Alckmin assina ficha de filiação ao PSB nesta quarta (23), em Brasília

PSB também abonará a filiação do senador Dário Berger (MDB) e do vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão (Republicanos)

Lula e Alckmin durante jantar em São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert.
Lula e Alckmin durante jantar em São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert.

Depois de três décadas compondo com os principais quadros do PSDB, o ex-governador Geraldo Alckmin assinará na próxima quarta-feira (24) a ficha de filiação ao PSB. O evento será realizado na sede da Fundação João Mangabeira, em Brasília, a partir das 10h30, com transmissão ao vivo pelas redes sociais.

Além de Alckmin – que deverá ser confirmado o candidato a vice-presidente na chapa de Lula (PT) – o PSB também filiará no mesmo evento o senador Dário Berger (atualmente no MDB) e o vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão (Republicanos). Em 2021, o PSB foi reforçado pelo governador Flávio Dino (ex-PCdoB) e o deputado federal Marcelo Freixo (ex-PSOL), entre outras lideranças.

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, e o presidente da Fundação João Mangabeira, Márcio França – pré-candidato do partido ao governo de São Paulo – também participarão do evento. Os governadores Flávio Dino, Paulo Câmara, Renato Casagrande e João Azevedo, entre outras lideranças nacionais do PSB, também estarão presentes.

Em janeiro passado, durante entrevista coletiva à mídia independente, Lula defendeu a dobradinha com Alckmin diante de críticas recebidas de setores da esquerda. “Eu preciso construir uma aliança política mais ampla que o PT. Não à esquerda, mais ao centro e, se for preciso, mais ao centro-direita”, disse Lula. “Ganhar eleições é ainda mais fácil que governar. Para governar precisa conversar com as pessoas. Por isso precisamos de alianças e parceiras“, apontou.

Lula ainda ressaltou que Alckmin rompeu em definitivo com o bolsonarismo e o dorismo em São Paulo, e afirmou que o ex-governador deverá se comprometer com o programa de governo que será construído para a campanha de 2022.

Em entrevista exclusiva à TVGGN, a ex-ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais e dirigente do PT, Ideli Salvatti, disse que o partido viu com bons olhos o gesto de aproximação de Alckmin ao se comprometer em fazer campanha nas ruas ao lado de Fernando Haddad, o candidato do PT ao governo de São Paulo.

A menção de Ideli ocorreu após a reportagem do GGN questionar se o PT tem expectativa de que Alckmin faça uma inflexão à esquerda ou uma espécie de mea culpa pelos ataques que desferiu ao PT e ao ex-presidente Lula no passado, em virtude da Lava Jato.

Confira um trecho da entrevista abaixo:

Leia também:

1 – Lula, Alckmin e o cenário de 2022, por Aldo Fornazieri

2 – A encruzilhada em torno da chapa Lula-Alckmin: conjecturas e reflexões

3 – O que está por trás da delação da Ecovias sobre as concessões paulistas, por Luis Nassif

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