Jair Bolsonaro convocou nesta noite de quinta-feira (7) seus eleitores para intervir nas eleições, previstas para outubro. O mandatário insiste em apontar “fragilidade” na segurança das urnas eletrônicas, mesmo sem provas.
Durante sua fatídica transmissão ao vivo semanal pelas redes sociais, o mandatário também afirmou que irá chamar embaixadores estrangeiros na próxima semana para falar sobre as falhas do sistema eleitoral e da conduta dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes.
“Se o pessoal do Comando de Defesa Cibernética do Exército detectar fraude não vai valer de nada esse trabalho porque o sr. Fachin já declarou que isso não muda o resultado das eleições. Não preciso aqui dizer o que estou pensando, o que você está pensando. Você sabe o que está em jogo, e você sabe como deve se preparar, não para um novo Capitólio, ninguém quer invadir nada, mas nós sabemos o que temos que fazer antes das eleições”, declarou.
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Forças Armadas no processo eleitoral
No ano passado o TSE fez um convite a Forças Armadas, assim como a Polícia Federal, o Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Controladoria-Geral da União (CGU), além de empresas privadas brasileiras “com notória atuação em fiscalização e transparência da gestão pública” e outras instituições para inspecionar o processo eleitoral, como parte de uma comissão de transparência das eleições.
O ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, comentou ontem a participação das Forças Armadas, em tom de ameaça, durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, da Câmara dos Deputados.
“As Forças Armadas estavam quietinhas no seu canto, no bom sentido, no vocabulário da minha terra, e foram convidadas pelo Tribunal Superior Eleitoral para participarem dessa comissão de transparência das eleições. Naquele momento nós, as três forças, nos reunimos para definir a nossa participação”, afirmou o general.
O próprio presidente do TSE, ministro Edson Fachin, defendeu a colaboração das Forças no processo eleitoral, mas não sua intervenção.
“Por razões do campo da política, há quem queira transformar essa participação numa participação que, em vez de ser colaborativa, seja praticamente interventiva. Evidentemente, esse tipo de circunstância nós não só não aceitamos, como não aceitaremos”, disse o ministro em uma palestra em Washington, nos Estados Unidos, organizada pelo Brazil Institute, do instituto de pesquisa Wilson Center.
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Manoel
8 de julho de 2022 9:13 pmEstão disseminando ações , já são quatro , do mais puro planejamento Terrorismo Militar . Vão impor o medo ,como fizeram na ditadura , pois não queriam abandonar o Poder. Drone em Minas , Bomba de Fezes no Rio , no carro do Juiz e na Cinelândia . E tiro na Fôlha que dissemina o Data Folha . São amadores , está muito claro a Origem e os Alvos sempre contrários .