20 de junho de 2026

Haddad diz que EUA “só têm a perder” com taxação sobre aço brasileiro, e dará resposta “sem retaliação”

O ministro da Fazenda anunciou que seguirá estratégia orientada pelo presidente Lula, sobre as taxas de importações dos EUA
(Wilson Dias/Agência Brasil)

A partir desta quarta-feira (12), as taxas de 25% impostas pelos EUA sobre importações de aço e alumínio do Brasil já estão sendo aplicadas. Isso fez com que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reunisse com os representantes da indústria do aço para avaliar a melhor estratégia de resposta.

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Após a reunião, Haddad deu uma série de declarações sobre o assunto e afirmou que irá prosseguir conforme as orientações passadas pelo presidente Lula. De acordo com o ministro, no momento, a melhor resposta seria negociar as medidas ao invés de anunciar uma retaliação contra os Estados Unidos.

“Nós não vamos proceder assim [por retaliação] por orientação do presidente da República. O presidente Lula falou: ‘muita calma nessa hora’. Nós já negociamos outras vezes em condições mais desfavoráveis do que essa. Nós vamos levar a consideração do governo americano de que há um equívoco de diagnóstico”, informou Haddad.

Assim, foi confirmado pelo ministro que o próximo passo será preparar uma nota técnica a ser enviada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) para análise do ministro Geraldo Alckmin (PSB). “Vamos estudar a situação, como sempre fazemos”, declarou Haddad, sem estipular um prazo para o envio da nota.

Saiba quem participou da reunião com Haddad:

  • Sergio Leite de Andrade, presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil;
  • Marco Pollo de Mello Lopes, presidente executivo do Instituto Aço Brasil;
  • André Gerdau Johannpeter, CEO da Gerdau;
  • Erick Torres, CEO da ArcelorMittal;
  • Jorge Oliveira, vice-presidente da ArcelorMittal;
  • Cristina Yuan, diretora de Assuntos Institucionais do Instituto Aço Brasil;
  • Marcelo Ávila, superintendente de Economia do Instituto Aço Brasil.

O chefe da pasta ainda destacou que a tarifa pode ter efeitos negativos na inflação dos Estados Unidos, mesmo diante da previsão de redução dos juros no país. Por isso, o governo brasileiro optou inicialmente por tentar resolver a medida com diálogos 

“Nós estamos começando já a estudar propostas do setor, que tem toda a legitimidade. Eles estão imaginando formas de negociar com argumentos muito consistentes de que os Estados Unidos só têm a perder, porque o nosso comércio é muito equilibrado”, justificou o ministro. 

*Com informações da CNN.

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Milleny Ferreira

Milleny Ferreira é estudante de jornalismo, repórter no Jornal GGN e produtora na TV GGN.

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  1. Escuderie Le Coq

    12 de março de 2025 3:24 pm

    Ah, sim, negociar com o tigre , enquanto sua cabeça está dentro da boca do bicho.

    História rápida.

    Primeiro Hitler quis a Áustria, ok, dêem a ele a Áustria.

    Depois, a região dos Sudetos, e depois, a Alsácia Lorena.

    Neville Chamberlain dava declarações parecidas com as de Haddad/Lula.

    Resultado?

    Bem, 60 milhões de mortos.

    Será que Lula e Haddad não percebem a diferença desta e das outras negociações.

    Todo mundo conhece a estorinha do menino mais fraco, bunda mole mesmo, que apanhava do valentão todos os dias, até que, tomado por um misto de coragem e extremo pavor das surras diarias, rachou a cabeça do agressor, com um martelo que trazia na mochila.

    Passou a ser respeitado desde então.

    Não se negocia com agressores.

    Ou você se transforma em “escravo” dele, ou acaba com ele.

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