5 de junho de 2026

Lideranças políticas e religiosas apoiam aprovação de Messias ao STF

Evangélico declarado, Messias fez questão de abordar sua fé durante a sabatina, mas ressaltou a separação entre crença pessoal e função pública
Crédito: Andressa Anholete/ Agência Senado

Jorge Messias foi sabatinado na CCJ do Senado para vaga no STF, com apoio de políticos, ministros e líderes evangélicos.
Ministro da Defesa José Múcio e líderes partidários acompanharam Messias na sessão, que teve presença de deputados e ex-ministros.
Base governista prevê aprovação com 16 votos na CCJ e 45 no plenário; votação será secreta e ocorre no mesmo dia.

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O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, passou nesta quarta-feira (29) por sua sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado em meio a uma ampla mobilização de aliados do governo. Políticos, ministros e lideranças evangélicas marcaram presença para demonstrar apoio à sua candidatura.

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Já na entrada do Senado, Messias foi acompanhado pelo ministro da Defesa, José Múcio, cuja influência junto aos senadores é estratégica para a base governista na tentativa de vencer eventuais resistências. No colegiado, recebeu cumprimentos pessoais do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, e do presidente nacional do PSB, João Campos.

Deputados federais também compareceram à CCJ, entre eles o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), ex-ministro de Portos e Aeroportos. Para garantir presença na votação do plenário, o ministro Wellington Dias (PT-PI) se licenciou da pasta da Assistência Social para retomar seu mandato de senador. Ex-ministros que já haviam deixado o governo para disputar as eleições, como Camilo Santana (PT-CE) e Renan Filho (MDB-AL), também participaram da sessão.

Nos corredores do Senado, bispos da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil do Ministério de Madureira, Samuel Ferreira e Abner Ferreira, presidente e vice da entidade, circularam pedindo apoio ao indicado. Ao longo da sessão, Messias recebeu abraços e cumprimentos de parlamentares aliados, incluindo o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que havia sido cotado inicialmente para ocupar a mesma vaga.

Bancada evangélica

Evangélico declarado, Messias fez questão de abordar sua fé durante a sabatina, mas ressaltou a separação entre crença pessoal e função pública. Segundo ele, ser evangélico é “uma bênção, não um ativo”, e deixou claro que tem “plena clareza de que o Estado constitucional é laico”, ainda que defenda uma “laicidade colaborativa”, que promova o diálogo entre o Estado e todas as religiões.

A base governista estima ter ao menos 16 votos favoráveis na CCJ, onde são necessários 14 para a aprovação, considerando a maioria dos presentes numa sessão com quórum mínimo de 14 dos 27 membros titulares do colegiado. No plenário, aliados do Executivo calculam apoio de pelo menos 45 senadores, acima do mínimo de 41 exigido para a aprovação num universo de 81 parlamentares. A oposição, por sua vez, afirma contar com ao menos 30 votos contrários.

As votações, tanto na CCJ quanto no plenário, são secretas, o que significa que apenas o placar final será divulgado, sem identificação individual dos votos.

Próximos passos

Messias foi escolhido por Lula em novembro do ano passado e desde então percorre gabinetes em busca de apoio. A indicação foi formalizada somente em abril. Após a aprovação na CCJ, sua candidatura segue direto para o plenário, onde a votação ocorre no mesmo dia. Se aprovado, ele estará apto a tomar posse como ministro do STF.

*Com informações da CNN.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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1 Comentário
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    29 de abril de 2026 4:42 pm

    Esse cara é jurista… Como AGU ele não ousou questionar a taxa de juros estratosferica nem foi para cima dos Bancos que assaltam o orçamento da União controlando o BC. Isso explica os especuladores não se oporem à entrada dele no STF.

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