23 de outubro de 2026

Janones denuncia possível censura ao “Exército do Lula” antes de debate

Deputado pede mobilização de apoiadores para evitar bloqueio no WhatsApp a dois dias do segundo turno contra Flávio Bolsonaro
Andre Janones e Lula, com uma camiseta preta que diz "quem manda é o povo"
Janones e Lula. Foto: Ricardo Stuckert

▸ Deputado André Janones alerta que canal “Exército do Lula” pode ser suspenso pelo TSE antes do debate presidencial.

▸ Ministros do TSE discutiram minuta para bloquear canais com mais de 200 mil seguidores nas 48h antes e 24h após eleição.

▸ ABJD pede liminar para manter canal ativo, alegando ameaça à liberdade de expressão e desigualdade na disputa eleitoral.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O deputado federal André Janones (Rede-MG) afirmou nesta sexta-feira (23) que o canal de WhatsApp “Exército do Lula” pode ser retirado do ar por ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o parlamentar, a suspensão ocorreria nas próximas horas, próximo ao horário do debate presidencial na TV Globo.

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“O canal exército do Lula deve sair do ar ainda hoje, próximo ao horário do debate, por uma ordem do TSE! Com isso, o resultado da eleição está aberto novamente!“, escreveu Janones na rede social X.

A ferramenta é a principal estrutura de mobilização digital da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), marcado para este domingo (25). Na manhã desta sexta, o grupo ultrapassava a marca de 9 milhões de inscritos.

Em mensagem enviada aos seguidores, o deputado convocou uma reação imediata. “A única maneira da gente impedir a queda do canal é denunciando muito, fazendo nosso grito de indignação chegar aos 4 cantos do país de maneira frenética, sem ataques a ninguém porém denunciando o que está prestes a ocorrer“, alertou.

Minuta no tribunal

A declaração de Janones ocorre dois dias após a revelação de que os ministros Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, e André Mendonça debateram uma minuta para suspender canais políticos com mais de 200 mil seguidores. A restrição valeria nas 48 horas anteriores ao pleito e se estenderia até 24 horas após o encerramento da votação.

A medida atingiria o “Exército do Lula” e até o “Tropa do Flávio“, que reúne cerca de 2 milhões de apoiadores do candidato do PL. A proposta, redigida por Mendonça para avaliação da corte, gerou divergências.

Após a repercussão do caso na quarta-feira (21), Nunes Marques afirmou que a discussão estava superada e descartou alterar as regras eleitorais por iniciativa própria às vésperas da votação.

Histórico de bloqueios e ação de juristas

O canal administrado por Janones já foi alvo de decisões judiciais ao longo deste segundo turno. Em 11 de outubro, Nunes Marques determinou a suspensão da ferramenta a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, sob a alegação de propagação de desinformação. A medida, no entanto, foi derrubada horas depois pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, por falta de provas.

Posteriormente, o presidente do TSE voltou a impor restrições, exigindo que o canal fosse formalmente registrado como vinculado à campanha petista. O espaço foi reativado em 14 de outubro após o cumprimento da exigência pela equipe de Lula, o que gerou questionamentos sobre disparidade de tratamento, já que o canal bolsonarista permaneceu em funcionamento mesmo sem ter fornecido os mesmos dados inicialmente.

Diante do risco de um novo bloqueio, a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) protocolou um pedido de liminar no TSE para garantir o funcionamento do grupo petista. A entidade argumenta que uma suspensão sem comprovação de irregularidades fere a liberdade de expressão e a livre manifestação política dos eleitores.

A ABJD também cobrou a apreciação urgente de um pedido de suspeição por parcialidade partidária contra Nunes Marques. A associação sustenta que as sucessivas medidas restritivas comprometem a igualdade de oportunidades entre os candidatos na reta final da disputa pela Presidência.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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