5 de junho de 2026

Metade dos brasileiros defende prisão de Bolsonaro, aponta pesquisa Genial/Quaest

Para 48% dos participantes da pesquisa, o ato bolsonarista do último domingo não deve influenciar nas investigações da PF contra o capitão
A maioria acredita que Bolsonaro participou ativamente da tentativa de golpe de Estado. | Foto: Reprodução Redes Sociais via Correio Braziliense

Uma nova pesquisa da Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (28) mostra que 50% dos brasileiros acreditam que uma eventual prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seria justa. Por outro lado, 39% acreditam que a detenção do político, que está na mira da Polícia Federal (PF) por suspeita de orquestrar uma tentativa de golpe de Estado, seria injusta. 

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Em meio a avalanche de evidências que pesam contra Bolsanaro, 47% dos entrevistados também acreditam que o político participou ativamente da trama golpista. Apenas 40% responderam que não acreditavam nessa hipótese. 

Chama atenção que até mesmo aqueles que votaram no capitão em 2022, 9% reconhecem que ele tentou dar um golpe. Já entre o eleitorado de Lula no pleito presidencial passado, 12% não acreditam que Bolsonaro tentou dar um golpe.

Indo mais a fundo, segundo a Quaest, 53% são contra a ideia de que Bolsonaro esteja sendo vítima de perseguição do Judiciário, como seus aliados têm defendido em constante ataque ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde tramita os processos que podem complicar a situação do ex-presidente. 

Já entre os 39% que acreditam nessa retórica, 72% parte do eleitorado bolsonarista e 53% evangélicos, pelo menos 52% se informam sobre política principalmente por meio do aplicativo de mensagens Whatsapp, conhecido pela facilidade na disseminação de notícias falsas. 

O ato

A pesquisa foi feita na esteira do ato convocado por Bolsonaro, no último domingo (25), na tentativa de mobilizar sua base, em meio às complicações na Justiça. 

Contudo, para 48% dos entrevistados o ato bolsonarista não deve influenciar nas investigações da PF. Por outro lado, 34% dos acreditam que a polícia deve acelerar o ritmo das apurações; e 11% acreditam que o ritmo deve diminuir.

Já para 50% dos entrevistados o ex-presidente saiu mais forte do ato de domingo, contra 26% que dizem que ele saiu mais fraco. 

Mais da metade dos participantes da pesquisa, 56% entenderam que a manifestação respeitou os limites da lei. Outros 27% avaliaram que não.

Sobre a pesquisa

A Quaest ouviu 2.000 brasileiros, com mais de 16 anos, entre os dias 25 e 27 de fevereiro, de forma presencial. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    28 de fevereiro de 2024 10:20 am

    Aos juízes é garantido o poder/dever de proferir decisão judiciais sem se deixar influenciar pela opinião popular. Aliás, nenhuma decisão judicial proferida para agradar ou desagradar uma maioria ou uma minoria tem valor jurídico. Não existe nada mais asqueroso do que o populismo penal. Quem deve decidir se um determinado réu num determinado caso deve ou não ser condenado e eventualmente preso é apenas o juiz competente para apreciar o caso. A decisão nesse caso deve ser técnica e fundamentada exclusivamente nas provas produzidas nos autos. É por isso que eu acredito que essas pesquisas de opinião deveriam ser proibidas. Elas tendem a corromper a autonomia do Judiciário e estimulam linchamentos públicos que acarretam verdadeiras tragédias pessoais e políticas.

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