do Rio de Janeiro foi o que sofreu, de maneira mais dramática, os efeitos da Lava Jato (…) Sem qualquer eiva de crítica, seria de uma insensibilidade ímpar manter tais recursos bloqueados anos a fio antes da devida utilização. Quantos jovens poderiam ter uma melhor educação com tais recursos?”, pontuou.

A ação que está sendo discutida foi apresentada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ao Supremo para barrar a decisão Ministério Público Federal do Paraná em pegar os US$ 682 milhões (cerca de R$ 2,56 bilhões) que a Petrobras ficou obrigada a investir no Brasil, após acordo com as autoridades norte-americanas, direcionando-os na criação de um fundo anticorrupção da força-tarefa da Lava Jato.

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Atendendo às considerações da PRG, Moraes suspendeu a decisão e também bloqueou os valores.

*Com informações do G1

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3 comentários

  1. Não compreendo como todo o dinheiro conseguido com os roubos do Cabral e outros não tenham sido ainda revestidos para o nosso estado, imediatamente, pois estamos passando a pior crise de todos os tempos. Mas há que ser muito bem investigado pra ver se, realmente, o prefeito mentiroso e totalmente ineficaz, vai investir de verdade na saúde e na educação que estão super precárias. Quem tem confiança nesse Crivella? Tinha que ser algo completamente tutelado, por algum órgão superior, o emprego do dinheiro. O Rio de Janeiro pede socorro, em todas as áreas, aliás, como o Brasil inteiro.

  2. Um quer botar no bolso, outro na maçonaria, outro quer investir em imoveis do MCMV e agora este, pensando em mandar pra IURD.
    Enquanto hienas brigam pela carniça, o verdadeiro dono da grana, o povo brasileiro, continua na merda, e atônito vê, cada dia mais, seu maior ativo, a Petrobras, ser extorquida por americanos e seus lacaios.

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