1 de outubro de 2026

Jerusa Viecili, o ponto fora da curva da Lava Jato, por Luis Nassif

Como Deltan Dallagnol reconheceu, na entrevista à BBC Internacional, a mancha desse diálogo acompanhará para sempre as pessoas vis que zombaram da morte. Mas que se ressalve que, dentre eles, havia uma pessoa digna

A divulgação dos diálogos dos procuradores da Lava Jato pelo The Intercept cometeu apenas uma injustiça: a procuradora Jerusa Viecili – a única que pediu desculpas pelas menções às perdas de Lula – é um ponto fora da curva na operação. É feita de outra matéria moral.

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Na véspera das eleições de 2018, sugeriu ao grupo um comunicado coletivo, distanciando-se das candidaturas, especialmente de Jair Bolsonaro. O apelo ficou no vazio. Nenhum dos seus colegas abriu mão da torcida por Jair Bolsonaro.

Ela escreveu, então, um artigo solitário, publicado no El País, com considerações sobre o momento e com dez recomendações. São elas:

  1. Defender a ampla liberdade de expressão e de imprensa, assim como o diálogo e pluralismo, que são essenciais à democracia e ao combate à corrupção;
  2. Defender a ampla liberdade de associação e de funcionamento de entidades da sociedade civil organizada, especialmente a atuação no país de entidades nacionais e internacionais de controle social de gastos públicos e de combate à corrupção;
  3. Defender a Constituição Federal de 1988 e garantir a independência da atuação do Poder Judiciário, impedindo a criação de assembleia constituinte, de comissão constituinte ou de novas cadeiras no Supremo Tribunal Federal;
  4. Defender as instituições democráticas, promover eleições limpas, respeitar a atuação da Justiça Eleitorale suas decisões, reconhecer a legitimidade de mecanismos democráticos de oposição e crítica política e repudiar a violência e práticas discriminatórias na ação política, aspectos que favorecem a denúncia de práticas corruptas;
  5. Garantir a independência da Procuradoria-Geral da República, escolhendo o futuro procurador-geral a partir de lista tríplice elaborada pelo próprio Ministério Público;
  6. Garantir a independência do Poder Judiciário e do Ministério Público, impedindo sua asfixia orçamentária ou a aprovação de projetos de lei que amordacem seus membros ou restrinjam a independência de sua atuação por meio de expedientes tais como a edição de uma lei de abuso de autoridade que estabeleça crimes sobre a interpretação de fatos ou do direito;
  7. Garantir a continuidade da atuação impessoal contra a corrupção, em igual ou maior intensidade, da Controladoria-Geral da União, da Advocacia-Geral da União e das Polícias da União;
  8. Defender os direitos humanos e promover a repressão aos crimes de ódio, o que é fundamental inclusive para criar um ambiente favorável à denúncia e apuração de práticas corruptas;
  9. Defender a execução provisória da pena após confirmação da condenação em segunda instância, essencial para que as investigações e processos promovam justiça, na Lava Jato e outros grandes casos de corrupção.

É fundamental que cada eleitor reconheça em seus candidatos valores capazes de promover o avanço democrático no país. Bravatas e discursos retóricos não são garantias, ao contrário, são muitas vezes ameaças. O voto é o mais importante mecanismo de escolha e decisão sobre o país que desejamos ser e a esperança de que o Ministério Público possa continuar contribuindo para a sociedade no exercício pleno, técnico, imparcial e independente de suas atribuições constitucionais.

Pena que fosse uma voz solitária no mundo devasso, pornograficamente violento, em que se transformou a Lava Jato.

Seu pedido de desculpas não surpreendeu as pessoas que a conhecem. Nem as imprecações que sofreu dos colegas, por ter colocado uma pitada de humanidade em uma horda de selvagens.

Como Deltan Dallagnol reconheceu, na entrevista à BBC Internacional, a mancha desse diálogo acompanhará para sempre as pessoas vis que zombaram da morte. Mas que se ressalve que, dentre eles, havia uma pessoa digna.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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44 Comentários
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  1. Anônimo

    31 de agosto de 2019 12:24 am

    Apesar de alguns pontos louváveis, me parece que o foco é a defesa da própria instituição, que teve toda a autonomia garantida durante os governos do PT. Mas curiosamente fala na constituição, e na luta contra mudanças na constituição ao mesmo tempo que defende a prisão em segunda instância. E me deixa indignado é que apesar do discurso pela instituição, sua prática foi conivente com todas as ações que violaram a constituição e direitos de cidadãos. Se defendesse de fato a instituição teria se insurgido contra ações das quais participou. Acredito que o arrependimento é legítimo quanto ao aspecto humano, mas me parece que não tem arrependimento, quanto as violações de direitos de cidadãos.

    1. Gustavo Kaye

      31 de agosto de 2019 10:35 am

      O que me assusta mais: ao elogiar essa moça e seus “points” Nassif parece concordar com eles.

      1. Eugenio Arima

        2 de setembro de 2019 8:31 pm

        O que mais assusta é esta postura de achar que se deva desmontar uma instituição por conta de alguns maus elementos. Nisto, você se igual a Moro et caterva. É preciso considerar que o MPF tem um papel relevante na sociedade brasileira. É preciso instituições que busquem o combate a corrupção, não a qualquer preço, mas obedecendo a lei. Abrir mão disto, é ficar exposto à sanha dos incendiários, dos obtusos, diferentes apenas pela cor que usam.

    2. Katia Rodrigues

      4 de setembro de 2019 4:45 pm

      Perfeito analise Eugenio, faço suas as minhas palavras!

  2. Anônimo

    31 de agosto de 2019 12:38 am

    Nassif, só vi nove (9) e não dez, os mandam., digo, as recomendações da preclara. E, reitero, “(9) Defender a execução provisória da pena após confirmação da condenação em segunda instância, essencial para que as investigações e processos promovam justiça…”: sou terminantemente contra. Se há três instâncias recursais, e se a Carta Magna as propugna, é completamente insano defender a prisão após confirmação na segunda instância. Inconstitucional e perece totalmente a terceira via recursal.

  3. Luis Campinas

    31 de agosto de 2019 12:51 am

    Não sei de onde saiu essa convicção. O que vai ali escrito, é quase o senso comum no meio dos procuradores. O que seriam ” os piores são os com retórica ” seria Lula? Defender lista tríplice? prisão em segunda? Quem defende a Lavajato, participou ou foi cúmplice de inúmeras irregularidades, outras tantas crimes. Não tem ponto fora da curva nessa história não. Só virou notícia pelo tal de arrependimento. Ademais, se arrependida estava, quando se arrependeu? Somente depois que suas declarações se tornaram públicas? Que tipo de arrependimento é esse? Talvez o da pior espécie, aquele que se preocupa sim é com a sua imagem. Tanto é que, não buscou sequer se retratar com os ofendidos. Fez isso isso em rede social, para quem? Para o público minha gente, para o público!

    1. Jossimar

      31 de agosto de 2019 7:09 pm

      duzentos likes.

  4. Nilson Moura Messias

    31 de agosto de 2019 1:22 am

    Tá de brincadeira! Pergunta em quem ela votou…

  5. Almir G. Pereira

    31 de agosto de 2019 2:00 am

    Tudo bem, foi uma voz dissonante em meio a uma matilha que uivava ao sabor da carnificina que fazia contra pessoas e empresas. Mas, discordo do item 9. Não há como defender a prisão após condenação em segunda instância! Se ainda resta recurso de defesa, como agir como se já tivesse transitado em julgado? E os eventuais erros de processos, como os de Lula? Como evitar que ocorram em apenas duas instâncias?

    Mas, de qualquer modo, a procuradora demonstrou coragem e independência moral em um ambiente francamente contaminado e corrupto, exatamente onde não deveria nunca ocorrer tais deslizes!

  6. Joel lima

    31 de agosto de 2019 3:35 am

    Pena que não são audios as barbaridades que falaram. Aí a mancha desses fdps seria elevada a décima potência. Quanto a Jerusa não vou mentir e dizer que seu pedido de desculpas me tocou. Seu pedido de desculpas me deixou feliz porque torna ridícula a posição.de quem poe em dúvida a autenticidade das mensagens. Todo mundo.que participou da lava jato tem que se ferrar bonito pois esses fdps ajudaram a colocar no poder um psicopata que tornará o país um pária.

    1. Jossimar

      31 de agosto de 2019 7:11 pm

      mais duzentos likes.
      Que se fodam todos os lavajateiros.

  7. Ivan de Union

    31 de agosto de 2019 3:50 am

    “Sobre a rala merda, boiara um feijao…”

  8. Ricardo CP

    31 de agosto de 2019 4:14 am

    Parabéns, Nassif! Você é um dos melhores brasileiros, uma das melhores pessoas que “conheço”. Sabia que vc saberia reconhecer e acolher uma pessoa digna, mesmo estando rodeada de tantos despudorado, fato que certamente contribuiu para seu deslize. Abraços!

  9. Nilson Bonfim

    31 de agosto de 2019 5:00 am

    Como sempre, seu comentário foi excelente.

  10. Marcos K

    31 de agosto de 2019 6:18 am

    Mil perdões, Nassif. Mas TODOS que participaram dessa operação criminosa que arruinou o país são pessoas cruéis, inumanas e indignas.
    Quantas vidas arruinaram? Quantas famílias destruíram? Quantos sonhos adiaram?
    JAMAIS podem ser perdoados. JAMAIS devem ser esquecidos. Que seus nomes sejam malditos nessa vida e na outra.

    1. Jossimar

      31 de agosto de 2019 7:12 pm

      quinhentos likes.

  11. solle

    31 de agosto de 2019 7:30 am

    Até no inferno deve existir alguma alma digna. Mas o inferno continuará sendo o inferno.

    1. Ivan de Union

      31 de agosto de 2019 5:17 pm

      Eh, tinha um feijozinho inteiro no meio da diarreia que a PGR cagou no Brasil.

      Continua merda.

      A mesma coisa aconteceu comigo. No meio da diarreia que fizeram minha vida virar, colocaram um filho da puta celular do FBI -no meio da rua!!!- pra fazer papel de “salvador”. So que eu virei as costas e me afastei do feijaozinho nao-mastigado no meio da puta diarreia que essa bicharada me ofereceu. Sem lhe dar chance de dizer sequer uma, uminha palavra. Ate pra ter intencao boa essa bicharada tsm intencao ruim.

  12. Olyrio

    31 de agosto de 2019 7:39 am

    Realmente,, um ponto fora da curva.

  13. serralheiro velho

    31 de agosto de 2019 8:03 am

    De fato, desta escória humana que resultou da ft-mpf-lavajato Jerusa faz diferença. Difícil entender como foi selecionado este grupo tão coeso irresponsável, lesa-pátria de pseudos serventuários canalhas, patrimonialistas e desumanos “Já not” pode explicar?

  14. serralheiro velho

    31 de agosto de 2019 8:03 am

    De fato, desta escória humana que resultou da ft-mpf-lavajato Jerusa faz diferença. Difícil entender como foi selecionado este grupo tão coeso irresponsável, lesa-pátria de pseudos serventuários canalhas, patrimonialistas e desumanos “Já not” pode explicar?

  15. Liliana

    31 de agosto de 2019 8:08 am

    Se fosse digna mesmo, não participaria da suruba e como disse o Lula: ela pediu desculpas ao Twitter e não a ele.

  16. Bruno Cabral

    31 de agosto de 2019 8:32 am

    Digna defendendo não haver punição contra abusos como os da farsa a jato?

    Digna trepudiando como fez e pedindo desculpas apenas porque vazou?

    Se fosse digna teria denunciado os crimes dos colegas.

    É como Gilmar, grande parte culpado pela perseguição ilegal ao PT agora posar de bom moço. O prejuízo é irremediável

  17. Observador

    31 de agosto de 2019 8:49 am

    Por favor, corrija o texto do terceiro parágrafo. Acho que onde se lê “Ele escreveu, então…” deveria ser “Ela escreveu, então…”.

  18. Rivaldo Moraes

    31 de agosto de 2019 9:37 am

    Com relação aoitem 05 da mensagem acima, com relação à escolha do novo (a) PGR mediante lista tríplice do MP defendo que TODOS os promotores estaduais e procuradores municipais, estaduais e federais devam ter direito de serem candidatos e poderem votar na lista tríplice.

    A ANPR é somente um entidade privada que representa seus associados somente.

    A ANPR não representa todos os promotores ou procuradores do país. Há muitas outras associações de promotores e procuradores no país. Por isso, a ANPR não deve ter o monopólio de elaboração de uma lista tríplice de candidatos a PGR.

  19. Moysés

    31 de agosto de 2019 9:53 am

    É muito comum que façamos pré julgamentos ante ao conhecimento fragmentado de algumas situações, mas também é honorável o reconhecimento de falha no julgamento prévio quando a “justiça” é feita nos trazendo novas informações que a corrigem!
    Achamos o “joio”.
    Grato Nassif!

  20. Ivan Pedro Muricy

    31 de agosto de 2019 11:06 am

    Nassif,
    Acho um pouco cedo para atribuir dignidade, seriedade ou coisa que o valha a esta jovem senhora. Quando conveniente, ela surfou na onda, mas, agora, que a maré está baixa, ela quer abandonar o navio? Quá! Portanto, prezado, vamos ver se o arrependimento é mesmo sincero ou, como sói acontecer nas corporações públicas e, nas jurídas, principalmente, vamos dar tempo ao tempo.
    Veremos como ela se comporta quando vier o grande expurgo do ministério público (com minúsculas.)

  21. altamiro souza

    31 de agosto de 2019 11:12 am

    Eichmann como se sabe estava rodeado de crápulas
    e assassinos da humanidade, mas mesmo assim
    cumpriu as funções que lhe cabiam burocraticamente
    para que a ruína nazista ocorresse.
    Quando o sistema é injusto, o infame que faz parte
    dessa corporação injusta só pode pedir desculpas
    depois das infâmias praticadas.
    Desculpas, aliás, parciais, esfarrpadas, mas que
    mesmo assim comprovam a tese de Ana Arendt,
    a tese da banalização do mal, isto é, no nosso caso,
    da banalização do estado de exceção, do conluio
    pervervo-horrendo-monstruoso-hediondo etc etc
    que permeia a tragedia brasileira desde o famigerado 2013
    (lembre do mensalão-barbosão )…..

  22. Anônimo

    31 de agosto de 2019 11:14 am

    Caro Luís Nassif, a tal procuradora – como os demais daquele grupo criminoso – foram flagrados com a mão na botija. Fratura exposta. Inegável.
    Mas Jerusa foi mais rápida no gatilho e deixou os demais cúmplices cheirando mal. E saiu como “delatora” que confessou o crime.
    A sua sinceridade é igual a de qualquer delinquente que comete crime e, depois de preso e condenado, diz que está arrependido, para ganhar benefícios regressão de pena.
    A diferença é que ela fez o que fez no exercício de cargo público – que lhe paga mais de 30 mil de salário mensal, em horário e com equipamentos públicos. Nós financiamos os meios.
    Se não tivesse havido Vaza Jato a nobre Jerusa continuaria calada. Sem pedido de desculpas ‘sinceras.

  23. Eduardo Piza Mello

    31 de agosto de 2019 11:15 am

    Caro Luís Nassif, a tal procuradora – como os demais daquele grupo criminoso – foram flagrados com a mão na botija. Fratura exposta. Inegável.
    Mas Jerusa foi mais rápida no gatilho e deixou os demais cúmplices cheirando mal. E saiu como “delatora” que confessou o crime.
    A sua sinceridade é igual a de qualquer delinquente que comete crime e, depois de preso e condenado, diz que está arrependido, para ganhar benefícios regressão de pena.
    A diferença é que ela fez o que fez no exercício de cargo público – que lhe paga mais de 30 mil de salário mensal, em horário e com equipamentos públicos. Nós financiamos os meios.
    Se não tivesse havido Vaza Jato a nobre Jerusa continuaria calada. Sem pedido de desculpas ‘sinceras.

  24. Anésio

    31 de agosto de 2019 11:49 am

    Como poderei apoiar uma única opinião contrária às ações da operação lava jato? Mesmo reconhecendo algum mérito destas declarações não poderia pactuar com esta voz solitária. A não ser fosse de um perigo eminente a pessoa física. Uma voz contrariando a tudo que há de legal e democrático, defendendo uma minoria devassa e pornográfica ao revés das razões imposta nesta matéria como sendo adjetivos da maioria.
    Pobre senhor Luiz Nassif, tem pena dos que ficam fora da curva do bem. Isto é equivalente a apologia ao fim do mundo.

  25. Jus Ad Rem

    31 de agosto de 2019 12:27 pm

    Dos diálogos vis e desumanos da corja da LJ, o que mais me chocou foi o Januário Paludo dizendo sobre a morte de dona Marisa: “Estão eliminando as testemunhas”.
    Isso mereceria um processo, pois trata-se de uma séria e ao mesmo tempo ridícula acusação: Lula teria assassinado sua esposa com um derrame cerebral?
    Até onde vai a estupidez dessa gente?

    1. Ivan de Union

      1 de setembro de 2019 5:20 pm

      Alguem te falou que o grupo dele se chama “Filhos do Puto Januario”?

      1. Jus Ad Rem

        6 de setembro de 2019 3:42 am

        Lula se tornará um herói nacional, não só por tudo o que fez pelo País, mas principalmente por tudo o que sofreu com a infame perseguição que lhe impuseram.
        Grande mídia, MPF, Judiciário e os aliados do Cunha, não passam de uma CAMBADA DE FILHOS DA PUTA!
        Infelizmente, entre a nossa população temos uma massa imensa de idiotas que não conseguem enxergar a verdade e reconhecer a importância e os avanços obtidos nos governos do PT.
        Houve erros, sim, houve, mas nada que se compare com o que está em curso com os desgovernos de Temer e Bolsonaro: Entreguismo, retirada de direitos básicos dos trabalhadores e cidadãos em geral e alienação automática e estúpida aos interesses dos EUA.
        O Brasil vai afundar na estupidez.

  26. Naldo

    31 de agosto de 2019 1:39 pm

    Desculpe seo Nassif…….

    Mas impedir constituinte????

    A CF foi estuprada, e morreu . …a única boa proposta de Haddad era uma nova constituinte..

    Li aqui que quando o capital quer atropela a política e passa por cima das leis…..

    O poder emana do povo, entretanto, os porcorativistas insistem em negar……

    É tudo a mesma sopa. … aliás, numa próxima constituinte, que virá, esse pessoal tem que ser enquadrado como funcionários públicos, que são, membro de poder só o STF, e seus sinistros com mandato de dez anos……

    Já encheram muito o nosso saco. ..

  27. Anôr Carvalho

    31 de agosto de 2019 2:55 pm

    Erguer uma bandeira branca em meio a uma batalha não exime o soldado da dúvida sobre suas intenções, entretanto, Simón Bolivar , na sua trincheira, veria uma oportunidade de reforçar suas convicções diante de sua tropa, pois, nesse momento uma voz dissonante desafina o trompete adversário. Realçar os 9 pontos na bandeira branca da procuradora é oportuno e valioso, inclusive para questionar o décimo ponto. Nove entre 10 pontos não é pouca coisa quando o adversário vem avançando desde 2014 sem resistência … Valeu Nassif.

  28. Luiz Seixas

    31 de agosto de 2019 3:33 pm

    E a décima recomendação?

  29. Newton

    31 de agosto de 2019 4:23 pm

    Na dupla de torturadores existem o torturador bonzinho e torturador mauzinho. Nassif faz o elogio da torturadora boazinha. Pelo amor de Deus Nassif, sua ânsia de achar alguma coisa de bom no meio da escória tem que ter um limite. Seja racional.

  30. Maria de Fatima Damasceno

    31 de agosto de 2019 6:24 pm

    Ao ler esse artigo, onde o Nassif encontrou tanta bondade e valores tão humanos na Sra Jerusa, fico pé perguntando em que espécie de pessoa me transformei. Logo eu que sempre busquei o melhor nas pessoas não consigo ver com a mesma complacência o pedido de desculpas da procuradora.O que vejo, isto sim, é um rato abandonando o navio e seus pares ao perceber que o mesmo está a afundar. Não, ela não me convenceu com seu pedido de desculpas, e num momento tão oportuno. Não se iluda Nassif ela não é melhor, nem diferente dos outros.

  31. Eduardo

    31 de agosto de 2019 7:07 pm

    O Nassif deveria pelo menos aguardar o final dos vazamentos do Intercept que segundo o Glenn ainda estão perto do início.

  32. Avelino

    1 de setembro de 2019 8:12 am

    Se não se tornasse público essa fala, ela se calaria, como vem se calando com o resto das denúncias.
    Mais farsa que nota de três reais.
    Pelo menos confirmou a autencidade das denuncias.

  33. Maria Luisa

    1 de setembro de 2019 9:28 am

    A defesa que faz Luis Nassif dessa procuradora leva um pouco de humanidade la onde ela ficou de fora durante todo esse processo. Mas a problematica no caso Lava Jato versus Lula é mais complexa que tão somente a condenação de um mero réu; todos sabem disso. Se alguém resolvesse retratar em uma pintura a força tarefa da LV e a caçada ao ex-presidente Lula, teria que usar de varias metaforas para mostrar o que se passou, como se passou e porquê. O Ministério Publico, através da força tarefa da Lava Jato, tem em Lula seu maior triunfo. Qual não tera sido o regozijo com a condenação e em seguida a prisão do ex-presidente? Talvez o Intercept nos trara essas revelações. O fato é que para esses procuradores foi necessario desumanizar a Lula e seu entorno, retirar dele qualquer possibilidade de moral e assim justificar todos as irregularidades praticadas e assumidas como sendo “necessarias” e até a condenação sem provas para que possam dizer que cumpriram seu dever e ajudaram na construção da nação. E nos encontramos com essa atualidade politica, social e econômica tragicas e a nação totalmente sem rumo.

  34. ANTONIO CESAR PERIN

    1 de setembro de 2019 7:22 pm

    MATILHA

  35. Antinio Valente

    3 de setembro de 2019 12:57 pm

    Nassif pisando na bola!

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